Neste episódio, Melanie e Thiago divagam sobre a necessidade do herói sempre ter uma moral idônea.

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  • Filipe Faria

    Fala agentes! Tudo certo?
    Conheci o podcast faz pouco tempo, estou maratonando os episódios antigos e estou gostando muito, vocês fazem um ótimo trabalho e ganharam um novo ouvinte.
    Gostei bastante desse episódio. Meu cometário é sobre a parte do que vocês leram. Eu sou muito fã de Tintim, tenho vários álbuns (em português mesmo), assistia o desenho e gosto muito do filme do Spielberg (recomendadíssimo). Gosto muito por ter personagens cativantes e engraçados e ter aventuras leves, embora eu concorde que tem muitos assuntos mais sérios sendo retratados. Queria perguntar para Melanie; você entendeu bem O Lótus Azul e O Templo do Sol? Por que o primeiro é continuação direta de Os Charutos do Faraó e o segundo é continuação direta de As Sete Bolas de Cristal. Algumas coisas são necessárias para entrar os arcos completos.
    Enfim, um grande abraço para os dois e continuem com o ótimo trabalho!
    PS: Sou muito fã do Brandon Sanderson e fiquei maluco com o tanto que vocês falam dele!

    • Fala, Filipe!

      Que bom que você está gostando do cast, embora eu sempre ranja os dentes quando alguém diz que está escutando os episódios antigos porque temos a noção de que tem uma diferença BEM grande entre eles e os episódios mais atuais.

      Com relação aos comics do Tintin, eu vi que tinha coisa que vinha antes dO Lótus Azul e dO Templo do Sol, mesmo porque o próprio comic tinha feito uma menção do tipo “este item apareceu no comic X”. Infelizmente, o local onde estudo não tem todos os comics do Tintin, então eu provavelmente não conseguirei lê-los, mas sim, deu para entender as histórias! Apesar de ficar faltando esse pedaço, não acho que tenham sido informações tão vitais que tenham afetado o entendimento da história, mesmo porque eu estava focando bem mais no vocabulário.

      No mais, que bom que você também é fã do Brandon Sanderson! Segura as pontas que a gente ainda vai fazer episódios sobre Alcatraz, Mistborn: Wax & Wayne e todos os próximos livros que ele lançar! o/

  • Gabriel Augusto

    E ae agentes do S.A.N.D.E.R.S.O.N. cof cof cof agentes do L.I.V.R.O.
    To na mesma vibe do Filipe Faria, conheci o cast recentemente e estou ouvindo todos os episódios e estou curtindo demais, vou postar comentários em varios posts antigos e começar a participar ativamente das discussões que rolam nos posts.
    Quero dizer que ouvindo o podcast percebi o quão bom pode ser escutar audiobooks, pq posso escutar o cast andando na rua, em pe dentro do onibus e fazendo varias outras coisas e com o audiobook creio que não seja diferente.
    Sobre o episodio acho que falar sobre a moralidade do heroi é algo meio complicado já que o heroi certinho e incorruptivel é um conceito já meio batido e que não cola muito mais, e hj em dia os herois mais cinzas estão no gosto da galera, não que algum desses seja melhor que o outro mas acho que se fosse o contrario poderia ser a mesma coisa. Mesmo o heroi certinho pode cometer deslizes e fazer algumas cagadas, e este muitas vezes passa por varias discussões internar sobre se o que ele pretende fazer é bom ou não, esses conflitos acho super interessantes. Sobre exemplos de personagens incorruptiveis e que tentam sempre fazer o certo tem um que acho super interessante o Galad da serie a roda do tempo, o cara simplesmente faz absolutamente tudo que acha que é certo, coisas que de outro ponto de vista podem até parecer maldade mas que ele vê de forma indiferente já que está fazendo o certo, exemplo, se algum de seus irmão fazem alguma coisa errada ele conta para a mãe sem pensar duas vezes, o cara nem mentira fala, mas não calcula quais consequencias as coisas que faz pode gerar, pois na cabeça dele ele deve fazer o que é correto a todo custo, acho ele um personagem muito interessante nesse sentido, se achar que a irma dele esta correndo perigo e que o unico jeito de salva-la é amarrar ela e mandar para algum lugar no fundo de uma carroça ele vai fazer.
    E aproveitando oq disse vou ser mais um a dizer: leiam a serie Roda do tempo, vi que a Mel não curtiu o protagonista e devo dizer que tbm não curto muito o rand mas nem por isso deixo de achar a serie fantastica, tem varios outros personagens muito bons para mim gostar, e sobre personagens feminina forte eu nunca vi um livro ter tantas. Acho que vale demais a pena tentar insirtir na leitura do primeiro até porque já vi varias pessoas falando mal dele e apos lerem os segundo vem dizendo que realmente a serie é muito boa.

    • Valeu a dica Gabriel! Acho que a missão de A Roda do Tempo vai ser minha mas ainda não decidi se vou aceita-la ou não :P.

      Depois da pausa de final de ano, vamos reavaliar muitas coisas e quem sabe eu encaro essas séries gigantes como um desafio pessoal!

      • Gabriel Augusto

        Pô falei de um personagem que acho interessante para tentar convercer a Mel, mas ta bom fazer oq. Vou te indicar a serie de uma maneira bem curta de uma forma que te deixe intrigado como ja disse varias vezes no cast, vou fazer à la Brandon Sanderson:
        Imagine uma serie que o heroi das profecias renasce e só ele pode salvar o mundo quando chegar o tarmon gaidon (batalha final), só que este cara tambem está predestinado a destruir este mundo causando uma nova ruptura.

      • Timóteo Rezende Potin

        Thiago, eu tenho quase certeza que você vai curtir A Roda Tempo. A Melanie eu realmente não sei, apesar de que a percepção da maioria das pessoas muda bastante depois do segundo livro (que é MUITO, mas MUITO melhor que o primeiro, que é bem meh, na minha opinião). Acho que ela deveria dar uma chance pra série até o livro dois (infelizmente não dá pra pular o primeiro). Se passado o livro dois ela não gostar eu digo sem medo pra abandonar, pq acho que melhor que aquilo não vai ficar, mas acreditem em mim, no livro dois ele mostra bem porque era a série favorita do jovem Brandon Sanderson.

        • Gabriel Augusto

          Sim Thiago depois que o final do livro 2 explodir sua mente não vai querer mais largar, se bem que a serie me ganhou logo no final do um que para mim já foi bem foda.

      • Gabriel Augusto

        A melanie se resolver dar uma chance talvez curta outros personagens e talvez pode ser que isso faça ela querer ler já que tem varios personagens muito bem construidos que apresentam um desenvolvimento fantastico, o rand tbm é bem desenvolvido mas não curto tanto ele tbm, talvez ele mude no 6 ou 7

  • Vicente Aguiar

    Olá pessoal.

    Gostei bastante do episódio, é um tema bem interessante pra comentar.

    Só uma nota sobre o começo que vocês falaram de introversão, pra quem trabalha com atendimento em loja e tal (eu), isso é uma MERDA, no final de semana normalmente só quero ficar trancado em casa lendo e vendo filme.

    Entrando no assunto do epi, tenho um problema muito grande com herói moralista ou incorruptível. Desde criança, nunca gostei do Harry Potter por esse motivo, eu NUNCA tomaria as decisões dele. Assim, pra ser sincero eu acho que sou bem cuzão na vida real pra conseguir me identificar com personagem assim e tal, tenho problema até o David de Reckoners as vezes.

    Na contrapartida disso, eu tenho um problema ABSURDO com o protagonista de Prince of Thorns, as coisas que ele faz são tão absurdas que não da pra se identificar nem sendo uma puta pessoa malvada na vida real. (sem contar no fato de o personagem agir e falar como se tivesse 40 anos tendo só 13… eu realmente não gostei desse livro)

    PS: qm é o personagem de Stormlight que a Melanie tava falando? O Sadeas?

    Abraços

    • Timóteo Rezende Potin

      [spoiler de Stormlight Archive!!]
      Provavelmente o personagem é o Amaram.

      • [spoiler de Stormlight Archive!!]
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        Nope, é o Teft 🙂

        • Timóteo Rezende Potin

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          Teft?? Não me lembro de nada que ele tenha feito de mais… Não está confundindo com o Moash não?

  • Murilo Rodrigues

    Olá, estou gostando bastante do podcast de vocês… Tenho uma sugestão: Alertar o pessoal sobre spoilers.
    Vocês comentaram sobre o final da saga Mistborn sem nenhum tipo de alerta e eu tive que tirar o meu fone de ouvido como se eu estivesse queimando peltre. Como eu estava no trabalho todos se assustaram e pensaram que eu estava louco… Então tive que inventar que tinha um inseto no meu ouvido…
    Ainda estou lendo o terceiro livro da saga. Inclusive estou ansioso para ouvir o podcast de vocês sobre o herói das eras.

    • Murilo, antes de mais nada mil desculpas nós realmente nem percebemos isso. Sempre tomamos o maior cuidado pra avisar sobre spoilers! A propósito, você pode me passar mais ou menos em que minuto cometemos essa gafe?

      • Murilo Rodrigues

        Opa… foi no 01:02:14

        • Acabei de conferir lá e pode escutar sem medo, eu não dei spoiler. Fiz um comentário de que algumas pessoas podem ficar insatisfeitas com o final mas eu não revelei nada.

    • Timóteo Rezende Potin

      Não teve spoiler nenhum não cara, pode ficar tranquilo.

      • Murilo Rodrigues

        Poisé… O thiago me falou… Então eu terminei de ouvir…

  • Gustavo Firmiano

    Nem terminei de ouvir o cast mas já tive que vir aqui comentar. A explicação sobre pessoas introspectivas foi muito boa, é assim que nós nos sentimos, precisamos descansar sozinhos. E o ponto em estar sozinho é exatamente o apontado, não é necessariamente ficar longe de todos, mas somente sem interação social.

    • Acho que o pior problema de ser introvertido hoje em dia é o fato de as pessoas não entenderem o que isso significa. Já perdi as contas de quantas pessoas que me falam “você não é introvertido! Nunca vi você ter problemas pra falar em público”. Bom, espero que esse papo tenha feito você não se sentir tão sozinho como um introvertido 🙂

  • Timóteo Rezende Potin

    Olá pessoal! Excelente cast, como de praxe.

    Antes de mais nada, salva de palmas para a explicação sobre as pessoas introvertidas!!

    Dito isso, eu estava aqui escrevendo um text wall, dps eu vi que tudo que eu ia escrever podia ser resumido em “Concordo com tudo que foi dito no cast”.

    Assim como vocês sou um grande fã dos personagens de moral duvidosa e tenho raiva de certos personagens que deixam de fazer uma coisa que vai ser muito melhor para eles mesmos para fazer algo que seja “a coisa certa”. Eu quero mais é que o personagem aperte o maldito botão vermelho que vai matar uma pessoa aleatória no mundo por um milhão de dólares, e ainda pergunte “Hein, se eu apertar mais vezes continua funcionando?”.

    Além do Sanderson, Bernard Cornwell também é muito bom em criar esses personagens. O protagonista de As Crônicas Saxônicas, Uhtred, e o protagonista de As Aventuras de Sharpe, Richard Sharpe, são os exemplos clássico, mas quase todos os livros dele existem personagens que possuem essa moral duvidosa, o que é maravilhoso!

    Thiago perguntou sobre livros onde o personagem começa como um herói e fazendo tudo certo aos olhos dele e no final a gente descobre que o cara é o vilão que fodeu com a vida de todo mundo. Bom, livros eu infelizmente não consigo recomendar algo assim pq eu também estou na procura. Mas, no mundo das séries, temos a melhor série de todos os tempos, Breaking Bad, para preencher essa categoria. Se vocês ainda não assistiram, é exatamente isso que você está procurando!

    Outra obra (em outra mídia) que tem personagens com moral bem duvidosa é Death Note. Sério, coisa linda.

    Indo para os video-games, temos o maravilhoso Red Dead Redemption! Meu jogo favorito em termos de história EVER!

    E como eu estou recomendativo hoje, vou recomendar mais uma série que também trata de personagens com moralidade duvidosa e são meu top 2 e top 3 de séries: Mad Men e Black Mirror. Se vocês não conhecem, eu recomendo MUITO fortemente as duas. Principalmente pro Thiago que curte muito sci-fi, Black Mirror é a melhor série sci-fi da atualidade! De longe!

    • Rapaz, Death Note é muito bom! Breaking bad eu tenho que continuar assistindo (parei na 2a. temporada) e Red Dead Redemption (embora o herói seja mais um anti-herói que um herói de moral duvidosa) é um jogo que eu adoro (não estou me aguentando pra ver um trailer da continuaçãoo/)

  • Timóteo Rezende Potin

    Ah, só a titulo de curiosidade, posso estar errado, mas se não me engano quem traduziu Coração de Aço foi a Isa Prospero, que ta sempre aqui nos comentarios…

    • Isa Prospero

      Cara, acabei de vir aqui comentar o ep! hahah

  • Isa Prospero

    Fala, Thiago e Mel!
    Começando sobre a tradução de Coração de aço (e nem porque sou a tradutora nesse caso, já que é a editora que decide essas coisas): acho que mesmo que o livro não fosse YA, os nomes deviam ser traduzidos, sim. Pra mim um livro traduzido deve ser pensado para o público da língua alvo, que não tem obrigação de entender a língua original e pode perder muito do conteúdo quando os nomes têm significado, o que é frequente na fantasia, e a gente vê desde Tolkien até Sanderson. É claro que nem sempre dá pra traduzir tudo e às vezes o tradutor faz uma mistura que pode ou não agradar ao público (a tradução de Crônicas de gelo e fogo é um exemplo, a série é bem difícil de traduzir nesse sentido), mas, quando é possível, defendo a tradução. Afinal, a versão em português não é pra quem já leu em inglês (acredito que são poucos os que compram o livro já tendo lido em inglês) e a ideia da tradução é disseminar a literatura para um público o mais amplo possível. Além disso, esse estranhamento quando vc lê um livro em duas línguas acontece no outro sentido também (quando vc começa uma série em português e passa pro inglês – tive isso com Harry Potter), sem contar entre diferentes traduções para a mesma língua (já vi pessoas defendendo apaixonadamente uma tradução de Senhor dos Anéis ou Duna contra outra, por ex.). Enfim, também foi divertido traduzir os nomes de Épicos hehehe. [fim do textão]

    A Mel mencionou a V.E. Schwab: vcs já leram A darker shade of magic? Gostei muito desse livro e da continuação. É um YA, a premissa é um universo com várias Londres alternativas, e os personagens são bacanas. Uma leitura rápida, recomendo!

    Sobre o assunto do cast: hoje em dia também sou bitch de heróis clássicos, rs. Adoro um Kaladin da vida, possivelmente porque eu jamais seria assim, e também porque gosto de torcer por pessoas boas. Mas ser nobre não significa ser idiota também, nem que o personagem tenha que ser chato. Se o autor cria uma pessoa complexa/tridimensional, ela pode ser nobre sem ser um tédio. Acho que o Brandon acerta nisso, gosto muito dos protagonistas dele. Quanto ao David em especial, gosto que em Tormenta de fogo (lidem com esse título agora!), ele mesmo questiona suas ações e a moralidade do que está fazendo… e daí vai lá e faz a coisa mesmo assim. Vc vê um lado mais ~sombrio~ do personagem. Sobre o personagem de Stormlight que fez algo moralmente questionável: vcs tão falando daquele que [SPOILERSSSS DE WORDS OF RADIANCE] mata aquele fdp no final? Porque eu jamais pensei em considerá-lo um vilão, inclusive é um dos meus preferidos, mesmo sabendo que o que ele fez não foi exatamente honrado. Só sei que o amo e vou defendê-lo, rs. Mas vcs têm razão, é complicado estabelecer essa linha entre herói/vilão/anti-herói, muitas vezes é só ponto de vista. (E pra uma discussão bem mais leve sobre esse assunto, recomendo uma HQ que li hoje, Nimona, sobre uma menina que vai virar aprendiz de um vilão. É MUITO FOFO.)

    Pra terminar, também sou do time dos introvertidos. High five!

    • Preciso vir aqui me retratar quanto a tradução (e não é porque você é a tradutora) 🙂

      Minha reação ao título traduzido é muito mais ligada ao fato de eu ter conhecido a história com o título em inglês do que qualquer outra coisa. Como eu mencionei, eu entendo a necessidade da tradução e depois de refletir muito sobre esse assunto (acredite, eu fui questionado por isso muito mais do que eu achei que seria :P) eu acredito que a decisão da editora foi acertada.

      Eu acho que eu tenho um “ranço” com traduções de títulos porque viví ativamente a década de 80 aonde elas eram feitas a moda caralho (até hoje não superei “Os Fantasmas se Divertem” ou “O Vingador do Futuro”).

      Agora, algo que precisa ser dito sobre traduções. Muitas pessoas não entendem que traduzir um livro não é simplesmente converter as palavras da língua original para o português, o processo que todo mundo chama de tradução, na verdade, é chamado de “localização”. Aqui você pode me corrigir se eu falar alguma besteira, mas até onde eu sei, quando uma “tradutora” pega uma obra, ela tem que adaptar todo o contexto para o país de destino. Ou seja, todas as piadas e trocadilhos do texto, tem que fazer sentido para as pessoas que vão ler o texto “traduzido” e isso é algo que as novas traduções estão fazendo de muito bom! Talvez o pessoal aqui seja muito novo pra lembrar, mas no filme original do Robocop tinha uma piadinha que depois de traduzida ficou: “Eu não pago nem 1 dólar por isso!” ou algo do gênero. Essa expressão nunca fez sentido no Brasil e eu aposto que se hoje isso fosse traduzido, nós teríamos algo muito mais ligado com o nosso idioma e sociedade.

      Enfim, eu queria dizer que a tradução das obras é algo extremamente importante e embora alguns de nós tenham se afeiçoado com as palavras na língua original, não a mudança delas que vai denegrir o texto, muito pelo contrário, essa tradução vai ajudar mais pessoas se conectarem com aquela história que tanto amamos!

      Ps. Achei “Tormenta de Fogo” muito mais maneiro que “Coração de Aço” 😛

      • Isa Prospero

        Fala, Thiago!

        Agora imaginei os títulos estilo anos 80, pensa que lindo: “Um Épico da pesada”! Vou sugerir pros próximos.

        Sempre que ouvi falar de localização se referia mais à tradução de games, softwares, sites, textos técnicos ou coisas assim. A questão de adaptar aspectos culturais está sempre presente na tradução de livros também, mas não é regra adaptar para a nossa cultura. Em ficção, atualmente, acho que a tendência é mais o contrário: tentar se aproximar da cultura de partida (o termo mais comum pra isso é estrangeirização – o contrário de domesticação, que é quando a tradução adapta as referências). O problema é manter a coerência: num livro que se passa em Nova York, não faria sentido mudar dólares para reais, a não ser que se trocasse o cenário inteiro, o que já seria praticamente uma reescrita da obra, e pode-se até questionar se é tradução do livro ou não. Mas é muito comum trocar as unidades de medidas – converter milhas para quilômetros e tal. (No entanto, traduções de autores russos da 34, por ex., mantêm as unidades do século XIX, como verstas, e inserem notas de rodapé explicando o que isso significa, assim como explicações para termos de vestimentas, alimentos e outras coisas. Eles provavelmente julgam que o leitor que lê essas edições quer se aproximar da cultura russa e mergulhar naquela realidade, e por isso inserem notas na ficção, o que muitas vezes você ouve que “não se faz”. Nesses casos também estamos falando de algumas coisas que simplesmente não existem na cultura brasileira, conceitos inteiramente estrangeiros, então “adaptá-las” seria descaracterizá-las totalmente.) Em literatura infantil, é bem mais comum haver essa adaptação, porque se considera que referências culturais que não são da realidade da criança atrapalham a leitura e podem afastar o leitor (mas, como nada é consenso, também já li artigos contra isso e defendendo manter referências estrangeiras para crianças, sim, e elas que lidem com isso).

        Enfim, cada livro tem os seus dilemas e as decisões tomadas não vão agradar a todos, mas pra haver literatura traduzida é preciso assumir o risco… aí está a beleza da tradução 😉

        Abraço!

        PS: Eba! Foi o que mais demorou pra ser decidido.

  • João Farias

    Thiago, quanto ao cara que é herói na própria cabeça mas que acaba sendo o bad guy no final, não há um livro, mas um mangá. Dois, na verdade. O principal, Magi the Labyrinth of Magic. E o spin off, que conta a história justamente desse personagem, Magi: Adventures of Sinbad. O personagem, Sinbad, é exatamente como você descreveu, e os dois mangás são excelentes, fica a dica aí.

    • Excelente dica. Vou conferir!

      • Gabriel Augusto

        Excelente historia personagem que tem um desenvolvimento magnifico e são muito bem construídos e mitologia arabe ou seja muito foda.

    • Gabriel Augusto

      Magi é otimo cara, e posso dizer que tanto o simbad quanto o koen ambos pensam que tudo o que fazem é a coisa mais correta, ambos são bem cinzas. Me animou a voltar a ler antes que acabe.

      • João Farias

        Verdade, tem o Koen também. Mas o Sinbad tem um mangá inteiro contando como ele passou de uma criança ingênua a quem ele virou.

  • Marco Antonio de Oliveira Sant

    Caras, por que vocês começam a discussão do assunto com 40 min de podcast??? WTF??? Tem quase mais tempo de coisas fora do assunto do que de tempo do assunto. Que tal dar uma enxugada nos podcasts? Não sei se isso foi culpa do editor, mas é bizarro.

    • Olá Marco! Bem vindo ao nosso cast!

      Eu não sei a quanto tempo você nos acompanha mas acredito que seja a bem pouco. O Agentes do L.I.V.R.O. tenta ter um formato diferente dos outros casts literários e o que você reclamou é exatamente o que nossos ouvintes gostam. No decorrer desses últimos quase 4 anos nós tivemos muita interação com nossos ouvintes e um dos comentários mais frequêntes que temos é de que todos gostam da sessão de “O Quê Lemos”. Esta sessão, é aonde podemos falar dos livros (bons ou ruins) que temos lido mas não vamos despender um episódio inteiro pra eles. Pense que isto é uma forma de recomendações mensais para todos vocês.

      Dito isso, na tentativa de agradar a todos que se interessam pelo nosso trabalho, nos últimos episódios (incluindo este aqui), nós temos disponibilizado marcação de capítulos nos arquivos do cast. Caso você tenha algum player que suporte essa feature e você não queira ouvir nossas recomendações é só pular para o próximo bloco!

      Nós também estamos dedicando um episódio inteiro a um único livro aonde não falamos de mais nada, talvez esses episódios sejam mais interessantes para você.

      E por fim, recomendo dar uma escutada no episódio 70, aonde falamos de como o Agentes do L.I.V.R.O. funciona e o que você pode esperar do cast de agora em diante.

      Espero que essa estranheza com o nosso formato passe e que você se torne mais um ouvinte fiel do nosso cast!

      ps. Não temos editor, tudo no Agentes do L.I.V.R.O. é feito por mim ou pela Melanie :).

    • Só um complemento ao que o Thiago mencionou, o foco do nosso cast sempre foram as leituras da semana, tanto que em episódios mais antigos você vai ver que as sessões de discussões não existiam! Achamos que não temos tanta envergadura moral para fazer discussões gigantescas, mesmo porque já existem vários podcasts que fazem isso muito melhor do que nós. As temáticas estão no cast com o intuito de incitar conversas e, quem sabe, até recomendações de livros!

      No mais, como o Thiago já disse, pedimos desculpas se a edição dos episódios lhe parece não-polida. Nós dois somos os responsáveis pela edição e revisão de cada um deles, e a escolha de formato que nos pareceu melhor foi justamente essa: uma sessão de e-mails, seguida de uma em que falamos do que estamos lendo, depois uma sessão do que estamos querendo ler, um pequeno aviso de qual será o livro do mês e, por fim, a tão famigerada discussão. Estamos cientes de que não estamos nem perto de fazer um trabalho profissional, mas é algo que gostamos de fazer por hobby!

      • Marco Antonio de Oliveira Sant

        Então, foi o primeiro episódio que eu ouvi, mas agora já baixei vários no celular pra ir ouvindo aos poucos. Onde que tem tantos podcasts sobre literatura que você falou? Eu só conheço esse aqui e o Gente Que Escreve… seria legal saber…

        Então, a parte técnica da edição eu achei muito boa sim. Toca AC/DC, Deep Purple, Led Zeppelin… é que eu nunca vi um podcast nesse formato antes…

  • Daniel Batista

    Meu Deus, esse podcast é tão bom. Queria me casar com a voz da Melanie. <3
    Conheci vocês através do Cabulosocast(que, por sinal, também é maravilhoso)

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