Leituras de Agosto (2018)

27 de novembro de 2018

Eu li uma quantidade bem razoável de livros em Agosto, mas a maioria deles tem a temática de auto-ajuda, meditação e similares, livros estes que eu acho que escapam do escopo dos livros que gostamos de comentar aqui no AdL. Por esse motivo, nem vou mencioná-los na lista de livros lidos no mês, focando apenas nos livros que têm alguma história que eu possa comentar ou que eu acho que tenham algo a acrescentar. Vamos a eles!

Less (Andrew Greer)
Avaliação: ★★★☆☆
Essa foi a escolha do Clube do Livro de que eu faço parte, e o ganhador de um prêmio Pulitzer em 2018. Pessoalmente, eu não entendo por que esse livro ganhou o prêmio e o que o fez merecê-lo. Ele é basicamente um livro de road-trip com um protagonista LGBTQ+. Bacana, concordo que precisamos de mais protagonistas LGBTQ+. O que eu não entendo é o que exatamente ele fez de tão inovador ou diferente para ganhar um Pulitzer. Ele não é particularmente bom em contar uma história de auto-descobrimento ou de crescimento pessoal, ele não toca em assuntos particularmente polêmicos ou controversos… até mesmo para um livro LGBTQ+ eu sinto que ele não fez nada de especial ou qualquer coisa que o Benjamin Alire Saenz ou o David Levithan não tenham feito muito melhor. Ele não dá lição de moral, não parece ter alguma coisa em especial para ensinar nem adicionou algo na minha vida.
E não me entendam mal: ele não é um livro ruim. Este é um livro que vai manter muita gente engajada (embora ele se enrole um pouco nas descrições, muitas vezes dando a impressão de que a história não está indo para lugar nenhum). Mas acho que se estamos querendo falar de livros com protagonistas LGBTQ+ que causaram algum impacto na minha vida, não posso deixar de recomendar Uma Vida Pequena, da Hanya Yanagihara, que é um livro gigantesco e denso, mas maravilhoso (e foi o meu livro preferido de 2017).

The Calculating Stars (Mary Robinette Kowal)
Avaliação: ★★★☆☆
Não é segredo nenhum que eu sou mega fã do podcast Writing Excuses, então não é de se espantar que eu quis tanto escutar esse audiobook (narrado pela própria Mary!). O único outro livro que eu tinha lido dela até então foi Ghost Talkers (livro incrível que mistura fantasia e um romance histórico tendo como cenário a Primeira Guerra Mundial), e como eu tinha gostado bastante dele, eu já tinha uma noção do que esperar da Mary. No entanto, The Calculating Stars é algo que difere bastante de Ghost Talkers: ele é uma ficção científica, gênero em que a Mary ainda não tinha mergulhado os pés. Enquanto ele não foi o meu livro preferido, eu gostei muito de como a autora tratou de aspectos ambientais e sociais muito mais do que a parte técnica em si. Ouvi muita gente dizer que este é o livro perfeito para quem gostou do filme Hidden Figures (que eu ainda não assisti), então para quem já viu o filme e curtiu, fica a recomendação!

The Life-Changing Magic of Tidying Up (Marie Kondo)
Avaliação: ★★★★★
Este livro é praticamente um clássico moderno para minimalistas e pessoas fanáticas por organização. Marie Kondo é uma personal organizer que se tornou notória por seus incríveis métodos de dobrar todo e qualquer tipo de tecido e guardá-lo da maneira mais eficiente possível, e este livro conta um pouco da trajetória da Marie e de lambuja te enche de dicas ótimas caso você tenha interesse em aderir à onda do minimalismo.

The Giver (Louis Lowrie)
Avaliação: ★★★☆☆
Este é um livro que eu esperava gostar muito mais, mas cometi o erro de lê-lo muito depois de ter lido as trilogias Jogos Vorazes e Divergente, então eu sinto que esse livro acabou não adicionando nada à minha vida. Ele pode ter sido pioneiro em muita coisa, mas depois de ter lido tantas distopias, The Giver (ou O Doador de Memórias) acabou soando como muitos livros distópicos que eu não gostei, como Red Rising do Pierce Brown ou The Bone Season da Samantha Shannon (mas sem os elementos de fantasia). Isso sem falar no próprio ritmo do livro, que pareceu tão lento, agravado com um protagonista sem graça (por design, e eu entendo quais foram as intenções do autor ao escrever o protagonista desse jeito). Mas eu sinto que quem gostou de Fahrenheit 451 vai gostar desse livro.

Como eu mencionei, Agosto foi um mês excelente para leituras, porque além de ter concluído todos esses livros e mais alguns que eu não mencionei, ainda consegui concluir a releitura de The Way of Kings (Brandon Sanderson) e The Inexplicable Logic of My Life (Benjamin Alire Saenz). Foram leituras ótimas da primeira vez, continuam sendo releituras ótimas!

E vocês? Como estão as leituras? Deixem-nos seus comentários!

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