Neste episódio, Melanie, Thiago e Felipe Proto polemizam novamente, trazendo uma questão possivelmente controversa, mas que ainda assim abre espaço para muita discussão: o que exatamente esperamos de um autor?

Contatos

Livros mencionados na leitura de e-mails

  • Spirit Animals: Nascidos na Selva, do Brandon Mull, comentado no episódio 38
  • Os Olhos do Dragão, do Stephen King], comentado no episódio 08
  • O Dia em que Troquei Meu Pai Por Dois Peixinhos Dourados, do Neil Gaiman, comentado no episódio 16
  • A Invenção de Hugo Cabret, do Brian Selznik, comentado no episódio 32

Leitura do mês

Leituras da Semana

  • Timóteo Rezende Potin

    Primeiramente: Parabéns pela filha, Thiago! Muitas felicidades nessa nova fase da vida! Acho que falo por todos os ouvintes que é claro que todo mundo entende os atrasos, podem ficar tranquilos quanto a isso.

    Segundamente: Sério mesmo que a Melanie sabia de cabeça o nome do Tatsumaki Senpuu kyaku de cabeça??? MEU DEUS!!! Como assim?!?!? Estou em choque!

    Terceiramente: Eu não consigo desenvolver hype com relação à adaptações dos livros do Sanderson passados nas Cosmere. Espero morder a lingua, mas não acredito que eles conversam bem com cinema de Hollywood. Por outro lado, adoraria ve-los em forma de anime. Acho que seria a mídia ideal para uma possível adaptação. Entretanto, imagino que os livros dele de Reckoners seriam perfeitos para uma adaptação Hollywoodiana.

    E, finalmente, quanto ao assunto do cast em si, eu gosto de ir atrás de algumas informações dos meus autores favoritos sim, principalmente assistir entrevistas com eles e até hoje nunca me decepcionei. No caso específico do Orson Scott Card, eu nunca havia sentido interesse em ler nenhum livro dele, depois do dia que descobri que ele era um completo babaca no sentido mais puro da palavra então, a chance de eu desenvolver vontade de ler alguma coisa dele é insignificante, e, caso algum dia desperte meu interesse, não terei nenhum problema de consciência de baixar na internet o livro.

    Algo semelhante aconteceu com os livros da Marion Zimmer Bradley, depois que eu descobri que ela acobertava abusos sexuais do marido às próprias filhas, e acho que ela também abusava sexualmente delas. E nesse caso ainda tinha um “complicador” porque a própria Bradley era uma grande ativista dos direitos das mulheres no ramo da literatura de fantasia e ficção científica do séc XX, o que contribuiu para que ela ganhasse grande fama, e as filhas tinham medo da reação das pessoas (principalmente dos fãs) caso elas viessem a público denunciar os abusos. Pensavam que poderiam desacreditar nelas, por exemplo. Fico pensando como foi para uma pessoa que era fã da Marion descobrir isso, fãs essas que muitas vezes eram mulheres inspiradas pela atitude dela. Isso foi tão sério que se não me engano hoje todos os lucros com vendas de livros da Marion Zimmer Bradley em alguns países é destinado à instituições que lutam contra o abusos de crianças. Honestamente depois que descobri isso minha vontade de ler alguma coisa da MZB foi pro limbo.

    Em contra partida, acompanhar as redes sociais de caras como Patrick Rothfuss só dá mais e mais vontade de ler os livros dele, pena que ele não publica o terceiro dia nunca. *insira aqui o meme da velinha do Titanic falando que “Já faz 84 anos…”*

    Abraços!

    • Vicente Aguiar

      “Eu não consigo desenvolver hype com relação à adaptações dos livros do Sanderson passados nas Cosmere. Espero morder a lingua, mas não acredito que eles conversam bem com cinema de Hollywood. Por outro lado, adoraria ve-los em forma de anime. Acho que seria a mídia ideal para uma possível adaptação.”

      Eu fico triste mas concordo 100%. Mistborn seria PERFEITO pra uma adaptação no estilo de Avatar The Last Airbender (o desenho), mas pra cinema live action realmente não consigo achar que vai dar bom.

    • Fala, Timóteo!

      Cara, já houve uma época da minha vida em que eu acompanhava o EVO religiosamente! Mais precisamente na época do Marvel vs. Capcom 3 (antes de sair o Ultimate), quando Mortal Kombat IX ainda era lançamento e a galera de Tekken 6 praticamente só jogava com o Bob! Hoje em dia não tenho mais tempo ou paciência para assistir os campeonatos da EVO, mas ainda assim é o tipo de evento que eu gosto de acompanhar com os amigos. Posso não ser gamer, mas já curti muito um dia!

      Eu fico extremamente incrédula quando ouço falar de alguma adaptação de livro para filme, sobretudo quando eu gosto muito do livro ou quando é um livro de fantasia. Una isso aos títulos já lançados pela produtora que comprou os direitos dos livros do Brandon e… bem, honestamente não sei o que esperar.

      Eu não estava sabendo dessa da MZB. Eu já não tinha gostado muito dAs Brumas de Avalon, que bom que eu vendi os livros então!

      Mas, realmente, o Rothfuss é um autor que dá gosto de seguir nesses quesitos. Recentemente ele estava lançando uma campanha cujo objetivo era ajudar a trazer água potável a mais pessoas de países pobres, até agora não sei por que diabos eu não participei daquela campanha…

  • Isa Prospero

    Oláaaa, agentes!
    Primeiro: parabéns, Thiago!!! Atrasos acontecem, fico feliz que foi por causa de notícias boas 🙂
    Estou animada/com medo dessa notícia da adaptação da Cosmere. Tb torço pra não ter whitewashing (acho mais provável não ter se for série do que filme). Vcs viram a notícia sobre o Nome do vento que saiu essa semana? Muita hype com tudo, oremos.
    Sobre o tema desse cast: sou como vcs. Não tolero mais autores que sejam tão absurdamente contra as minhas crenças e não vou apoiá-los de jeito nenhum (se forem contemporâneos – os mortos até leio, embora eu sempre fique decepcionada descobrindo os podres dos clássicos, tipo o Lovecraft e o Lobato). Com algumas coisas até dá pra relevar o posicionamento do autor se for uma obra muuuito boa, mas se eu sei que a pessoa é racista/homofóbica/misógina, nem dou chance. E o caso da Marion Zimmer Bradley, que o Timóteo citou no comentário dele, também me fez desistir de pegar a obra dela, que eu sempre quis ler.
    Por outro lado, Brandon <3 Ele é o maior exemplo de como religiosidade não é desculpa pra intolerância. Além de amar a obra dele, admiro muito o cara por estar sempre buscando ver as coisas por outros pontos de vista e ampliar seus horizontes (o que, convenhamos, ele não precisaria fazer nesse meio de fantasia épica tão conservador). No Writing Excuses ele sempre fala que tenta construir personagens com visões diferentes da dele que não sejam simples "straw men", com argumentos toscos, pra fazer o que ele acredita parecer o certo – o que explica porque as discussões nos livros dele são sempre tão boas.
    E só vou jogar a polêmica aqui, mas ando muito irritada com a Rowling e o seu ativismo de twitter (vcs acreditam que ela bloqueou fãs que questionaram o apoio dela ao Johnny Depp??).
    Enfim, adorei o cast. E a participação do Proto é sempre ótima!
    Abs para todos!

    • Oláaaa Isa!

      Eu quero acreditar que os produtores não vão fazer whitewashing com os personagens SE o Brandon Sanderson tiver alguma autonomia sobre a escolha dos atores, mas… nunca se sabe, né. Galera sempre tem alguma desculpa (extremamente esfarrapada) para fazer isso.

      E sim, vimos a notícia sobre O Nome do Vento! Na verdade eu escutei do Proto, porque no dia em que ele soube disso ele tava surtando, sobretudo porque o nome do Lin Manuel Miranda foi mencionado, então…

      Um dia desses eu vi uma entrevista em que alguém perguntou ao Justin Trudeau por que as pessoas trabalhando com ele eram tão variadas, a que ele respondeu “…porque estamos em 2016”. Acho que isso devia valer para todo mundo: estamos em 2016, na eminência de entrarmos no ano de 2017. Eu fico irritadíssima com o fato de alguns valores tão antigos e infames como machismo, racismo e homofobia AINDA sejam aplicados na literatura que temos em mãos hoje em dia.

      E já que você mencionou o Brandon Sanderson, não consigo deixar de recair naquele episódio do Writing Excuses que eles dizem que “não tem problema você errar. Todo mundo comete erros. O problema é você estar ciente de que está cometendo este erro e continuar comentendo”.

      Esse é o tipo de assunto sobre o qual eu tenho dificuldades de discutir porque pra mim parece bem claro que demonstrações de ódio não são justificáveis, independente do que qualquer um possa dizer. Gente, homofobia é errado. Machismo é errado. Racismo é errado. Não tem mistério nisso. Tratar uma pessoa com violência ou descaso é errado, independente do que qualquer um possa dizer parar justificar isso. Investir dinheiro para que pessoas cuja orientação sexual é diferente de “heterossexual” não tenham direitos iguais a pessoas desse grupo é inaceitável. O que nos resta agora é descobrir como podemos contribuir para mudar essas situações. =/

  • Vicente Aguiar

    Olá Agentes!
    Thiago, parabéns pela filha!

    Pra começar, preciso recomendar de novo, mais uma vez, novamente pra vocês: Os Homens que não Amavam as Mulheres. Tudo o que vocês esperam de uma história com uma personagem feminina forte está lá, a Lisbeth Salander é basicamente uma das personagens mais bem escritas que eu já li. Inclusive tem uma cena de estupro que faz sentido na história e DEFINITIVAMENTE não é o caso da mocinha esperar ser salva. É um ótimo livro pra se discutir no cast considerando os temas que vocês abordam quando comentam sobre os livros.

    No tema do cast, acho complicado comparar o Brandon Sanderson com qualquer outro ator em atividade, basicamente. Ele é exemplar em tudo que faz: na qualidade das histórias, na entrega dos livros (ahem Pat Rothfuss e GRRM), no relacionamento com os fãs, na transparência com os leitores, tudo.

    Discordo de vocês sobre o comportamento do GRRM com os fãs, inclusive ultimamente ele tem estado bem honesto, com os updates sobre o Winds of Winter. Não que ele tenha tido um comportamento exemplar, mas não tenho problemas com ele.

    Devo dizer que normalmente eu não gosto de envolver a vida pessoal do autor com a obra (a não ser quando é o caso, com alguns autores que escrevem livros com muita coisa que eles já passaram etc), até por que considero que a obra de um autor é muito maior do que ele mesmo. Nem todo mundo tem que ser uma boa pessoa ou ser disruptiva na sociedade que eles vivem, isso não é realista (como no caso de autores que seguiam o que a sociedade da época fazia mesmo não sendo certo). Mas quando o autor levanta uma bandeira CONTRA a igualdade e ativamente tenta prejudicar a vida de alguém, não dá pra perdoar. O Orson Scott Card é uma carta fora do baralho pra mim (não resisti à piadinha, desculpem).

    Abraços

    • Felipe Proto

      Grande Vicente.

      Ponto a ponto:
      1) Sim! Os Homens que Não Amavam as Mulheres é uma trilogia excelente. Mas é uma trilogia: fique longe do 4º livro.
      1.1) a cena de estupro DÓI de ler. Fisicamente.
      2) Eu discordo: todos são pessoas, e são influentes. O Sanderson just happens to be a great one 🙂
      3) Acho que não fomos claros: eletronicamente, ou à distância, o GRRM é ótimo com os fãs. Mas tenta tietar perto dele fisicamente… Tem várias histórias dele sendo ríspido…
      4) Sim. A JK Rowling, inclusive, teve alguns momentos meio tensos e umas posições que são questionáveis, mas são as escolhas dela. Ela acredita em coisas diferentes de mim e discute civilmente. O problema é, como vc citou, quando os autores AGEM negativamente.

    • Fala, Vicente!

      Não se preocupe, o livro está na lista do que pretendemos ler!

      Eu acho que o Brandon Sanderson é um autor excepcional em termos de relacionamento com os leitores, mas acho que certas coisas (mais marcadamente respeitar os leitores e respeitar as diferenças entre seres humanos) que ele faz não deveriam nem ser consideradas extraordinárias. Ninguém precisa ser um Brandon Sanderson ou um Patrick Rothfuss para entender que pessoas podem ter orientações sexuais diferentes, cor de pele diferente, ideologias diferentes e ainda assim continuam sendo seres humanos. Não faz sentido investir seu dinheiro, fruto da sua labuta, para que pessoas diferentes de você tenham menos direitos, não é verdade?

      Com relação ao GRRM, o que eu ouço dele com relação a ser salgado com os fãs se resume a isso: são coisas que eu escutei. Ainda assim, ele também é um autor que entende o fato de que pessoas são diferentes e respeita isso.

      Eu acho que há casos e casos em que vale ou não vale a pena considerar como um autor é como pessoa. No caso que citamos do Card, eu acho que o conhecimento do que ele faz é importante para mim, não porque eu não queira ler obras de autores “malvados”, mas porque eu realmente não quero consumir uma história que eu sei que tem injetada valores morais que eu considero errados.

      Abraços!

  • Allan Silva

    Bem, de inicio eu não concordei com vcs. Acredito que posso gostar da obra mesmo não gostando do autor.
    Mas no final vcs falaram algo que me fez pensar: e se o cara colocar seus “conceitos pessoais” na obra?

    Pensei muito e pra mim tanto faz!

    Eu realmente consigo separar a obra do criador.Também se eu não gostar da obra eu paro de ler. Já fiz isso antes e com certeza farei denovo.

    Tem um autor de personagens para HQ que não gosto por culpa do que ela fez com outros autores durante a vida, mas consumo as obras; em especial os filmes baseados na obra dele.

    Mesmo assim tem um ponto que eu vou reconsiderar. Eu as vezes considerava alguns pontos que me incomodam como retratos da época. Mas quando ouvi a frase ‘na época em que foi escrito na existiam pessoas que lutavam contra isso’; entanto comentavam sobre o Sitio me fez repensar se minha posição de separar a obra do autor.

    Ainda não tenho resposta e acredito que continuarei lendo a obra e evitando o autor. Mas vou redobrar minha atenção a certas colocações das obras que acompanho.

    No mais agradeço pelo excelente trabalho; e espero ancioso pelo podcast sobre As Portas de Pedra, assim que o Ruthfuss dizer o favor de lançar meu livro. Até!

    • Fala, Allan!

      Acho que um ponto bastante importante a ressaltar com relação ao que falamos neste episódio é que existem certos aspectos deles que afetam sim o trabalho que eles produzem. Eu acredito que seja possível que um autor racista, por exemplo, seja perfeitamente capaz de escrever muito bem. Não questionamos os aspectos que tangem as habilidades que eles têm de escrever muito bem e entender como funcionam aspectos técnicos que tornam uma obra literária vendável. O que nos incomoda com relação à ética deles é como os pensamentos e preconceitos deles podem interferir nas idéias que eles estão passando em suas histórias. O desafio não é separar o autor da obra, e sim a maneira como ele se comporta perante a sociedade e como isso pode influenciar seu público, e acho que isso é o cerne da questão! Utilizando novamente o exemplo do próprio Orson Scott Card: ele escreve bem? Sem sombra de dúvidas! Ele sabe contar uma história interessante? Com certeza! Mas ele é homofóbico! Okay, a partir do momento em que eu tenho essa informação, eu inevitavelmente passo a olhar a história com um pouco mais de atenção e penso: quanto desse preconceito ele está passando para mim sem que eu tenha notado? E é exatamente aí que reside o perigo. Autor X é machista? Quanto de seus pensamentos, ideais e crenças pessoais ele está tentando passar para mim se que eu saiba? E quanto a autores racistas? Por aí vai.

      Como o Proto mencionou, nenhuma pessoa do mundo tem uma moralidade preto-no-branco. Mas saber um pouco a respeito do background dela faz com que eu tenha um “senso crítico” (para não dizer “desconfiança”) muito maior. Um autor ganha uma quantia X de dinheiro por livro vendido. Será que eu quero mesmo que esse dinheiro que eu usei para comprar o livro seja utilizado para custear causas com as quais discordo fortemente?

      No mais, ficamos felizes que você esteja curtindo o trabalho e pode ter certeza que o episódio do terceiro livro das Crônicas do Matador de Rei vai estar disponível assim que o livro for lançado!

      • Allan Silva

        Não tem como não concordar. Acredito que se eu souber que algum autor que eu gosto tivesse algo contra alguns assuntos que sou especialmente sensível eu teria uma opinião parecida.

        Mas as obras me afetam mais.
        Como exemplo abandonei Sonho Febril ainda nas primeiras páginas. Falar sobre escravidão é difícil pra mim, que já sofri com alguns atos de preconceito.

        Bem, não tenho muito mais o que falar.

  • Isabela O.

    Sobre essa coisa de separar autor da obra: Eu tenho dois tipos de pessoas que ‘admiro’. A pessoa que eu vou consumir aquilo que ela faz, as músicas que canta, os filmes em que atua, os livros que escreve, mas eu não vou me dar ao trabalho de procurar saber das opiniões políticas e ativistas dessa pessoa, se ela é gay ou hetero, se ela é racista, ou xenofóbica, etc etc. E se acontecer de eu saber algo sobre essa pessoa que me desagrada, não acho que vou deixar de consumir o que aquela pessoa produziu. E tem aquela pessoa que eu vou admirar tanto como artista, diretor, escritor, tanto quanto PESSOA, um semelhante. Eu vou admirar algum ator, diretor, cantor, escritor, não só pelo que eles produziram, mas também por quem eles são como pessoa. Eu por exemplo, adoro a Natalie Portman e acho ela uma ótima atriz. Só isso me interessa, não sei NADA sobre ela, e dificilmente eu deixaria de ver um filme com ela se ela fizesse ou fosse a favor de algo que eu desaprovo. Mas eu sou SUPER FÃ da atriz Rooney Mara, amo ela como atriz, como ativista, como pessoa, etc. E uma vez, quando ela fez um filme onde ela, que é branca, interpretou uma personagem que originalmente era indigena, fiquei chateada. Mas não ao ponto de deixar de ser uma fã, mas se ela tivesse feito algo mais grave, talvez eu deixasse. A mesma coisa com relação a cantores, gosto de alguns cantores só por que as músicas deles me agradam, outros eu admiro tanto o trabalho como cantores, tanto quanto o que eles fazem fora da industria da música.

    Eu me pego pensando muito em coisas desse tipo quando leio um livro de 150 anos atrás e vejo o autor descrevendo negros e asiáticos com uma linguagem xenofóbica e estereotipada, mas como julgar, sendo que o autor vivia em uma época e em um país onde se você dissesse que negros são civilizados e inteligentes seria taxado de louco?
    Ou quando leio o livro de um autor de 200 anos atrás, e as personagens femininas da história são todas super submissas, sem vontade própria e colocadas ali só pra enfeite. Mas como desgostar de tal obra, sendo que o autor vivia numa época onde isso era o normal?

    Acho que eu sei separar razoavelmente bem um autor da sua obra, uma personalidade ARTISTICA (cinema, música, literatura).

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