Review – Batman/Superman vol. 1: Cross World

6 de maio de 2015

Tudo bem, eu tenho andado bastante desgostosa com os arcos de história dos Novos 52 da DC Comics, mas existe sempre algo que me atrai fortemente quando vejo “parcerias” com Batman e Superman. Eu gosto bastante da Liga da Justiça em termos gerais, mas acho que quando esses dois resolvem se juntar para resolver algum problema, as histórias que saem dali são imbatíveis. Será que eu posso dizer isso a respeito de Batman/Superman: Crossworlds?

Apesar de adorar a história Batman: Hush, que contém um trecho em que o Homem Morcego e o Homem de Aço se aliam, e de ser fã de animações da DC como Justice League: Doom, ainda acho que Cross World ficou no “quase lá”.

Cross World reúne as revistas Batman/Superman 1 a 4 e Liga da Justiça 23.1: Darkseid e tenta contar duas histórias distintas na mesma narrativa. Em uma delas, Batman e Superman só se conhecem à distância e, devido a um certo acontecimento, são forçados a trabalhar lado-a-lado. Em outra, temos Batman e Superman da Terra-2 e neste universo Bruce Wayne é casado com Selina Kyle (ADORO esse casal!), Clark Kent é casado com Lois Lane e Bruce e Clark são essencialmente amiguinhos. Bats e Supes do outro universo são transportados para a Terra-2 e entram em conflito com os heróis deste universo, ao mesmo tempo em que descobrem a existência de um misterioso cristal capaz de realizar qualquer desejo que se tenha… ou de destruir o mundo inteiro. Cabe a nossos heróis descobrir o que exatamente devem fazer com ela. Destruí-la? Manipulá-la? Quem sabe?

A característica que fica mais evidente não só nesta história, como em qualquer uma que tenha esses dois super-heróis de protagonistas, é: como é difícil ver boas histórias que tenham APENAS estes dois heróis. Como é difícil criar um problema que só possa ser resolvido se os dois se aliarem. Não é difícil ver por quê: um deles é o homem mais forte do universo. O outro é o estrategista mais astuto que já existiu. Como aliar esses dois sem que eles sobrepujem todo e qualquer mal rápido demais? Como criar um bom enredo sem que seja necessário jogar um herói contra o outro? Já vemos como isso é difícil com seus dois sidekicks na animação Justiça Jovem (e que, mesmo assim, a série consegue fazer isso muito bem), imagine uma história inteira só deles. A saída é quase sempre jogar os dois contra a Liga da Justiça, mas como isso já foi feito, eu imagino que os roteiristas estejam procurando outras maneiras de criar histórias novas com eles. Em Crossworlds, não parece existir uma aliança muito clara entre os dois. Eles estão lutando lado-a-lado, o que não necessariamente significa que eles aceitam a parceria um do outro, apenas parece que eles… estão lutando contra inimigos diferentes na mesma hora e no mesmo local, o que acabou resultando numa história meio vazia e superficial. Não existe neste enredo algo que o diferencia de toda e qualquer outra história já escrita anteriormente. Isso não a torna algo necessariamente RUIM, mas se você está procurando por um plot diferente, não sei se você vai encontrar o que procura por aqui.

Quanto aos aspectos técnicos, não tenho  muito o que criticar. Quem conhece o estilo do Jae Lee (que foi o desenhista do arco do pistoleiro da série Dark Tower) vai reconhecer logo de cara o traço dele. A arte em si é bem bonita e agradável aos olhos, não há um contraste muito grande entre as cores nem muita poluição visual com excesso de cenários. É tudo muito limpo e focado nos personagens e no plano principal. Quanto a isso, não tenho reclamações.

Enfim, este comic pra mim valeu três estrelas de cinco. Ele é legalzinho, mas não é tudo aquilo. Ainda recomendo Batman: Hush para quem não tiver lido a história!

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