Estatísticas de 2017 e resoluções literárias para 2018

31 de dezembro de 2017

(Disclaimer: a imagem do post veio daqui!)

Se por um lado 2016 foi um ano conturbado, 2017 foi um ano bem… diferente. Enquanto não tivemos muitos episódios lançados este ano, não deixamos as leituras de lado por um momento sequer! Adquirimos muitos livros, lemos muitos livros e, como não poderia deixar de ser, temos muitas idéias pela frente!

Antes de mais nada, acho importante deixar algumas coisas em pratos limpos para vocês: apesar de termos conseguido voltar pouco a pouco com os episódios, os próximos episódios do podcast ainda vão precisar sofrer alguns atrasos. Sabemos o quão frustrante é essa falta de periodicidade, mas também sabemos o quão pesado é levar o podcast junto a vidas cheias de novidades, tudo isso enquanto mantemos nossa taxa de leitura mais ou menos constante. Como sempre, posso apenas garantir que os Agentes do L.I.V.R.O. não acabaram e não vão acabar!

Dito isso, vamos fazer um pequeno review de tudo o que lemos durante o ano!

Ano passado eu li um total de 67 livros. Não foi o meu ano mais radical, mas considero uma quantidade ótima de livros. Considerando minha própria média, acho que qualquer coisa maior que 48 livros por ano está de bom tamanho. Um objetivo que eu tenho tentado sempre manter é o de ler no mínimo um livro por semana. Eu me dou uma folga um pouco maior quando o livro é muito grande, mas esses são raros e relativamente infreqüentes. Mas este ano, eu me superei de tal maneira que até mesmo eu fiquei surpresa: eu tinha estimado ler 60 livros, acabei lendo um total de 155 livros (com 33 releituras), sendo 64 audiobooks, 61 eBooks e 30 comics (contando separadamente cada volume de uma mesma série).

De acordo com a minha já consagrada planilha de leituras, li um total de aproximadamento 44554 páginas (novamente, incluindo comics, mangás e releituras). Também me fiz o favor de contabilizar o meu tempo total com audiobooks, o que resultou em 742 horas, 16 minutos e 16 segundos de muita história (30 dias seguidos de leitura, sem pausa pra comer ou dormir?? É possível isso???)! Se você ainda não se convenceu a pegar audiobooks, que esse número sirva de amigável lembrete para o tanto que você poderia estar lendo! São alguns minutinhos aqui e ali fazendo limpeza, lavando louça, correndo pelo parque ou até esperando na fila do banco!

Eu adquiri 156 livros este ano. Grande parte foram audiobooks e alguns eBooks. Eu mesma comprei uns dois ou três livros físicos, mas como eu estive passando por um processo de desapego para aderir ao minimalismo, tenho tentado me desfazer do máximo possível de livros, mantendo comigo somento as cópias físicas daqueles livros que eu sei que eu quero reler múltiplas vezes. Nem vou falar dos livros de que me desfiz ou que devolvi por não ter gostado porque, para ser bem sincera, já perdi a conta faz tempo. Este foi possivelmente o ano em que eu mais abandonei leituras: foram 15 ao total e, como sempre, com a consciência limpa e sempre grata pelo tempo que eu economizei lendo logo em seguida livros que eu gostei muito.

E agora, chegou aquele momento mais temido do ano por muitos: será que eu consegui cumprir tudo que eu listei para fazer em 2017? Vamos ver…

1. Ler todos os meus livros físicos: é surpresa para alguém dizer que eu não consegui cumprir essa meta? De todos os livros que eu tinha listado, eu só terminei de ler a coleção de contos do Hans Christian Andersen e os dois primeiros livros da série Tales of the Otori, da Lian Hearn. Devido à mudança, eu acabei vendendo praticamente todos os livros que eu tinha listado. Eu gostaria de dizer que “foi uma decisão difícil e até agora estou em uma batalha interna por causa disso”, mas a verdade é que vender aqueles livros foi até mesmo um alívio. Eu eventualmente quero ler todos eles, mas se a vontade e o senso de urgência baterem, dessa vez eu vou pegar a cópia digital, que não junta poeira e não ocupa espaço na estante!

2. Reler uma série de mangá que eu gostei muito: cumprido com glória e louvor! Não consegui reler todos os mangás que eu tinha, mas a releitura me relembrou de por que eu gostava tanto de algumas histórias e por que eu simplesmente larguei outras para juntarem poeira na estante. Os mangás que eu realmente gostei (Fruits Basket da Natsuki Takaya) eu vou guardar para reler (sim, de novo) e eventualmente escrever alguns posts a respeito. Outros (Chobits, Fushigi Yuugi, Blade of the Immortal) eu simplesmente aceitei que não gosto mais e me desfiz deles. Eu tentei reler o mangá de Angel Sanctuary (lindo, maravilhoso), mas como a minha coleção estava incompleta e eu sabia que não ia encontrar a edição faltante nem com reza brava, resolvi abrir mão dele e vendi a alguém que eu sei que vai cuidar bem dele. De resto, tentarei dar preferência para a versão digital. Novamente, é mais prático, junta menos poeira e ocupa menos espaço.

3. Não comprar livros ou ebooks que eu não vá ler dentro de uma semana: eu odeio admitir que eu falhei miseravelmente nesse quesito. Até ano passado eu estava relativamente sossegada nesse quesito, mas este ano eu descobri a magia dos Daily Deals do Audible e acabei adquirindo muito mais livros do que consigo ler. Eu não estou brincando, em um mês eu cheguei a comprar 26 livros! Tudo bem que vários deles foram gratuitos do Audible, muitos deles eu ganhei e vários outros foram gratuitos na Amazon, mas mesmo assim! Isso deveria ser o suficiente para me convencer a comprar menos livros, mas com tantos títulos interessantes, foi mais forte que eu!

4. Ler mais mulheres: acho que posso dizer que me saí bem nesse quesito. Dos 156 livros listados na minha planilha pessoal de controle, pelo menos 74 foram escritos por mulheres. Ainda acabei lendo mais coisas escritas por homens do que por mulheres, mas a discrepância foi bem menor este ano!

5. Manter a média de 60 livros lidos: outro item cumprido com louvor! Eu jamais sequer sonharia que eu seria capaz de ler mais de 100 livros em um único ano, mas eis que este ano aconteceu! Tudo bem que ter ficado tanto tempo sem gravar podcasts acabou colaborando para isso, mas foi um ano extremamente produtivo em termos de leituras.

E agora, para o final de 2017, chega a tão esperada hora de fazer a lista de resoluções para 2018. O que eu espero para o próximo ano é o seguinte:

1. Book buying ban (ou seja: abstenção de comprar livros!): eu comprei MUITO mais livros do que deveria, e agora a consciência está me tirando o sono! Como eu vou precisar entrar em um breve período de vacas magras por motivos de força maior, eu preciso conter um pouco meus gastos (isso sem falar que eu estou com um backlog ainda maior de livros para ler!). O que eu me proponho a fazer é o seguinte: eu só vou comprar um livro para ler depois que concluir a leitura de pelo menos 3 livros que estão na minha biblioteca (exceção: eventuais livros do Brandon Sanderson que sejam lançados em 2018 – e, até onde é de meu conhecimento, há pelo menos três deles), e se eu comprar um livro novo, ele deve ser lido dentro de uma semana após a compra. Pelo menos por enquanto, livros físicos estão banidos da minha lista de compras!

2. Ler ao menos um livro por semana: depois de 2017, essa meta não parece tão assustadora assim. Eu mesma acabei provando que é perfeitamente possível ler mais de um livro por semana, e tudo isso sem muita pressão! Eu gostaria mesmo é de manter aquela média de 60 livros lidos por ano, mas como sei o que me aguarda em minha vida pessoal, quero ser um pouco mais modesta com minhas leituras no ano que está por vir!

3. Reler Uma Vida Pequena, da Hanya Yanagihara: também quero ser um pouco mais sossegada nas minhas releituras, então resolvi escolher esse livro, cuja cópia física tenho e quero muito reler para relembrar as passagens que mais me marcaram (até então eu só escutei o audiobook).

4. Ler pelo menos mais seis livros em francês: eu definitivamente estou longe de adquirir proficiência na língua francesa, mas se eu não me forçar a sair da minha zona de conforto, não vou chegar a lugar nenhum. Eu consegui ler bastantes livros em francês este ano e quero tentar continuar assim!

5. Escutar o audiobook de A Hora das Bruxas, da Anne Rice: eu procrastino essa leitura por tanto tempo, mas tanto tempo que eu até desisti de ler o livro físico (que eu já vendi) e resolvi pegar o audiobook. Acho que agora vai!

E quanto a vocês? Como estão suas resoluções literárias para 2018? Deixem-nos seus comentários!

E, como não poderia deixar de ser, boa sorte a todos nós e, dos Agentes do L.I.V.R.O., tenham todos um feliz ano novo!

  • Caramba eu tenho a coleção completa do Angel Sanctuary e só gosto da arte, achei tão mal escrito na época que saiu. Tentei reler mas depois de uns 3 volumes concluí que minha opinião era a mesma… Preciso vender minhas coleções, realmente só ocupa espaço nos meus pais e os mangás de papel jornal são tão frágeis que temo que acabem danificados.
    O Chobits gostei muito qnd li, mas fiquei meio invejosa desse relançamento maior e em um papel decente. O papel jornal tem pouco contraste por ser amarelado, ainda bem que as editoras tem investido mais.
    Muito legal saber que você gosta do Fruits Basket! Eu adorei, mas não reli ainda.
    Meu objetivo esse ano é ler mais literatura brasileira e não comprar nenhum livro físico (priorizando os não lidos ainda que se amontoam nas estantes) exceto as series de mangá e HQ que já estou comprando (felizmente não são tantas de o Hellblazer orogins só tem mais três volumes).

    Boas leituras em 2018! Aguardando ansiosamente mas pacientemente pelos novos eps do podcast.

    • Eu ia contestar o fato de você ter dito que Angel Sanctuary é mal escrito, mas agora que eu lembro de como o Setsuna se expressava em contraste com a maneira como ele pensava, eu sou obrigada a concordar que o trabalho de tradução dessa série de mangás está BEM longe de ser perfeita. E é uma pena, porque quando você consegue passar por cima da maneira como a linguagem coloquial do Setsuna foi traduzida para o português, a história é bem interessante. Eu gosto muito do plot como um todo e, sim, o traço da Kaori Yuki é algo pela qual sou apaixonada há eras!

      Eu sinto que, pelo menos para mim, Chobits defasou um pouco em termos de tecnologia e em alguns momentos pontuais transparece que as meninas da Clamp não são exatamente proficientes nessa área. Não é uma história ruim, mas se for para considerar os trabalhos da Clamp, Sakura e Rayearth ainda são primores em plot e personagens.

      Eu ADORO Fruits Basket! Ele e Ouran High School Host Club são minhas séries de mangá preferidas! Fruits Basket eu gosto tanto que depois dessa releitura eu senti uma vontade imensa de fazer uma série de posts para discutir a história, mas a ausência de tempo para fazê-lo é um problema…

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