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Discussões rápidas, resenhas curtas e várias outras coisas que não falamos nos podcasts!

(Disclaimer: a imagem do post veio daqui!)

Antes de darmos continuidade aos posts de book haul (spoiler: tem pelo menos mais três a caminho!), encontrei esta tag no YouTube da Reagan do PeruseProject e achei que seria interessante responder a ela. Acho que todo leitor também tem uma história a contar, e os livros que moldaram os gostos de uma pessoa dizem muito a respeito dela. Então, ‘bora para a tag!

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(Disclaimer: a imagem do post veio daqui!)

Recentemente vi um vídeo interessante de um booktuber que sigo: ele discute um pouco a respeito de uma coisa que eu e o Thiago falamos em praticamente tudo que é episódio do podcast: as áreas “cinzas” de uma história. Quando somos mais jovens, existe uma distinção muito clara entre “o bem” e “o mal” em tudo que é mídia, sejam livros, jogos, filmes ou o que quer que seja. Os mocinhos sempre são pessoas que têm todas as qualidades desejáveis a alguém: são belos, fortes, bondosos, humildes, extremamente altruístas e só fazem coisas boas. Por outro lado, os vilões são sempre pessoas extremamente feias, estão sempre querendo fazer algo ruim sem motivo algum, como raptar a mocinha indefesa, tacar fogo em cidadezinhas pacatas, destruir o mundo e por aí vai. Corta para alguns anos depois e agora você é um adulto tendo que lidar com diversos outros problemas que vão muito além de tudo aquilo que te assombrava em sua tenra idade. Agora os dragões que assolavam o reino são substituídas por pilhas e mais pilhas de contas para pagar. O mago maquiavélico não dá mais medo que o primeiro assaltante com uma arma na mão que você corre o risco de encontrar em cada esquina. E aquele homem que roubou um carro e acabou matando uma pessoa? Talvez ele não seja tão vilão assim.

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(Disclaimer: a imagem do post veio daqui!)

Há alguns meses eu li uma matéria denominada “8 Razões Pelas Quais As Pessoas Compram Livros“. Eu devo ter topado com esse artigo enquanto passeava pela minha timeline do Twitter, e para falar a verdade nunca me ocorreu pensar em razões pelas quais alguém compraria um livro. “Ué, as pessoas não compram livros porque querem ler?”. Curiosamente, este não é o motivo na esmagadora maioria das vezes. De acordo com o artigo linkado, muitas pessoas compram livros que não pretendem ler por impulso, pressão social e até mesmo para parecerem mais inteligentes (???).

Mas afinal, por que compramos livros? Com todas as facilidades da internet, acessibilidade de informação e disseminação de mídias sociais, que entregam assuntos com muito mais rapidez e conveniência, por que alguns de nós ainda se dão ao trabalho de ir a livrarias ou de gastar vários minutos em sites como Amazon, Saraiva e Submarino procurando e comprando livros físicos?

Da minha parte, eu acho que existe algo extremamente satisfatório no ato de comprar livros físicos (ou até mesmo eBooks), muito mais do que comprar outras coisas, quaisquer que sejam elas. Durante grande parte do tempo, eu sinto que livros são uma das poucas coisas que eu compro que, mesmo que não estejam embrulhados em papel especial, dão aquele sentimento de ter recebido um presente. Segurar um livro com as duas mãos, sentir o peso do encadernado, o relevo dos detalhes da capa ou até mesmo ver a tinta que se solta das páginas de livros mass paperback são aquelas ações pequenas e simples que já sinalizam o início de uma enxurrada de outros sentimentos. Talvez eu vá achar a história um tédio, talvez eu deteste a história e todos os personagens. Mas também existe aquela remota possibilidade de que eu vá gostar tanto, mas tanto do livro, que eu não vá conseguir abandoná-lo até o momento em que eu chegar na última página. Talvez eu me envolva tanto com a trama do livro e com o desenrolar da história e com os personagens que, a partir do momento em que eu virar a última página, eu sinta como se tivesse passado pela mais sensacional aventura da minha vida e que eu nunca mais vou olhar ao meu redor da mesma maneira. Aí, alguns meses depois, quando eu olhar para esse mesmo livro, talvez eu tenha aquela boa sensação de nostalgia, aquele mesmo carinho que você tem por coisas boas que aconteceram na sua infância. Eu vou pegar esse livro e pensar “noooooossa, lembra quando este personagem finalmente conseguiu escapar de um destino cruel?” ou “lembra da vez em que você achou que esse personagem ia falhar, mas que esses atos fizeram com que essa outra coisa genial acontecesse mais para frente?”. Talvez eu resolva dar só uma passadinha de olhos em alguns trechos que eu achei bacanas e acabe vivenciando essa aventura novamente, mas desta vez com um olhar diferente.

O Felipe Proto fez um comentário muito interessante ao final do episódio que gravamos sobre O Temor do Sábio: “you never go back to the same place twice“, você nunca volta para o mesmo lugar duas vezes, e acho que esse comentário é muito relevante para muitas coisas, inclusive a experiência da leitura.

Mas Melanie, você não pode ter a mesma experiência simplesmente pegando um livro emprestado na biblioteca?

Talvez? Eu sempre gostei do conceito de pegar livros na biblioteca. Eu acho muito bacana ter em mãos um livro que já passou pelas mãos de tantos outros leitores diferentes, entusiastas ou não, e já foi amado ou odiado por muitos. Mas ao mesmo tempo acho um pouco sufocante ter o livro sabendo que existe um prazo para eu concluir sua leitura. Em alguma outra época da minha vida, isso não seria um grande problema, mas com o tanto de coisas acontecendo na minha vida ao mesmo tempo, muitas tendo precedência sobre meu hábito de ler, começar uma leitura sabendo que meu tempo com o livro vai ser limitado, é algo que limita um pouco minha experiência. Ela é diferente, corrida. É como um abraço de despedida de uma pessoa que você acabou de conhecer.

Resumindo a história toda, eu compro livros porque eu nunca adquiro apenas livros. Eu ganho amigos novos. Eu vejo outros lugares, conheço outros mundos. Talvez eu até possa dizer que eu me torno uma pessoa melhor.

E vocês? Por que vocês compram (ou não compram) livros? Deixem-nos seus comentários!

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Estamos exatamente na metade de Junho e… uau. Este ano está passando incrivelmente rápido! Aproveitando a oportunidade, acho adequado responder a uma tag que tem circulado recentemente pela comunidade Booktube: a Tag dos 50%! Eu a vi pela primeira vez no canal Geek Freak e achei bem interessante responder, até mesmo para dar uma prévia de que livros provavelmente aparecerão no último podcast do ano. Vamos lá!

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