Review – Turma da Mônica: Laços

12 de agosto de 2015

Um dia desses eu estava conversando no Twitter com a Simone sobre quadrinhos. Ela tinha comentado que parecia que hoje em dia parecem não existir boas histórias em quadrinhos, sobretudo para o público mais jovem. Eu não sou a pessoa certa para comentar a respeito, porque estou bastante consciente de quanto meus gostos mudaram com o decorrer do tempo e, embora eu ainda goste de ler comics, eu já prefiro histórias com temas um pouco mais adultos.

As próprias histórias em quadrinhos têm mudado bastante, e você não precisa ir muito longe para notar a diferença. Quem lia as histórias da Turma da Mônica no final dos anos 80 e no começo dos anos 90, ficou um tempo sem lê-las e pegar um gibi hoje em dia vai perceber que houve uma certa mudança na maneira como as histórias são contadas. Da última vez que eu folheei um gibi da Turma da Mônica na gôndola de um supermercado, quase não reconheci mais o estilo que se tornou marca registrada desses gibis pra mim. Agora, muitas das expressões faciais parecem ter adotado um estilo mangá (e não me refiro à Turma da Mônica Jovem. Falo das próprias histórias tradicionais) e agora não parece existir mais aquela candura que víamos outrora. E faz sentido que as coisas funcionem assim. O mundo mudou, as pessoas mudaram, as dificuldades pelas quais as crianças passam mudaram. Então, nada mais natural que as histórias mudem com elas.

Mesmo assim, acho que é meio inevitável que tenhamos aquela sensação de vazio. O que fazer quando batem aquelas saudades das historinhas antigas da Turma da Mônica?

Bem, amigos leitores, nada temam! Muitos de vocês já devem estar cientes de que a Panini tem lançado diversas séries de graphic novels do Maurício de Souza sob a autoria de diversos artistas e escritores diferentes. A quantidade de graphic novels lançados já é bem vasta, e temos histórias do Bidu, do Astronauta, do Piteco e do Penadinho. Mas um que me chamou muito a atenção é um lançado sob a autoria dos excelentes artistas Vitor e Lu Cafaggi, chamada Laços.

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A história é bem, bem simples: a Turma da Mônica embarca numa grande aventura para descobrir quem foi o responsável pelo rapto do Floquinho, precisando passar por muitas adversidades para chegarem a seu objetivo.

Uma coisa que eu notei logo de cara e talvez tenha sido até a razão pela qual eu gostei tanto da história é o apelo nostálgico da mesma. A história é extremamente simples, mas a maneira como ela é contada remete as histórias antigas e retém a inocência da trama. Lembram-se da época em que era perfeitamente possível resolver praticamente todos os tipos de problema sem usar apelo à violência ou à linguagem obscena? Pois é, Turma da Mõnica: Laços manteve essa essência, trazendo as boas lembranças das histórias dos anos 90. Mônica, Magali, Cascão e Cebolinha continuam aquelas mesmas crianças adoráveis e sonhadoras que conhecemos e tanto amamos, e além deles veremos diversos outros personagens bastante familiares.

Mais do que o plot, uma das coisas que mais gostei nesta história é a lição que ela passa: de que, apesar de eventuais desentendimentos, seus amigos sempre estarão dispostos a ajudá-lo a superar suas dificuldades.

E o que dizer da arte do graphic novel? Ela é simplesmente MARAVILHOSA, com um traço bem leve e cores harmoniosas.

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Conclusão: vale a pena ler Turma da Mônica: Laços? Nossa, sem sombra de dúvida. Se você é fã das histórias antigas da Mônica (ou até mesmo das novas), esse graphic novel é tudo de bom! Recomendadíssimo!

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