Book unhaul

12 de outubro de 2016

Não, o bota-fora ainda não acabou! Posso não estar querendo adotar um estilo de vida minimalista (ainda), mas ainda estou precisando de um pouco mais de espaço nas minhas estantes… e de um pouco menos de trabalho na hora de limpá-las!

Desta vez estou me desvencilhando dos seguintes livros:

A série de livros de vampiros do André Vianco: eu gosto bastante dos livros mais curtos que o André Vianco escreveu: Sementes no Gelo e O Senhor da Chuva são bons, A Casa é ótimo (dos livros dele que eu li, A Casa é o meu preferido de longe). Mas a série de vampiros que ele escreveu não me apetece muito, por motivos que eu já expliquei no episódio 2 do podcast, lááááá no começo. Eu já tenho esses livros há mais de ano (sem brincadeira, eles devem estar pegando poeira na estante faz uns 5 anos) e até agora nem me passou pela cabeça começar a lê-los. Pessoalmente, não gosto da idéia de deixar livros só fazendo volume em casa quando tem tanta gente que gostaria de ler os mesmos, então estou me desvencilhando deles.

House of Leaves, do Mark Z. Danielevski: eu li esse livro em 2012 e, para ser bem sincera, não gostei muito dele. O formato dele é bem lúdico, com algumas páginas podendo estar abarrotadas de texto e a página seguinte conter só uma palavra; achei muito legal e original a maneira como o autor brinca com o posicionamento e a formatação do texto para dar imersão à história. Meu problema foi com o fato de que esse livro conta duas histórias, uma que eu achei muito interessante, e outra com a qual eu não poderia me importar menos. O livro é gigantesco e até hoje não consigo esquecer do quão arrastada foi a leitura. Foi bom saber que é possível fazer coisas tão diferentes com o texto, mas não pretendo reler esse livro em qualquer momento da minha vida.

Thirteen Reasons Why, do Jay Asher: eu lembro de ter mencionado esse livro MUITO brevemente em um dos episódios, e embora ele aborde temas bastante relevantes para adolescentes (bully, suicídio, depressão etc.), não é um livro que me marcou e também não é um livro que eu pretendo reler.

Orphen, do Yoshinobu Akita: um mangá! Esse é uma daquelas histórias que eu queria ter lido quando era mais nova, mas hoje em dia, após adquirir uma certa bagagem literária, essa história não funciona mais para mim. Eu reli este mangá recentemente e entendi por que ele ficou largado na pilha do esquecimento por tanto tempo: não acho o sistema de magia particularmente bom, achei todos os personagens muito infantis, o plot em si não me chamou a atenção tampouco me deixou curiosa para saber o que acontece em seguida. Como não tenho a mínima intenção de continuar lendo a história, não vejo por que deixá-lo na minha estante.

Dark Edge, do Yu Aikawa: outro mangá, e esse eu até me espanto de ter guardado por tanto tempo. Acho que não tem absolutamente NADA que eu goste tanto na história como no traço. Os personagens têm uma proporção muito bizarra (eles têm, sem brincadeira, pelo menos 10 cabeças de altura, os ombros têm quase cinco cabeças de largura e a cintura das mulheres tem MEIA cabeça de largura. Isso sem contar que o comprimento dos braços ultrapassa os joelhos, é informação demais para eu processar). Além de não ter nenhum apelo estético para mim, a história segue bastante aquele estilo de filmes B de horror. Terrível, vou me livrar com gosto deste mangá.

The Blade Itself, do Joe Abercrombie: quem me acompanha no Twitter deve ter visto que eu abandonei recentemente a leitura deste livro. Eu demorei bastante para chegar à conclusão de que eu simplesmente não estava me divertindo ao ler essa história. Os personagens estava me deixando extremamente irritada, eu não estava conseguindo me apegar a nenhum deles e durante as sofridas 250 páginas que eu li, eu senti que não estava acontecendo absolutamente NADA durante a história. E note: eu tentei (e muito) gostar do Logan. Eu não desgosto dele, até cheguei a ficar um pouco curiosa com o que ia acontecer com ele no decorrer do plot, mas o problema é que, para mim, tirando o Jezal (que eu detesto com todas as forças da minha alma), nenhum personagem tinha um propósito muito claro para a história, então para mim o que eles faziam era vago, não tinha um propósito ou um sentido. Se eu não sei aonde o personagem está querendo chegar, fica muito difícil eu torcer contra ou a favor dele. E para não dizer que eu estou sendo injusta, teve UMA personagem que eu adorei (é claro que estou falando da Ferro Maljinn), mas para chegar até o capítulo em que ela aparece, eu precisei ler mais de 200 páginas da trajetória de personagens que eu simplesmente não gostei. Para mim, a recompensa não vale o esforço: eu tenho mais livros que eu quero ler e vários outros que estou lendo, gostando muito e quero dispender mais tempo com eles. Portanto, continuar a leitura de um livro que só está me fazendo mal não faz sentido. Desculpem-me, fãs de Joe Abercrombie, mas o estilo dele realmente não é para mim.

E calma que o unhaul ainda não terminou! Ainda temos mais alguns posts de unhaul pela frente, então preparem os calmantes… e um feliz Dia das Crianças a todos!

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