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Discussões rápidas, resenhas curtas e várias outras coisas que não falamos nos podcasts!

(Disclaimer: a imagem do post veio daqui!)

Há alguns meses eu li uma matéria denominada “8 Razões Pelas Quais As Pessoas Compram Livros“. Eu devo ter topado com esse artigo enquanto passeava pela minha timeline do Twitter, e para falar a verdade nunca me ocorreu pensar em razões pelas quais alguém compraria um livro. “Ué, as pessoas não compram livros porque querem ler?”. Curiosamente, este não é o motivo na esmagadora maioria das vezes. De acordo com o artigo linkado, muitas pessoas compram livros que não pretendem ler por impulso, pressão social e até mesmo para parecerem mais inteligentes (???).

Mas afinal, por que compramos livros? Com todas as facilidades da internet, acessibilidade de informação e disseminação de mídias sociais, que entregam assuntos com muito mais rapidez e conveniência, por que alguns de nós ainda se dão ao trabalho de ir a livrarias ou de gastar vários minutos em sites como Amazon, Saraiva e Submarino procurando e comprando livros físicos?

Da minha parte, eu acho que existe algo extremamente satisfatório no ato de comprar livros físicos (ou até mesmo eBooks), muito mais do que comprar outras coisas, quaisquer que sejam elas. Durante grande parte do tempo, eu sinto que livros são uma das poucas coisas que eu compro que, mesmo que não estejam embrulhados em papel especial, dão aquele sentimento de ter recebido um presente. Segurar um livro com as duas mãos, sentir o peso do encadernado, o relevo dos detalhes da capa ou até mesmo ver a tinta que se solta das páginas de livros mass paperback são aquelas ações pequenas e simples que já sinalizam o início de uma enxurrada de outros sentimentos. Talvez eu vá achar a história um tédio, talvez eu deteste a história e todos os personagens. Mas também existe aquela remota possibilidade de que eu vá gostar tanto, mas tanto do livro, que eu não vá conseguir abandoná-lo até o momento em que eu chegar na última página. Talvez eu me envolva tanto com a trama do livro e com o desenrolar da história e com os personagens que, a partir do momento em que eu virar a última página, eu sinta como se tivesse passado pela mais sensacional aventura da minha vida e que eu nunca mais vou olhar ao meu redor da mesma maneira. Aí, alguns meses depois, quando eu olhar para esse mesmo livro, talvez eu tenha aquela boa sensação de nostalgia, aquele mesmo carinho que você tem por coisas boas que aconteceram na sua infância. Eu vou pegar esse livro e pensar “noooooossa, lembra quando este personagem finalmente conseguiu escapar de um destino cruel?” ou “lembra da vez em que você achou que esse personagem ia falhar, mas que esses atos fizeram com que essa outra coisa genial acontecesse mais para frente?”. Talvez eu resolva dar só uma passadinha de olhos em alguns trechos que eu achei bacanas e acabe vivenciando essa aventura novamente, mas desta vez com um olhar diferente.

O Felipe Proto fez um comentário muito interessante ao final do episódio que gravamos sobre O Temor do Sábio: “you never go back to the same place twice“, você nunca volta para o mesmo lugar duas vezes, e acho que esse comentário é muito relevante para muitas coisas, inclusive a experiência da leitura.

Mas Melanie, você não pode ter a mesma experiência simplesmente pegando um livro emprestado na biblioteca?

Talvez? Eu sempre gostei do conceito de pegar livros na biblioteca. Eu acho muito bacana ter em mãos um livro que já passou pelas mãos de tantos outros leitores diferentes, entusiastas ou não, e já foi amado ou odiado por muitos. Mas ao mesmo tempo acho um pouco sufocante ter o livro sabendo que existe um prazo para eu concluir sua leitura. Em alguma outra época da minha vida, isso não seria um grande problema, mas com o tanto de coisas acontecendo na minha vida ao mesmo tempo, muitas tendo precedência sobre meu hábito de ler, começar uma leitura sabendo que meu tempo com o livro vai ser limitado, é algo que limita um pouco minha experiência. Ela é diferente, corrida. É como um abraço de despedida de uma pessoa que você acabou de conhecer.

Resumindo a história toda, eu compro livros porque eu nunca adquiro apenas livros. Eu ganho amigos novos. Eu vejo outros lugares, conheço outros mundos. Talvez eu até possa dizer que eu me torno uma pessoa melhor.

E vocês? Por que vocês compram (ou não compram) livros? Deixem-nos seus comentários!

(Disclaimer: a imagem do post veio daqui!)

Estamos exatamente na metade de Junho e… uau. Este ano está passando incrivelmente rápido! Aproveitando a oportunidade, acho adequado responder a uma tag que tem circulado recentemente pela comunidade Booktube: a Tag dos 50%! Eu a vi pela primeira vez no canal Geek Freak e achei bem interessante responder, até mesmo para dar uma prévia de que livros provavelmente aparecerão no último podcast do ano. Vamos lá!

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Eu geralmente não espero por datas específicas para fazer uma limpa nas coisas que eu tenho e, como mencionei nas minhas resoluções para 2016, resolvi me desfazer de alguns livros que não pretendo reler. A lista ainda não acabou e eu sinto que ainda tenho muitos livros que estão jogados no limbo do esquecimento, nos andares inferiores da minha estante. Queira ou não, manter a estante limpa e organizada é uma tarefa trabalhosa, que toma um tempo que eu não tenho. Então, nada melhor do que encontrar um novo lar para eles, não? Vamos lá.

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(A imagem do post veio daqui!)

Onde comprar os livros:

Eu comentei no episódio 51 na sessão dO que estamos querendo ler que a trilogia Captive Prince, da autora C.S. Pacat, estava na minha lista e que eu já tinha lido o primeiro livro da série. Pois bem, caríssimos, eu concluí a leitura do último livro ainda esta semana. Infelizmente, não acho que esse seja o tipo de livro que eu recomendaria ao Thiago, então provavelmente não faremos um episódio a respeito dessa trilogia. Mas ainda assim, quando li as últimas linhas do livro Kings Rising, ficou no meu coração aquela vontadinha de discutir várias coisas a respeito do livro. Resolvi, então, escrever um post a respeito.

Antes de mais nada, um disclaimer: eu vou comentar neste post a respeito da trilogia inteira. Ou seja, este post vai conter spoilers. Se você não leu e pretende ler os livros, sugiro que você não continue a ler o post!

Adicionalmente, os três livros contêm cenas de sexo explícito, então se você não gosta muito de livros que tenham esse tipo de cena, fica o aviso!

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(Disclaimer: a imagem veio daqui!)

Com tantos assuntos sobre os quais falar nos episódios do podcast, acabou não sobrando muito espaço para fazer algumas tags literárias. Só para matar a saudade, escolhi algumas para responder aqui no blog. É claro que ainda vou escrever diversos outros posts de discussão e alguns reviews, mas dar uma descontraída de vez em quando é algo bacana!

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Disclaimer: a imagem veio daqui!

Um dia desses eu vi uma reportagem falando que muitos brasileiros têm dificuldade para entender o que lêem (inclusive, grande parte da discussão do episódio 20 do podcast Gente que Escreve foi a respeito disso) e, se por um lado não achei o conteúdo da reportagem surpreendente, senti uma estranha mistura de indignação e revolta, sobretudo porque recentemente vi outra reportagem que dizia que o Brasil era um dos países com os piores desempenhos escolares do mundo, ainda que a quantidade de alunos no Ensino Médio tenha aumentado. Até onde é de meu entendimento, muito disso se deve ao fato de novas políticas implementadas (medidas contra a reprovação e similares) e, é claro, de vários outros fatores.

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Março é o mês das mulheres e eu sinto que estaria fazendo um desmérito ao blog dos Agentes do L.I.V.R.O. se eu deixasse a data passar em branco. Então, em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, que foi na semana passada, resolvi fazer um breve post sobre as minhas 5 autoras preferidas… e as 5 autoras que eu estou ansiosíssima para conhecer!

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