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Discussões rápidas, resenhas curtas e várias outras coisas que não falamos nos podcasts!

(Disclaimer: a imagem do post veio daqui!)

Desde o começo, eu e o Thiago sempre tentamos motivar as pessoas que têm conhecimento um pouco mais avançado na língua inglesa a lerem mais livros em inglês. Isso foi inclusive alvo de críticas nos primeiros episódios. Lembro que recebemos um punhado de e-mails dizendo “vocês só lêem livros em inglês, eu não leio livros nessa língua”. Alguns episódios mais tarde, o tom mudou um pouco. Recebemos alguns relatos de pessoas que afirmaram estarem começando a ler livros em outras línguas e, apesar do começo um pouco tempestuoso, o costume estava vindo a passos lentos.

Eu leio livros em inglês já faz um bom tempo, e muito disso se deve ao fato de que um dos meus primeiros empregos me deu a oportunidade de viajar para os Estados Unidos e trabalhar por algum tempo por lá. Após a experiência, eu achei que não fazia sentido fugir dos livros com essa língua, afinal de contas grande parte da literatura que consumimos no Brasil vem de lá. Não vou dizer que foi fácil, demorou bastante até eu ultrapassar a barreira da língua e do vocabulário e, na época, a comunidade booktuber não era tão forte. Hoje em dia eu consigo ler um livro em inglês sem problema algum, mesmo que eu não entenda 100% do que está escrito.

Mesmo assim, quase quatro anos após ter começado a gravar o podcast, ainda escuto vários relatos de pessoas que simplesmente não conseguem se habituar a ler livros em outras línguas porque a atividade exige um esforço mental muito maior do que elas estão dispostas a dispender. Foi só então que eu me dei conta de que já não sabia mais como era essa sensação: a de passar os olhos pelas páginas e só entender meia dúzia de palavras. Resolvi então me propor o seguinte desafio: ler o livro Acide Sulfurique da autora Amélie Nothomb, em sua língua original: o francês. Para quem não sabe, eu estou estudando francês atualmente e estou naquela linha limítrofe entre o básico e o intermediário. Eu acho que se me jogassem no meio da França, eu conseguiria não passar fome, mas provavelmente não conseguiria um emprego decente. Eu ainda não sei vários tempos verbais, meu vocabulário é ridiculamente restrito e eu ainda confundo coisas muito básicas (como as situações em que você deve usar en e y). Mesmo assim, eu não quis ficar na minha zona de conforto e, ao invés de só molhar meus pés nas águas rasas que são a leitura de comics, eu peguei um livro que estava na estante de “leituras fáceis” da escola onde estudo e mergulhei de cabeça no livro.

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(Disclaimer: a imagem do post veio daqui!)

O ano mal começou (gigantesca mentira, já estamos na metade de fevereiro) e eu já abandonei duas leituras. Se eu tivesse feito isso há alguns anos, acho que eu jamais me perdoaria. Eu já fui o tipo de pessoa que preferia perder tempo com um livro ruim a abandonar uma leitura pela metade. Os anos se passam, as prioridades mudam e, com isso, a maneira de enxergar o mundo também.

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Ultimamente tenho lido mais livros do que sou capaz de falar no podcast (a prova disso é a sempre crescente pilha de livros que está se formando no grupo do Goodreads), e vários deles são títulos que eu sinto que não são tão interessantes de se comentar por lá. Ainda assim, são livros sobre os quais eu gostaria de fazer um ou dois breves comentários a respeito, então achei que valia a pena gastar alguns minutinhos para falar sobre eles aqui no blog. Grande parte são livros de não-ficção, abordando temas que estão diretamente relacionados ou tenham a ver com aumento de produtividade ou neurologia em termos gerais. Outros são apenas livros que achei interessantes por algum motivo ou outro. O livro sobre o qual eu quero falar hoje é O Poder do Hábito, do autor Charles Duhigg.

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Eu não vou negar que ando inspirada para fazer posts baseados em vídeos no YouTube ultimamente, mas acho que vocês hão de concordar comigo que é difícil não fazer isso quando tem tanta gente linda e inteligente fazendo vídeos sobre assuntos interessantes, sobretudo quando eles estão diretamente relacionados ao universo literário.

E hoje eu quero falar um pouco sobre o vídeo da Marisa, do canal littlespider9. Ela pode não ser uma booktuber super famosa, mas eu adoro os vídeos dela, bem como as recomendações de leitura. Os vídeos dela costumam ter um foco um pouco mais voltado à literatura asiática, e isso é algo relativamente difícil de se encontrar na comunidade.

Com relação ao tema da discussão de hoje, a Marisa menciona no vídeo que ela escutou relatos de uma pessoa que admite que não lê o livro inteiro antes de resenhá-lo, a menos que ela seja completamente sugada para dentro da história: dito indivíduo lê o começo do livro, lê o final e faz um skim-reading de todo o resto (eu não sei se existe uma expressão em português que seja uma boa tradução para isso, mas seria algo como “ler por cima”. Sabe quando você não tá afim de ler alguma coisa – geralmente textos acadêmicos – e dá uma folheada no livro, apenas passando os olhos pelas páginas? Então, isso é skim-reading). Ela ficou horrorizada porque, de fato, é muito difícil falar de algum livro com propriedade quando você não o leu de fato. E é daí que eu quero iniciar nossa discussão: quanto de um livro você lê antes de fazer uma resenha? Ou quanto de um livro deve ser lido antes que uma resenha digna de confiança possa ser feita?

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Bem-vindos de volta, caríssimos leitores inveterados! Esperamos que vocês tenham passado um ótimo final de ano… e que vocês estejam tão ansiosos quanto nós para as leituras que estão por vir em 2017!

E para abrir o ano polemizando com chave de ouro, estou afim de falar um pouco sobre mais um vídeo que eu vi no canal All About That Book (porque vocês sabem que eu adoro os vídeos de discussão da Mayra), em que é discutida a importância de ser crítico com o que gostamos. Na verdade isso é algo importante independente do que estejamos falando: sejam livros, filmes, música, jogos ou até mesmo pessoas, mas vamos focar sobre livros neste post.

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Chegamos ao final de mais um ano, e possivelmente um dos anos mais conturbados da história. Tivemos muitas coisas fantásticas este ano, mas também passamos por vários momentos tempestuosos. Apesar dos pesares, chegamos ao final de 2016 e vou dizer o seguinte: não importa o quão difícil tenha sido o dia, vocês sempre podem esperar dos Agentes do L.I.V.R.O. pensamentos positivos e muito otimismo!

Para fechar este ano turbulento com chave de ouro, é claro que temos o post tradicional para compararmos estatísticas e, como não poderia deixar de ser, fazer uma listinha bacana de resoluções literárias (lembrando apenas que o post a seguir corresponde apenas às minhas leituras, sem contar as do Thiago).

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Eu sei, eu sei, ainda estamos devendo a vocês um episódio do podcast relacionado a clichês literários. Mas enquanto não fazemos esse episódio, vamos fazer um pequeno tira-gosto e responder a essa tag bacanuda de clichês criada pela Maria Angélica do canal Vamos Ler!

Obs.: este post pode conter spoilers da série The Stormlight Archive, do Brandon Sanderson.

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Antes que vocês possam se assustar com o título deste post, não, não vou falar sobre exatamente a mesma coisa que já falamos no podcast sobre Preconceitos Inconscientes (embora o assunto do post tenha muito a ver com o que falamos nesse episódio). Neste post, vou falar sobre preconceitos que temos com relação ao mundo literário e a maneira como julgamos outros leitores. O que me deu vontade de conversar a respeito foi o vídeo que a Mayra do canal All About That Book gravou há um tempão, em que ela menciona que ela mesma tem vários preconceitos com relação a alguns aspectos do mundo literário, embora ela tenha plena consciência disso e esteja tentando desconstruir os próprios preconceitos.

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Já estamos chegando no final de Novembro, ou seja, a reta final do NaNoWriMo! E já aproveitando a onda, quero falar um pouco do livro que obtive no StoryBundle do NaNoWriMo em 2014: o livro Million Dollar Outlines, do David Farland. Para quem não conhece, David Farland foi um dos mentores de diversos escritores bastante conhecidos hoje em dia (tipo um tal de James Dashner e uma tal de Stephenie Meyer). Ele também é o autor de diversas séries de fantasia, como The Runelords e Ravenspell.

Hotsite
Goodreads
Amazon BR
Nível de dificuldade do livro: fácil/intermediário
Nota: 3 estrelas de 5

Para quem gosta de seguir outlines ou não sabe como criar um antes de começar a escrever sua história, acredito que este seja um norte muito interessante. Neste livro, Farland explica com vários exemplos um pouco sobre como funciona o processo de criação de um outline para uma história, quais são as vantagens e como escrever seu outline de maneira eficiente. Ele não se utiliza de uma linguagem exageradamente técnica, então acredito que novos escritores podem se beneficiar bastante deste livro nesses aspectos.

Eu tenho que dizer, no entanto, que uma das coisas que eu não gostei a respeito dele é que ele realmente foca no aspecto econômico do processo de escrever um livro. Bastante útil para quem quer, de fato, focar em tornar seu livro um best-seller, visto que ele aborda um pouco do por quê alguns livros foram bem sucedidos no mercado. Mas se você é como eu e escreve por hobby, porque gosta da atividade de escrever como um meio de entretenimento, este livro pode soar meio “seco” por vezes. Mesmo assim, acho que dá para tirar bastante informação útil dele.

Infelizmente este livro não foi lançado no Brasil e também não acho que alguma editora esteja de olho nele, visto que ele é relativamente antigo. Ele pode ser comprado pela Amazon, mas eu o achei um pouco caro. Se você está lendo este post em outra época que não a do NaNoWriMo, minha sugestão é aguardar que ele apareça em StoryBundles (ele sempre costuma aparecer em todos) específicos do evento.

E para quem está participando do NaNoWriMo, como vocês estão se saindo? Deixem-nos seus comentários!

Já estamos em Novembro, o que significa que talvez alguns de vocês estejam participando do famigerado NaNoWriMo! Para quem não sabe, NaNoWriMo é o acrônimo para o National Novel Writing Month, que é um evento que acontece todos os anos em Novembro, onde várias pessoas definem o objetivo de escrever um livro/uma história de 50 mil palavras. Muita gente define um valor um pouco menor, enquanto algumas pessoas conseguem facilmente ultrapassar este número. Ano passado eu participei deste evento e, embora não tenha conseguido atingir este objetivo em especial, eu consegui concluir o primeiro draft de uma história. As 50 mil palavras são, para mim, um valor simbólico (embora para cumprir o objetivo do NaNoWriMo no site oficial você precise atingir exatamente este número), o que realmente importa aqui é colocar de fato as suas idéias no papel (ou no computador, o que preferir).

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