Tag: Clichês Literários

21 de dezembro de 2016

(Disclaimer: a imagem do post veio daqui!)

Eu sei, eu sei, ainda estamos devendo a vocês um episódio do podcast relacionado a clichês literários. Mas enquanto não fazemos esse episódio, vamos fazer um pequeno tira-gosto e responder a essa tag bacanuda de clichês criada pela Maria Angélica do canal Vamos Ler!

Obs.: este post pode conter spoilers da série The Stormlight Archive, do Brandon Sanderson.

1. Quem eu escolho? (triângulo amoroso que você achou mais desnecessário)
Gente, eu vou levar uma bronca com essa escolha, mas vou dizer que foi o triângulo Kaladin x Shallan x Adolin. Ele fez sentido dadas as condições em que os personagens se encontram, mas esse é o tipo de conflito com o qual não gosto de lidar, e considerando o tanto de problemas que os três personagens precisam enfrentar (sobretudo dada a conclusão de Words of Radiance), esse é o tipo de coisa que eu honestamente não sei se precisava acontecer.

2. “Soltou o ar que não sabia que estava prendendo” (Última vez que leu a frase)
Por incrível que pareça, eu encontrei essa frase justamente no livro que, para mim, mais quebrou clichês, que foi o livro Como Eu Era Antes de Você, da Jojo Moyes. Fora isso, eu honestamente não consigo me lembrar onde mais eu escutei essa frase.

3. Oi, já te amo! (o instalove mais rápido)
Eu quase não leio livros com instalove. Eu talvez pudesse dizer que a Vin se apaixonou meio rápido pelo Elend em Mistborn, mas também não foi nada que me tenha me incomodado muito.

4. Uma bigorna nos ombros (personagem que carrega a culpa do mundo)
Isso é definitivamente a cara do Dalinar Kholin, da série The Stormlight Archive.

5. Complexo do melhor amigo (aquele que sempre se apaixona por ou é a paixão do personagem principal)
O Simon de Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos foi o caso de melhor amigo apaixonado que mais me irritou, e por vários motivos. O primeiro, é pelo fato de ele ter sido apaixonado pela Clary há tanto tempo e ele só ter se declarado a ela quando ela mostra que está apaixonada pelo Jace. Segundo, porque eu acho um porre personagem que usa a carta do “eu sempre estive ao seu lado, você devia ter me escolhido faz tempo”. Meu filho, mulher nenhuma tem a obrigação de ser apaixonada por você por ter sido legal com ela. Isso é até uma coisa sobre a qual eu e o Thiago talvez devêssemos falar mais no podcast: quando você está sendo bacana com uma garota, você não está fazendo mais do que a sua obrigação. Se você está sendo legal com alguém, essa pessoa assume que você faz isso por educação. Se você está afim da pessoa, deixe suas intenções claras, não fique deixando subentendido e esperando que os sentimentos sejam mútuos.

6. O intelectual (personagem super inteligente que lhe fez sentir estúpido)
Voto na Daenerys Targaryen da série Crônicas de Gelo e Fogo, do George R. R. Martin. Ela literalmente vira a líder de uma nação com… 14/15 anos. Tudo bem que, dado o cenário em que essa história se passa, as circunstâncias são diferentes e pessoas de 8 e 14 anos agem com mentalidades diferentes. Mesmo assim, eu não consigo deixar de fazer a comparação entre meninas de 14 anos da minha época e daquela época. A Dany, com a tenra idade dela, é não só líder de uma nação, mas também estrategista de guerra. Eu com 14 anos ainda estava brincando com LEGO.

7. Casal silêncio (falta de comunicação entre personagens)
Essa vai para o casal de Querido John, do Nicholas Sparks, e neste caso específico eu achei muito bacana a atitude da Savannah com relação a isso. Tem um momento do livro em que ela mesma fica irritada com a falta de diálogo entre os dois e diz “se você tem algum problema, fale. Eu não sei ler pensamentos”.

8. O poderoso chefão (personagens jovens com cargos altos demais)
O primeiro exemplo que me vem à mente é o Christian Grey de Cinqüenta Tons de Cinza, mas acho que grande parte dos livros Jovem Adulto padecem do mal da criança prodígio. A Mayra do canal All About That Book mencionou os personagens de Six of Crows, mas por incrível que pareça eu aceito bem fácil o fato de todos eles parecerem ser prodígios. Eu acho que uma vida de renegado nas ruas pode te ensinar rapidinho muita coisa que em condições normais você não aprenderia. O mesmo vale para pessoas que foram treinadas para serem assassinas desde crianças.

9. O engraçadinho chato (personagens escritos com a intenção de serem legais, mas só irritam)
Pra mim, é a própria Celaena Sardothien. Ela deveria ser a assassina genial e sarcástica e, apesar de ela ter algumas qualidades que eu admiro muito (como o fato de ela ser super auto-confiante), em vários pontos do livro isso acaba deixando a personagem mais irritante do que legal.

10. Personagem principal coadjuvante (quando o livro é todo sobre o interesse romântico)
Eu estou respondendo a essa tag e descobrindo que até que eu não leio tanto romance assim! Eu não consigo pensar em nenhum livro que eu tenha lido que se enquadre nessas condições (tirando, talvez, Cinqüenta Tons de Cinza, mas estou tentando não responder sempre o mesmo título para cada pergunta).

11. Leitor do contra (clichê que você ama e não se cansa de ler)
Não sei se o final de “E viveram felizes para sempre” conta como clichê, mas quando eu me apego a personagens, eu realmente desejo que eles tenham um final feliz e, quando ele se concretiza, eu sinto que posso fechar o livro satisfeita.

E quanto a vocês? Qual é o clichê que vocês mais detestam ver em seus livros? Tem algum clichê que seja mamão com açúcar, mas que vocês gostam? Deixem-nos seus comentários!

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