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Discussões rápidas, resenhas curtas e várias outras coisas que não falamos nos podcasts!

(Disclaimer: a foto do post veio daqui!)

Okay, talvez eu tenha me excedido um pouco este ano no que diz respeito a livros. Eu posso dizer que eu li muitos livros, mas como eu comprei livros também! Este ano eu descobri a magia dos Daily Deals no Audible e sucumbi à tentação por mais vezes do que gostaria. Acho justo até compartilhar para vocês os livros que eu adquiri este ano (até mesmo para todo mundo ter uma idéia do que será eventualmente mencionado no podcast). Apertem os cintos, porque a lista é LONGA!

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Com tantas coisas que temos feito durante o nosso longo hiato de podcasts aqui no Agentes do L.I.V.R.O., não dá para acreditar que já fazem 3 três meses desde a morte do Chester Bennington. Se tivéssemos tido tempo de gravar episódios mais ou menos quando isso aconteceu, eu certamente teria mencionado o fato, mas continuamos correndo para resolver nossos problemas pessoais, então acabou não dando para prestar as minhas homenagens. Linkin Park sempre foi uma banda que me acompanhou desde os primórdios da minha adolescência e que eu escuto desde então, então acho que não há nada mais justo que responder a uma tag rapidinha sobre a banda.

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Em um dos nossos posts mais recentes do blog, mencionei que estou me desvencilhando de alguns livros em prol de uma melhora no meu estilo de vida: eu quero usar meu tempo livre fazendo coisas que eu gosto ao invés de gastar inúmeras tardes de finais de semana limpando estantes e tirando pó de livros. Para alguns, pode parecer um processo fácil. Para outros, nem tanto. E aí? Como estou me saindo?

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Já estamos quase passando a metade do tempestuoso ano de 2017, e apesar da ausência de episódios novos e posts no blog (ainda estamos resolvendo nossas vidas, mas não se preocupem, não desistimos do AdL!), temos mantido o nosso ritmo de leitura o mais frenético possível para termos bastante sobre o que falar!

Isso nos leva a outro ponto importante: o que não temos trabalhado no podcast, temos lido bastante para compensar. Como resultado, acabamos acumulando uma quantidade gigantesca de livros sobre os quais queremos falar. Eu tinha estabelecido para mim mesma ao começo do ano uma meta de 60 livros para ler até o final do ano. No final das contas, estamos quase no final de junho e eu já bati a meta que tinha estabelecido. Ou seja: o Top 10 do final do ano provavelmente não dá conta para classificar os livros que li até então. Portanto, nada mais justo que responder a esta tag popular entre os booktubers.

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Nessas últimas semanas eu tomei a decisão de aderir ao estilo de vida minimalista. Não necessariamente por eu sentir que a minha vida está bagunçada, mas porque eu sinto que no decorrer da minha vida eu acabei juntando muita coisa que está só juntando poeira e ocupando espaço na minha casa. Infelizmente isso acaba incluindo livros também. Por mais que eu ache que uma casa lotada de livros seja algo esteticamente maravilhoso, este é um estilo de vida que simplesmente não posso ter: o tempo que eu poderia utilizar para fazer coisas que eu gosto ou que melhorariam grandemente minha produtividade (incluindo escrever quinzenalmente para o blog, como eu tinha prometido) estava sendo gasto com horas a fio limpando estantes e tirando poeira de livros. E como se não bastasse isso, eu ainda estava guardando muitos livros que comprei há anos e até agora não li. Ou mesmo com livros que eu li uma vez, não gostei muito, mas dos quais também não me desfiz.

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Desde o começo, eu e o Thiago sempre tentamos motivar as pessoas que têm conhecimento um pouco mais avançado na língua inglesa a lerem mais livros em inglês. Isso foi inclusive alvo de críticas nos primeiros episódios. Lembro que recebemos um punhado de e-mails dizendo “vocês só lêem livros em inglês, eu não leio livros nessa língua”. Alguns episódios mais tarde, o tom mudou um pouco. Recebemos alguns relatos de pessoas que afirmaram estarem começando a ler livros em outras línguas e, apesar do começo um pouco tempestuoso, o costume estava vindo a passos lentos.

Eu leio livros em inglês já faz um bom tempo, e muito disso se deve ao fato de que um dos meus primeiros empregos me deu a oportunidade de viajar para os Estados Unidos e trabalhar por algum tempo por lá. Após a experiência, eu achei que não fazia sentido fugir dos livros com essa língua, afinal de contas grande parte da literatura que consumimos no Brasil vem de lá. Não vou dizer que foi fácil, demorou bastante até eu ultrapassar a barreira da língua e do vocabulário e, na época, a comunidade booktuber não era tão forte. Hoje em dia eu consigo ler um livro em inglês sem problema algum, mesmo que eu não entenda 100% do que está escrito.

Mesmo assim, quase quatro anos após ter começado a gravar o podcast, ainda escuto vários relatos de pessoas que simplesmente não conseguem se habituar a ler livros em outras línguas porque a atividade exige um esforço mental muito maior do que elas estão dispostas a dispender. Foi só então que eu me dei conta de que já não sabia mais como era essa sensação: a de passar os olhos pelas páginas e só entender meia dúzia de palavras. Resolvi então me propor o seguinte desafio: ler o livro Acide Sulfurique da autora Amélie Nothomb, em sua língua original: o francês. Para quem não sabe, eu estou estudando francês atualmente e estou naquela linha limítrofe entre o básico e o intermediário. Eu acho que se me jogassem no meio da França, eu conseguiria não passar fome, mas provavelmente não conseguiria um emprego decente. Eu ainda não sei vários tempos verbais, meu vocabulário é ridiculamente restrito e eu ainda confundo coisas muito básicas (como as situações em que você deve usar en e y). Mesmo assim, eu não quis ficar na minha zona de conforto e, ao invés de só molhar meus pés nas águas rasas que são a leitura de comics, eu peguei um livro que estava na estante de “leituras fáceis” da escola onde estudo e mergulhei de cabeça no livro.

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O ano mal começou (gigantesca mentira, já estamos na metade de fevereiro) e eu já abandonei duas leituras. Se eu tivesse feito isso há alguns anos, acho que eu jamais me perdoaria. Eu já fui o tipo de pessoa que preferia perder tempo com um livro ruim a abandonar uma leitura pela metade. Os anos se passam, as prioridades mudam e, com isso, a maneira de enxergar o mundo também.

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Ultimamente tenho lido mais livros do que sou capaz de falar no podcast (a prova disso é a sempre crescente pilha de livros que está se formando no grupo do Goodreads), e vários deles são títulos que eu sinto que não são tão interessantes de se comentar por lá. Ainda assim, são livros sobre os quais eu gostaria de fazer um ou dois breves comentários a respeito, então achei que valia a pena gastar alguns minutinhos para falar sobre eles aqui no blog. Grande parte são livros de não-ficção, abordando temas que estão diretamente relacionados ou tenham a ver com aumento de produtividade ou neurologia em termos gerais. Outros são apenas livros que achei interessantes por algum motivo ou outro. O livro sobre o qual eu quero falar hoje é O Poder do Hábito, do autor Charles Duhigg.

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Eu não vou negar que ando inspirada para fazer posts baseados em vídeos no YouTube ultimamente, mas acho que vocês hão de concordar comigo que é difícil não fazer isso quando tem tanta gente linda e inteligente fazendo vídeos sobre assuntos interessantes, sobretudo quando eles estão diretamente relacionados ao universo literário.

E hoje eu quero falar um pouco sobre o vídeo da Marisa, do canal littlespider9. Ela pode não ser uma booktuber super famosa, mas eu adoro os vídeos dela, bem como as recomendações de leitura. Os vídeos dela costumam ter um foco um pouco mais voltado à literatura asiática, e isso é algo relativamente difícil de se encontrar na comunidade.

Com relação ao tema da discussão de hoje, a Marisa menciona no vídeo que ela escutou relatos de uma pessoa que admite que não lê o livro inteiro antes de resenhá-lo, a menos que ela seja completamente sugada para dentro da história: dito indivíduo lê o começo do livro, lê o final e faz um skim-reading de todo o resto (eu não sei se existe uma expressão em português que seja uma boa tradução para isso, mas seria algo como “ler por cima”. Sabe quando você não tá afim de ler alguma coisa – geralmente textos acadêmicos – e dá uma folheada no livro, apenas passando os olhos pelas páginas? Então, isso é skim-reading). Ela ficou horrorizada porque, de fato, é muito difícil falar de algum livro com propriedade quando você não o leu de fato. E é daí que eu quero iniciar nossa discussão: quanto de um livro você lê antes de fazer uma resenha? Ou quanto de um livro deve ser lido antes que uma resenha digna de confiança possa ser feita?

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