Review – Forever Evil: Rogues Rebellion

8 de abril de 2015

Ainda no pique de reviews de comics, vamos partir para o review de outro comic da série Forever Evil. Desta vez, temos o Rogues Rebellion. E antes de começar a falar qualquer coisa a respeito da história em si, deixo apenas a seguinte informação: eu não sou muito familiarizada com o universo Flash, embora tenha um interesse imenso em encontrar arcos bacanas do Flash, visto que eu gosto bastante dele como herói. O único comic que li dele foi a edição Zero dos Novos 52, lançado pela Panini Comics (e que vinha com um cartaz genial) e, coincidentemente, os Rogues deram as caras por lá.

Forever Evil: Rogues Rebellion reúne os comics de 1 a 6 e 23.3 dos comics do Flash e continua a contar mais uma parte dos eventos que aconteceram no arco Vilania Eterna, mas desta vez do ponto de vista de um grupo de vilões de Central City. Eles eram partidários ao Sindicato do Crime… até receberem a ordem de destruir a cidade do Flash. De acordo com o líder do grupo, o Captain Cold, eles podem ser muitas coisas, mas eles não são assassinos, e resolvem se rebelar contra o Sindicato.

Eu tenho que admitir que estava um pouco cética com essa história depois de ter lido o arco A.R.G.U.S., com o qual eu tinha ficado bastante desapontada. No entanto, acabei gostando deste arco muito mais do que imaginava, mesmo com o começo meio tipicamente “donzela em perigo, rapazes, vamos juntar forças para salvá-la!!”. Os Rogues são típicos anti-heróis, mas têm uma interação muito interessante. Eles são um grupo bem unido, relativamente bem focado e relativamente bem organizado, mesmo depois de todos os imprevistos que acontecem durante a história. Os personagens em si não são tão “genéricos” quanto aparentam ser, e o fato de eles serem cidadãos fora-da-lei empresta a eles um certo… charme, por assim dizer. A história tem bastante ação, algumas reviravoltas pontuando o plot e não ocorre apenas em Central City: graças às habilidades de Mirror Master, eles fazem uma pequena jornada por diversas outras cidades, enfrentando problemas com vilões de diversos outros arcos. Mesmo com essa variedade, o fato dos vilões principais ainda serem o Sindicato do Crime não fica perdida na história, como senti que aconteceu com A.R.G.U.S. Nestes aspectos, Buccellato foi relativamente cuidadoso com o plot.

Uma característica da qual reclamei muito em A.R.G.U.S. foi o próprio estilo estético da história: mencionei que não gostei do traço e dos “saltos” de narrativa que aconteciam de maneira extremamente freqüente. Felizmente, isso não acontece em Rogues Rebellion. As transições de cena estão bem agradáveis e fluidas e o traço de Scott Hepburn, Patrick Zircher e André Coelho, apesar de mais caricatos, são bem agradáveis aos olhos. O traço dos três é bem diferente, e dá para notar a transição de artistas entre as páginas, mas ainda assim não parece haver uma disparidade tão grande. O colorista Nick Filardi merece menção aqui, ele conseguiu deixar os personagens super coloridões sem que a história perdesse seu tom sombrio.

Só achei mesmo uma pena a história ter sido tão curta. Gostei muito da interação entre os Rogues e da própria diferença de personalidades e achei muito bacana como a história fecha direitinho, sem cliffhangers desnecessários e forçados. Eu gostaria de ler mais histórias com este esquadrão como personagens principais.

Enfim, eu dei 4 estrelas de 5 para esta história no Goodreads e a recomendo para quem gostou da história principal. É uma história leve, coerente e bem divertida de se acompanhar.

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