[Maratona Literária 2014] Review – Saltwater Kisses: A Billionaire Love Story

25 de dezembro de 2014

Finalmente, depois de muita discórdia para decidir se entre ler e continuar a jogar Dragon Age II, disponibilizo o review para o primeiro livro cuja leitura concluí na Maratona Literária 2014: Saltwater Kisses: A Billionaire Love Story (não temos a versão traduzida deste livro no Brasil, mas seria algo como “Beijos de Água Salgada: A História de Amor de um Bilionário” – novamente, deixo ativo o nosso tradicional sistema de Tradução Livre Baseada em Absolutamente Nada!, o TraLiBAN!! meu deus, Melanie, que horrível). Amigos, digo-lhes que não foi uma tarefa fácil decidir entre concluir a leitura de um livro mediano e continuar um jogo absolutamente maravilhoso.

Problemas pessoais à parte, vamos ao review do livro!

Observações: este livro contém cenas de sexo explícito e pode ser inapropriado para menores de 18 anos!

Este livro conta a história de Emma LaRue, uma aspirante ao curso de Veterinária que ganhou de uma promoção da rádio uma passagem com todas as despesas pagas para o Caribe. Durante a viagem, Emma salva uma pessoa de se afogar após ela ter sofrido um AVC e, enquanto a ajuda, ela conhece um homem chamado Jack Saunders. Coincidentemente, este homem é extremamente belo, atlético e, vejam só vocês, extremamente rico. Os dois acabam descobrindo muitos interesses em comum e se apaixonam.

Parece cliché? E é mesmo. Saltwater Kisses é o primeiro livro de uma série de oito livros chamada “The Kisses” um chick-lit bem morno mas, na minha humilde opinião, melhor escrito do que 50 Tons de Cinza. Para quem gosta de livros com romancezinho mamão com açúcar estilo Sabrina, ele é interessante. Inclusive, uma coisa que esse livro faz que eu achei legal é que ele parece estar ciente de seu próprio gênero e brinca com isso em diversos momentos, fazendo uma referência indireta à série Crepúsculo.

Eu não me sinto muito confortável para falar de livros cujo gênero não gosto porque nunca sei quanto das características que considero negativas no livro são aquilo que determina o tipo de gênero do mesmo. Isso fica bem evidente quando comento sobre algum livro que eu não gosto no podcast: eu reclamei bastante da maneira como o plot da série Percy Jackson foi desenvolvido, por exemplo, sem levar em consideração que, talvez, aquelas características são justamente o que define o gênero “Middle Graders/livro infantil”. Por isso, talvez o que eu vou falar sobre esse livro seja justamente o que faz dele um chick lit: personagens simples, a ausência de um conflito mais concreto, uma quantidade grande de cenas de romance (no caso deste livro, várias cenas de sexo). Nos podcasts eu sempre tentei deixar claro que não gosto de romances melosos ou que tenham acontecido muito por acaso, e este livro se enquadrou justamente nessas categorias. Fica o questionamento: Melanie, se você não gosta de livros de romance, por que adquiriu este aqui? Simples, caros amigos leitores: eu o obtive gratuitamente na Amazon.

Pontos positivos:

  • Ele não é muito longo. A versão eBook dele tem cerca de 200 páginas. Ele é relativamente rápido de ler.

  • Ele não contém repetições de termos como acontece nos dois livros que citei anteriormente. Para um livro do estilo, ele foi relativamente bem escrito.

Pontos negativos:

  • Falta de profundidade nos personagens, personagens muito “convenientes”. Emma, assim como grande parte das personagens femininas de livros chick lit, foi construída como um arquétipo para representar todas as mulheres inseguras com a própria aparência. Similarmente, ela tem muita necessidade de negar que tem alguma qualidade e, como toda boa protagonista de livro de romance, ela é desajeitada. Da mesma maneira, Jack é um esteriótipo do homem perfeito: esteticamente belo, atlético, rico, onipresente, escondendo um “grande segredo obscuro” que, na realidade, não chega a ser um problema de fato.

  • Cenas de sexo confusas. Eu não sou uma leitora ávida de erotica e não sou particularmente fça do estilo, então não tenho a mínima noção do que seria uma “boa cena de sexo”, mas as deste livro estavam particularmente confusas. Não sei o quão normal é uma cena de sexo em que duas pessoas praticamente lutam na cama, braços e pernas voando para todas as direções. É uma coisa muito inglória de se imaginar.

  • A protagonista se dá bem o tempo todo e é sempre amada por todos. Todos são bonzinhos com ela e não existe sequer a possibilidade de que alguém seja incapaz de idolatrá-la. Para mim, quando esse tipo de situação acontece em uma história, a impressão que eu tenho é de que o/a autor/a da história não quis se dar ao trabalho de criar algum empecilho para o romance perfeito, coisa que eu acho extremamente monótona.

Relembro que eu provavelmente não sou o público alvo deste livro. Eu estou plenamente ciente de que tem gente que gosta de romances em que você não precisa pensar muito. Se você se enquadra neste grupo, então talvez este livro seja perfeito para você!

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