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“Minha mente tem uma idéia de como Steelheart pode ser morto, algo a respeito do banco, da situação, da arma ou do meu próprio pai foi capaz de contra-atacar a invulnerabilidade de Steelheart. Muitos de vocês provavelmente sabem sobra a cicatriz no rosto de Steelheart. Bem, até onde eu sou capaz de lembrar eu sou a única pessoa que sabe como ele a conseguiu. Eu vi Steelhart sangrar e eu vou vê-lo sangrar novamente!”

Reading Progress

Steelheart

  • Vicente Aguiar

    Olá Agentes!
    (disclaimer: vai ser longo esse comentário)

    Primeiro, quero agradecer pelas dicas da Melanie e a recomendação de Steelheart pra eu começar a ouvir Audiobooks. Eventualmente eu com certeza leria Steelheart mas acredito que iria demorar um pouco.
    Faço faculdade a 2 cidades de distância e fico umas 4h por dia em ônibus e por mais que eu curta bastante ficar ouvindo música já tinha dado uma enjoada e nunca tenho podcasts o suficiente pra ouvir no caminho. Já adianto que o Audiobook já me deu um fôlego muito maior pra aguentar as viagens.

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    Vou comentar meus pontos em tópicos, pra não ficar um textão (mais) absurdo:

    – O narrador do livro realmente é muito bom, quando tinha algum diálogo eu sempre conseguia identificar quem estava falando pelo tom de voz dele, mesmo as personagens femininas.

    – Os personagens são muito carismáticos, todos. Principalmente o Abraham, pra mim.

    – O Sanderson sabe escrever bem o suficiente pra colocar dicas de coisas que serão muito importantes no desenrolar/conclusão da história sem ficar óbvio. Como a cena do elevador, que os guardas não vêem a Megan e o David pendurados e de ter sido estranho eles acharem propagandas falsas do Steelheart matando uma galera lá; a Megan não conseguir usar os Tensors e se curar com o outro dispositivo que esqueci o nome. Sinceramente não entendo autor que recorre a Deus Ex-Machina.

    – Outra coisa sobre o Sanderson, é que é incrível como ele é um autor acima da média. Não o acho genial, nem o melhor escritor propriamente dito (Acho que o Neil Gaiman escreve muito melhor, por exemplo), mas a competência dele é absurdamente admirável, não só em quantidade de livros que ele publica mas no tanto de ideia que ele tem. Por isso, ele é meu autor preferido.

    – Os nomes dos Epics me lembra os nomes dos Returned, de Warbreaker.

    – ADOREI a cena do Steelheart se matando, achei muito bem feita.

    – Não sei se gostei do Prof ser um Epic, na história faz sentido e ele ajuda a explicar porque os Epics são tão filhos da puta, mas não sei…

    – Achei meio forçado os personagens usarem expressões referentes ao Calamity, como Sparks! e Calamity!. Foram só 11 anos desde que aconteceu isso, achei estranho principalmente os mais velhos falando isso.

    – Pra variar, o livro tem a já clássica “The Sanderson Avalanche”, quando chega num certo capítulo não da pra parar mais de ler. Em Stormlight Archive é mais absurdo ainda, li as últimas 250~ páginas num dia, tanto em TWOK e em WOR!

    >>SPOILERS SÉRIE MISTBORN>>>>>
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    Enquanto eu tava lendo, percebi vários paralelos com a série Mistborn, mas principalmente com a trilogia original, por exemplo:

    – Um tirano teoricamente imortal.
    – O protagonista, que não tem mais família nem amigos, se juntando a um grupo de pessoas pra tentar destroná-lo (a princípio eles só querem matar os minor Epics, mas a coisa escala…)
    – A Megan se revelando agente dupla but not so much me lembrou o OreSeur em Well of Ascension.
    – No final, a Megan meio maluca e sem saber direito quem era e o que fazer me lembrou a Lessie/Paalm em Shadows of Self.
    – Apesar de ainda não ter lido Firefight, acredito que Newcago vai ficar em caos depois da morte do Steelheart e do Nightwielder, como ficou Luthadel depois da morte do Lord Ruler.
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    Acho que era só(?!) isso.
    Abraços.

    • Fala, Vicente!

      Cara, quando eu te sugeri escutar o audiobook do Steelheart e você resolveu seguir o conselho, eu juro que na minha cabeça eu dei aquela [maniacal laughter] na minha cabeça. Mas assim: eu sugeri justamente aquilo que funcionou pra mim: Steelheart foi o primeiro livro que eu peguei no Audible e acho que não podia ter feito uma escolha mais acertada. Como você mesmo pôde perceber, a narração do Macleod Andrews é um primor em termos de atuação. Não só isso, ele lê a história num ritmo bem legal de acompanhar. Nada muito lento, mas também nada tão rápido que se torne difícil de acompanhar.

      Quanto a recorrer a soluções deus ex machina, acho até que já chegamos a discutir um pouco disso em episódios passados do podcast: pode ser tanto preguiça do próprio escritor como pressão da editora. Eu geralmente gosto de acreditar na segunda opção, sobretudo se o autor mandou bem durante o resto da história. De certa forma eu até entendo a galera que resolve recorrer a isso para resolver um tipo de conflito ou outro, o que não necessariamente quer dizer que eu concorde com isso. Para mim ainda soa como trabalho incompleto, mas não digo isso com propriedade, visto que ainda não sou escritora.

      Eu estou lendo Warbreaker neste exato momento e pensei exatamente nisso que você falou com relação ao nome dos deuses e o nome dos Epics. Talvez o que faça um pouco mais de diferença é como os nomes ressoaram com os personagens de acordo com as épocas em que a histórias se passaram: enquanto Warbreaker parece ter uma pegada um pouco mais medieval, os Epics de Steelheart têm nomes que se aproximam mais dos nossos super-heróis contemporâneos. Novamente, ponto para o Sanderson e seu talento para criar nomes que combinam tão bem com o lore da história!

      Agora, uma coisa que você citou com relação às expressões de interjeição sempre foram algo que me incomodou… no começo. E digo isso em relação a todos os livros do Sanderson. Antes eu achava até meio bobo ouvir todos aqueles “Calamity!” ou “Stormfather!” ou até mesmo “Lord Ruler!”. Conforme a minha carga de leitura de livros dele aumentou, eu meio que acabei me acostumando, sabe? Hoje em dia, eu leio os livros do Rothfuss e até acabo estranhando encontrar um “Oh God!” no meio do “Merciful Tehlu!”.

      Agora com relação a SPOILERS (e acho que o comentário já está longo o suficiente para colapsar o que eu vou escrever a seguir):

      Uma diferença interessante de Steelheart com relação a Mistborn é que em Mistborn o Lord Ruler tinha um motivo para fazer o que fazia. Em Steelheart, isso meio que não acontece: o Steelheart é um babaca porque… é um babaca mesmo. Talvez eu até possa dizer que a maioria dos Epics o são, até mesmo os que parecem ter objetivos um pouco mais nobres, como o próprio Prof.

      De resto, como diz o Brandon, RAFO! Você fez alguns comentários sobre os quais eu quero falar, mas que eu provavelmente não posso até que você tenha terminado de ler toda a série. Aliás, pelo que vi no Goodreads, você já pegou Mitosis, né? 😀

      • Vicente Aguiar

        Incrível como isso aconteceu com todas as séries do Sanderson. Começo a ler pra dar “uma olhada”: *proceeds to read EVERYTHING*.
        Olha no resto dos livros dele não me incomoda de jeito nenhum, acho bem legal até e é assinatura do autor, só achei meio esquisito nesse por causa do pouco tempo que se passou mesmo…

        INCLUSIVE
        Acabei de ler Mitosis e to com uma preocupação de leve:
        PARECE que o que eles fizeram com o governo da cidade não teve tanta consequencia quanto deveria OU eles se recuperaram bem rápido.
        Uma das coisas que acho mais foda em Mistborn é que o no momento que eles acabam com o Lord Ruler e a administração dele, a cidade praticamente vai abaixo. Também quando a Vin arranca as bands do Lord Ruler e ele fala “Vocês não sabem o que eu FAÇO por esse mundo” (algo assim) e ela fica um tempão pensando nisso e questionando se eles estavam certos…
        Enfim, só vou descobrir isso RAFO mesmo… Até o final de semana provavelmente eu vou ter terminado Firefight já 😀

        Abs

        • Esse lance das conseqüências do que aconteceu no primeiro livro é, realmente, algo que parece muito mais forte em Mistborn. Na época em que nós lemos/escutamos Steelheart, isso não tinha nos incomodado tanto porque, até então, não tínhamos tido contato com outros livros do Brandon Sanderson. Realmente, quando você compara a série The Reckoners com os outros que ele já escreveu, ela acaba parecendo um pouco mais fraca que todo o resto, mas pensemos assim: para alguém que está entrando agora em universos cujos movimentos revolucionários podem apresentar conseqüências não muito boas, eu diria que é uma começo muito bacana. A coisa toda é um pouco menos “in your face”, mas também não abandona completamente o conceito de que “toda ação tem uma reação igual em sentido contrário”.

          Até acabei me atrasando para responder o teu comentário, porque vi que você já leu Calamity, mas ficam aqui meus dois centavos a respeito disso. 😀

  • Izaias teodoro

    A Aleph lançou o livro aqui no Brasil no fim do ano passado, eu li e gostei demais, uma história bem diferente sobre heróis, o autor tenta fugir dos clichês e ele foi muito criativo nos poderes e nos nomes dos epicos, eu adorei. To aguardando o próximo livro, e espero que essa série de livros futuramente possa ganhar uma adaptação cinematográfica, seria bem legal de ver isso nos cinemas. E muito boa as músicas de fundo que vocês colocaram.

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