Neste episódio, Melanie e Thiago conversam sobre outras formas de se contar uma história que não seja em um livro!

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Leituras da Semana

  • Melanie
    • Adeus às Armas, Ernest Hemingway
    • Eu Te Darei o Sol, Jandy Nelson
  • Thiago
    • Shadow and Bone, Leigh Bardugo

Para Ler

  • Jefferson dias

    Na area de jogos:
    Eu gostaria de poder mudar a historia sendo contada, em vez de ficar olhando aquele CG bonito do vilão rindo, eu quero enfiar a mão na cara dele e isso provocar uma mudança na história, um game over, ou um felizes para sempre prematuro. Esse modo passivo que os desenvolvedores estão sempre mostrando já ta ficando cansativo. Eu quero criar minha própria historia dentro daquele mundo e foda-se o roteirista que ficou 2 anos pensando no plot.
    Tipo eu quero que na hora do sephiroth for enfiar a espada na aeris, eu possa mudar o acontecimento e:
    -a propria aeris se salva;
    -aeris mata o sephiroth;
    -cloud salva aeris…e talvez mate o sephiroth;
    -cloud morre;
    -etc etc….
    ….que tenha muitas opções pra escolher e essas escolhas influenciem no decorrer da nova historia que vai ser contada dependendo do que eu escolher, mas não quero aquelas opções predefinidas que eles mesmos colocam durante o desenvolvimento, a própria comunidade ira criar as opções e elas vão ser incorporadas a história principal desencadeando novas escolhas e talvez mudando o final radicalmente.
    Isso seria um modo diferente de contar a história, quando aquela pessoa PODE realmente interferir nela.

    Isso já acontece bem precariamente hoje nos jogos de PC, quando as desenvolvedoras permitem ou facilitam o processo. Quando não acontece, os fãs tentam criar essas histórias…e depois vem a desenvolvedora e fala que não pode utilizar o material porque é protegido e blá blá blá

    • Fala, Jefferson!

      Eu acho que no caso específico dos jogos é BEM mais difícil conseguir esse tipo de efeito por conta das limitações técnicas. No seu exemplo do FFVII especificamente, criar essa gama de opções implicaria em ter que criar uma árvore de decisões a mais que implicaria em conseqüências para cada uma dessas escolhas, visto que isso impactaria diretamente no decorrer de todo o resto da história. Se a Aeris conseguisse se salvar, teriam que ser criadas diversas árvores de diálogo para que ela expressasse as próprias opiniões no restante da história. Os outros personagens também precisariam de mais opções de diálogo para reagir ao que ela diz. Se ela matasse o Sephiroth, pior ainda, porque isso acarretaria na morte de um personagem que é chave para o desenvolvimento do restante da história e dos próximos eventos. Idem se o Cloud morresse, etc. Não só isso: fazer um jogo aberto demais talvez até acabasse com a liberdade narrativa de quem fez a história. Existe um limite nas coisas que um roteirista pode fazer com sua história. Não só isso: existe um budget para fazer tudo isso. Por mais que muitas developers tenham feito verdadeiros milagres com a quantidade de dinheiro que elas têm disponíveis, jogos continuam sendo bastante caros e demorados para fazer. Acho que eles têm um jeito um pouco mais engessado de contar uma história. O que cabe a eles é contar a história de um jeito bom, e nisso eu novamente cito o jogo Spec Ops: The Line, que não diz que você tem mais opções para prosseguir com a sua narrativa. Ele deixa que você mesmo decida como a história progride, mas usando os próprios elementos do jogo. Isso dá um ar um pouco mais aberto, mas não deixa de contar uma história ótima.

      Embora eu não trabalhe na área, já trabalhei com programação de jogos, então eu tenho uma idéia do trabalho que dá fazer um jogo fluido, não só em questão de jogabilidade, mas também no aspecto narrativo. A natureza do jogo já é algo bastante aberto: você nunca sabe o que esperar do jogador. Pegue o Silent Hills P.T., por exemplo. Você praticamente só tem um corredor que passa sempre pelo mesmo caminho. Como contar uma história boa quando tudo que você tem é um corredor que passa sempre pelo mesmo lugar? Como fazer o jogo reagir quando o jogador, ao invés de seguir em frente, resolve voltar todo o caminho? São muitas as opções na árvore de decisão que você tem que programar e adequar de acordo com aquilo que você quer fazer, seja contar uma boa história, seja fazer um jogo gostoso de se jogar.

      • Jefferson dias

        Basta que o desenvolvedor abra o jogo, ele da o inicio, mais ou menos o meio e talvez um fim, os fãs é que vão criar o resto, se for bem feito vai ser implementado no jogo oficialmente como uma expansão…. Ou seja um MOD como já é feito hoje em dia.
        A desenvolvedora faz a historia dela sem problema, do jeito que quiser, mas abre a possibilidade para ser criada outras histórias dentro daquele narrativa, mudar a narrativa para que se chegue no mesmo lugar até, as melhores entrarão em uma votação e as que ganharem vão para o jogo.
        Não quero prejudicar ou desmerecer quem fez a história original, mas eu quero ter um poder de decisão muito maior que o próprio escritor imaginou que seria possivel.
        Ficar olhando pra tela sem poder fazer nada….é chato. não especificamente no FF7, em muitos outros jogos, na ora do CG/cutsene eu quero ter a opção de mudar alguma coisa, nem que isso me leve a um game over prematuro só porque eu escolhi uma opção “errada”, mas ter esse artificio de mudar o acontecimento é muito bom, faz você se sentir mesmo dentro daquilo.
        Antigamente nos jogos tinha aqueles com vários finais diferentes, mas ainda assim é pré definido, “eu” quero uma forma de fazer um final realmente diferente.
        O developer não precisa gastar mais orçamento pra criar novos pontos de decisão, os fãs faram isso, mas não é qualquer Zé mané, tem que ser minimamente bem feito, depois é decidido se vai ser cobrado ou não, ou quanto vai ser.
        Eu gostaria de mudar muita coisa nas historias que vejo, já imaginando como poderia ser alterado.
        Os fãs de star wars(meio) que fazem isso na já “não oficial linha de narrativa do universo expandido”
        É possível, com certeza tem mercado e gente disposta, mas precisa da colaboração dos dois lados pra funcionar.

        • Então Jefferson, eu adorei a sua idéia mas tem algumas coisas que não entendi. Mas antes de começar esse assunto permita-me esclarecer um ponto:

          A proposta deste episódio foi discutir sobre formas diferentes de contar uma história. Quando gravávamos esse episódio eu fiquei bem receoso de mencionar RPG porque este é muito mais um formato para se *criar* histórias do que contar, mas aí lembrei que o mestre do jogo tem o poder de direcionar os jogadores para que esses percorram a história *pré-definida* por ele.

          Bom, com isso fora do caminho vamos a sua idéia que, embora não se enquadre no quesito *contar histórias*, ainda assim é muito boa!

          Primeiramente eu concordo com a Melanie quando ela diz que a complexidade de programação necessária para permitir tamanha liberdade ao jogador é muito alta para estar disponível agora. MAS…

          Você falou que seria fácil atingir isso simplesmente *abrindo* o jogo e é aqui que eu tenho minhas dúvidas:

          1. Como que os jogadores iriam animar os personagens para fazer o que eles querem? Suponha que você deseje enfiar a faca no pé de um inimigo e a animação para ajoelhar e golpear o chão não exista. Como resolver esse problema? Assumindo que vc ignore isso, como animar cada inimigo para responder a esse novo ataque?

          2. Como fazer os dubladores do jogo falarem algo que o jogador quer? Imagino que você sugerirá algo como TextToSpeech, mas como eu trabalho com isso aqui na Amazon posso te adiantar que não é possível criar um vocabulário para cada voz dublada a não ser que vc tenha alguns Petabytes disponíveis no seu computador e uma conexão rápida o suficiente para baixar essa quantidade de dados.

          3. Uma vez que o jogador tomou uma decisão diferente da esperada e a árvore de decisões do jogo foi destruída, como criar essa árvore dinamicamente?

          4. Assumindo que sua proposta não seja criar tudo dinamicamente, como um jogador poderia alterar regras do jogo que envolveriam alterar o código fonte do mesmo?

          5. E o mais importante: Pra convencer uma empresa que vive de vender a sua propriedade intelectual, como eles poderiam ganhar dinheiro com isso?

          Veja, eu acho a sua idéia maravilhosa mas não consigo achar uma forma de tornar isso realidade! Hoje em dia já é perfeitamente possível fazer o que vc quer, é só pagar os royalties do produto para a empresa detentora dos direitos (assumindo que você convença eles a liberarem isso a você), animar movimentos novos, pagar os dubladores para falarem o que você quer e reprogramar o jogo para responder a regras que você deseja!

          Existe uma ilusão no mundo que acredita que se uma empresa abrir mão de sua IP, ainda assim tem como ganhar dinheiro, mas a realidade é um pouco mais sombria que isso.

          • Jefferson dias

            É ta saindo mesmo da ideia do podcast, mas vamus lá:
            1-voce tem a possibilidade de extrair aquele objeto/personagem dos arquivos do jogo, colocar em um programa e criar uma animação, retrabalhar para criar uma nova animação que não existia, os modders fazem, os ROM hackers fazem isso,……minecraft tem um pouco disso, isso não seria tão difícil desde que se saiba fazer.
            2- aqui você tem um ponto muito valido, arquivos de audio são um problema bem grande nesse fator de modificação….
            Mas algumas pessoas são criativas dentro de suas limitações e conseguem criar histórias com o que já tem. Exemplo aqui nessa playlist, onde é contado uma historia com personagens do jogo, personagens diferentes e utilizado os próprios arquivos de audio do jogo e mais alguns que eu nem sei se já existiam.
            http://youtu.be/ICIbdrhb–w?list=PL7wO-DqPSsWIN_NOKPP7EmNDdO4ynEuAP
            Isso que vem de um jogo que nem historia tem, mas a criatividade tem de sobra.
            3- não precisa ser dinâmica exatamente, ele pode seguir uma linha central, mas o modo como eu vou chegar lá na frente, esse vai ser alterado. Isso pode ser um requisito do desenvolvedor, ele libera a modificações mas elas ainda tem que seguir um script pra não distorcer demais a ideia inicial…ou não. O desenvolvedor tem como criar uma ferramentas para que as modificações sejam feitas, vai depender dessas ferramentas e da(s) pessoa(s) que estamos fazendo isso.
            4- o anterior já meio que responde esse também, desenvolvedor ajudar a coisa flui naturalmente.
            Não precisa ser um Mario kart dentro Mass Effect, ai já seria pedir demais e sai da proposta grosseiramente.
            5- eu fiz ali um mod pro seu jogo, mando pra você ver como ficou, você aprova ou não e tal…aprovou, OK! Provavelmente o meu não vai ser o único.
            Coloca em votação qual modificação vai entrar no jogo oficialmente e se ela “vai ser paga ou não”.
            Isso até deu polêmica no ano passado com a Steam resolvem lançar os mods pagos, mas o pessoal não gostou da ideia, já que a cultura estabelecida era que os mods são sempre free!
            Se você anuncia que isso vai ser parte do jogo antes de ele ser vendido, que você pode criar coisas para o jogo tal e vender esse seu esforço por um preço X não abusivo, a desenvolvedora pode ficar com uma parte do valor.
            Essa polemica dos mods pagos no steam foi exatamente isso, a Bethesda, que é uma desenvolvedora, queria dar mais apoio aos modders de jogos que gostam de criar modificações para os jogos da Bethesda. Ela facilitou o modo como essas modificações são feitas e implementadas nos jogos, autorizou que isso fosse comercializado dentro da loja do steam desde que a Bethesda ficasse com uma porcentagem da venda desta modificação.
            Isso já é uma tentativa, só que como foi feito é o problema, a galera não aceitou muito bem a ideia e foi removido depois.
            Isso tem que ser pensado e anunciado antes dos jogo ser lançado. Você ainda vai precisar ter o jogo base para poder criar e “vender” a sua modificação.
            Dependente da desenvolvedora, isso tem egos muito grandes envolvidos no meio disso. É uma ideia que é 100% possível, que já é feita a muito tempo informalmente, mas se as pessoas com o poder ajudassem, seria muito melhor que a cultura do DLC que as desenvolvedoras querem empurrar pra cima dos players e “uma forma diferente de contar a historia original já escrita por alguem”.

  • Timóteo Rezende Potin

    Excelente episódio pessoal. Só um comentário quanto aos jogos que eu quero citar os meus dois favoritos em termos de história: Red Dead Redemption e Dishonored. Só quero dar a sugestão mesmo. Se alguém não jogou, recomendo fortemente que procure esses dois.

    Sobre o comentário que fizeram no início do episódio sobre A Roda do Tempo, não precisa ficar com medo não. A série realmente tem um ritmo um pouco mais lento do que a maioria dos livros do Sanderson, mas o universo é riquíssimo (sério, lendo metade do primeiro livro vc já consegue perceber isso). Tenho certeza que essa série foi uma das principais influências do trabalho do Sanderson (não por acaso ele foi escolhido para finalizar ela), principalmente em Stormlight, que é onde vc percebe a maioria dos elementos em comum. O único “defeito” da série pelo que eu vejo o fandom comentar é que em um dado momento o Jordan se “apaixona” demais pelo próprio mundo, meio que esquece de progredir com a história principal e fica só explorando o mundo que ele criou.

    • Fala, Timóteo!

      Ambos estão na minha lista! Eu já tomei spoiler de Red Dead Redemption e, pessoalmente, não sou a maior fã dos jogos da Rockstar, então estou me enrolando bastante para jogar (embora eu ache que o Thiago já zerou). Dishonored eu tenho já faz um bom tempo e estou precisando zerar antes que saia o 2!

      Pessoalmente, eu acho que o Thiago não vai ter problemas com A Roda do Tempo porque ele é doido por universos. Eu sinto que vou ter um pouco mais de problemas, porque eu admito que sou um porre com personagens em termos gerais. Mesmo assim, a série inteira está na nossa lista e eu quero acreditar que ainda esse ano vamos falar pelo menos do primeiro livro!

      • Timóteo Rezende Potin

        Jogue mesmo! Eu considero Dishonored um jogo meio injustiçado pelo público. A crítica dele é altíssima, mas eu nunca entendi pq ele não se tornou um fenômeno do nível de Skyrim e outros jogos. Acho que a única coisa que explica isso é o fato de ele ser single player e não ser um rpg infinito como é Skyrim, mas como um jogo com uma narrativa é um dos melhores que eu já joguei. Lembro de ter terminado o jogo, ter ido correndo jogar as expansões e tomar um susto, nas expansões vc joga com outro personagem e em uma narrativa paralela à da campanha principal, e no meu caso, mudou completamente a visão que eu tinha de alguns personagens do jogo e me fazer pensar “Meu Deus!! Como eu tive coragem de matar esse cara! E deixei esse viver!! Não acredito!” resultado: tive que jogar outra vez a campanha pra “corrigir” algumas ações e “moldar” melhor a história. Foi um dos jogos que mais me prendeu à narrativa e mais me surpreendeu com essas mudanças de perspectiva.

        Sobre a Roda do Tempo, eu realmente já consigo antever o Thiago pirando com o universo. Mas vocês vão se amarrar, pode ter certeza. Estou terminando o primeiro livro e entrando em depressão por não ter o segundo em mãos (geralmente não compro a série inteira de uma vez, sempre pego o primeiro e leio para ver se gosto). Por sorte o próximo da lista é Words of Radiance, então acho que estou bem servido.

  • Muita nostalgia envolvida nesse podcast!
    Antes de começar, ô Thiago tu leu The Case of Charles Dexter Ward? Não desista ainda de Lovecraft se não leu esse conto ainda hehehe.

    Na minha infância eu tive vários dos livros que vocês citaram do tipo escolha a sua aventura, eles eram da coleção “Enrola e Desenrola” publicados pela editora Ediouro, eram muito bom porque realmente eram interativos e nos fazia mergulhar naquela traminha, perdi muitas horas imersos neles.

    Em relação ao Kindle Oasis eu me assustei, sempre fico de olho nos lançamentos de e-readers e dessa vez não entendi muito bem o que fez a Amazon a lançar o Oasis, se tratando de preço é muito absurdo em relação que ele oferece, não tivemos melhoras como foi a criação do paperwhite para cobrar esse tamanho aumento, e essa alta do dólar melhora ainda mais a situação, por enquanto deixa meu paperwhite velhinho por aqui.

    Eu sempre fui fascinado por RPG pela qualidade de historia que ele esse genero pode oferecer, sendo de ‘papel’ ou eletrônico, joguei por um bom tempo Gurps e D&D, uma pena eu nunca ter arrumado um grupo para jogar Vampiro, apenas li os livros e o Livro de Nod é uma coisa fabulosa, a Mel já deve ter lido, então deixo aqui a dica para o Thiago.

    Quanto ao Chrono Trigger foi um dos rpgs que mais joguei na vida, jogava tanto todo dia que até minha assoviava as músicas dos jogos, no dia que forem fazer um episódio sobre ele, por favorzin me escalem no time (pleeeeeeaseeeeee *insira foto do gato de botas aqui*) e realmente o cartucho no DS é muito raro e caro de achar, aconselho a Melanie jogar no celular se for o caso.

    Aproveitando o espaço e a nostagia, vocês viram que saiu o filme “Escaravelho do diabo” baseado no livro da Lúcia Machado de Almeida que faz parte da coleção Vagalume, que tal um episódio sobre ele?

    Grande abraço.

    • Kijófeeeeee!!!

      Quando o Thiago mencionou o lance do componente a mais, eu tentei mudar um pouco a minha perspectiva com relação a isso e tentei também pensar do lado da empresa. Eu ACHO que por mais sutis que tenham sido as mudanças do Oasis com relação aos modelos anteriores, a quantidade de pesquisa que precisou ser feita com relação ao design do próprio aparelho foi grande o suficiente para eles chegarem à conclusão de que esse seria o preço justo a se cobrar. Por mais que a gente veja que as mudanças foram poucas com relação ao modelo anterior, eles ainda precisaram colocar uma quantidade relativamente grande de trabalho para fazer essas pequenas mudanças: é o formato mais anatômico, é a maneira como Kindle reage à maneira como o leitor usa o aparelho. É tipo trabalhar com programação: a questão não é o tanto de linhas de código que você digitou, mas o tempo que você levou para chegar àquela linha de código. Mas não sei, eu estou falando isso em toda a minha inocência.

      Eu já devo ter ouvido falar dO Livro de Nod na época que eu jogava, mas não cheguei a ler, não. Eu não estava TÃO presa no lore de Vampiro para ir atrás de mais material (mesmo porque na época aquilo custava mais do que eu podia pagar).

      Cara, eu não lembro se a PSN chegou a lançar o PSN One classics do Chrono Trigger (aliás, ele não tava no FF Anthology?). Se lançou, deve ter a versão para eu jogar no PSP, a questão agora é o tempo!

      Sério que saiu o filme do Escaravelho do Diabo?? Eu lembro que tinha achado o desfecho inesperado na época que eu li. Seria legal fazer um episódio não só sobre esse livro especificamente, mas sobre todos os livros da série que lemos. O problema é que já faz tanto tempo que eu li que eu não me sinto confiante para fazer um episódio inteiro sobre eles. =X

      *brofist*

      • Felipe Proto

        O Livro de Nod é a única coisa que vale a pena ler d’o universo de VtM. E falo isso do alto dos meus 12-or-so clanbooks e clan novellas aqui…

  • Isa Prospero

    Olá, caros!

    Não acompanho muita coisa que não esteja no formato de livros, mas sou apaixonada por Night Vale! É uma daqueles coisas impossíveis de descrever – vc tem que ouvir pra entender – e eu recomendo pra todo mundo o tempo todo, rs (até traduzi os primeiros episódios, só parei pq não tenho mais tempo :p). E por acaso acabei de ler o livro do cast, não sei se vcs viram. É bem legal, consegue manter o clima absurdo do material original e explicar alguns aspectos do podcast.

    Adorei o parênteses sobre pedantismo literário. Concordo inteiramente! <3

    E não tenham medo de Roda do Tempo! Tô bem feliz que vocês vão ler! A galera fala que é parado, mas quando eu li foram os 13 primeiros sem parar pra respirar. O primeiro é uma fantasia bem ~clássica (o que não é necessariamente ruim), mas os seguintes já ficam mais diferentes. Amo muito esse mundo e os personagens. E quero ver a reação de vcs aos livros do Brandon – eu o conheci por causa da Roda do Tempo, e quando peguei o primeiro livro escrito por ele tive um choque, porque é MUITO diferente (mas vc se acostuma, achei que ele fez um bom trabalho – tanto que fui atrás dos livros dele depois). Enfim, vai ser uma jornada interessante!

    Beijos!

    • Fala, Isa!

      Meu deus do céu, um monte de gente falamos sobre Night Vale, preciso escutar um dia desses!

      Qual livro? Warbreaker?

      Uau, já leu os 13 livros dA Roda do Tempo? Então acho que teremos bastante o que comentar quando lançarmos o episódio do primeiro livro!

      • Isa Prospero

        Opa, não me expliquei direito – saiu um livro de Night Vale! Ele se passa na cidade do podcast mas é em terceira pessoa, diferente do podcast em si. Vcs deviam muuuito ouvir, recomendo!

        Li, sim! Aguardo ansiosamente esse episódio 😀

  • Vicente Aguiar

    Olá Agentes!

    Começando pelo Kindle, eu tenho o mesmo problema já pra migrar do Kindle 4 (o meu nem o touch é) que comprei em 2013 pro PaperWhite. Não consigo justificar nem pra mim mesmo gastar 480 reais nele, considerando que eu uso muito, mas a falta da luz não me atrapalha em nada.

    Uma forma de contar história que nem vcs nem a galera dos comentários citou: MÚSICA!
    Tanto músicas inspiradas/baseadas em obras literárias (como Rime of the Ancient Mariner, do Iron Maiden) quanto criação própria (tipo Hallowed be thy Name, do Maiden também, que conta a história de um condenado que está em seus últimos momentos de vida antes de ir pra forca e questiona suas crenças e a morte)[obs: sim sou bitch do Iron Maiden] são exemplos de que uma história pode ser contada nesse formato também.
    O Pearl Jam fez isso na música Jeremy, contando a história de um cara que atirou numa galera nos EUA no começo dos anos 90…
    Gosto quando alguma banda faz álbum temático também, como o Sepultura fez com o Roots. As músicas têm uma temática mais brasileira, com instrumentos da nossa cultura, etc. Acho que isso se encaixa.

    Isso sem falar nas bandas do estilo que eu chamo carinhosamente de ‘metal espadinha’ (Blind Guardian, Avantasia, etc), que levam essa premissa pra outro nível.

    PS: tocaram Come on Eileen, que foda!

    Abraços!

    • Fala, Vicente!

      Eu acho que a Amazon fez um trabalho tão legal com a arquitetura do primeiro Kindle que, se você for parar para pensar friamente, realmente não há muito motivo para trocar de aparelho (a menos que ele tenha estragado de maneira irreversível). Eu ganhei o meu há quatro anos e ele continua firme, forte e funcionando! Esse é o tipo de coisa só para entusiastas MESMO, tipo a galera que não agüenta fica muito tempo com o mesmo modelo de celular.

      Verdade, não citamos música… e o pior é que eu tinha pensado nisso, mas esqueci de colocar na pauta, então acabamos passando reto por isso! E não só as bandas que você citou, Dream Theater ADORA contar histórias com as músicas deles. Eu não sou TÃO fã de DT, mas escuto direto que Metropolis é o tipo de CD que você não pode ouvir músicas aleatórias porque não faz sentido. Um banda que conta histórias em músicas e que eu gosto bastante é o Dragonland.

      Mas agora que você mencionou bandas, músicas e CDs, agora me veio à mente outra coisa: videoclips. Eu lembro que Daft Punk costumava retratar algumas histórias que me deixavam intrigada. Outra banda que está fazendo isso de um jeito bem bacana hoje em dia é o Apocalyptica, tanto que o clipe Broken Pieces, com a Lacey Sturm, é continuação direta do clipe Not Strong Enough.

      Obrigada por lembrar! 😀

  • Lucas Albuquerque

    Fala Melanie e Thiago!

    Fiquei muito feliz de saber que pude contribuir com o meu PodCast preferido! E para minha surpresa a coisa rendeu mesmo – é só olhar para os comentários abaixo.

    Contar histórias é algo que faz parte da natureza humana: fazemos isso desde o princípio dos tempos, e isso é algo que não dá pra ser removido da nosso cotidiano.

    Dificilmente hoje estamos expostos a somente um formato de história. Somos atropelados diariamente com diversas histórias. Seja através de uma música, como Vicente comentou, ou através de filmes, livros, posts do facebook, etc.

    Claro que a forma como essa história é contada é muito vai depender de diversos fatores, desde a mídia em que ela existirá, aspectos sociais, financeiros ou até mercadológicos. O mais curioso é ver o quão comum hoje em dia uma história pode trancender seu formato original. São livros que viram filmes, que viram jogos e que até ganham todo um universo expandido.

    Exemplos clássicos seriam Star Wars, Star Trek, Marvel, DC, Harry Potter e inumeros outros – até mesmo nosso querido Mistborn, que já tem versão em RPG, e futuramente terá versão para cinema.

    Quando falamos de jogos de console/pc, na minha opinião a história tem um papel importante, mas não necessariamente é a força que move o jogo; isso vai depender da proposta que o jogo traz. Particularmente gosto de jogos com histórias ricas, e Chrono Trigger com certeza se tornou um marco na minha vida, alé de (mais recentemente) The Last of Us e The Witcher 3. O último me supreendeu bastante, ainda mais porque eu li alguns livros antes de jogar.

    Já os livros-jogos de aventuras fantásticas começaram a ser publicados no brasil em 1982, e por volta de 1990 eu conheci o livro entitulado Encontro Marcado com M.E.D.O. – dai as coisas começaram a perder o controle.(Risos!)

    Quanto ao RPG em si, eu poderia passar dias aqui falando sobre o assunto e contando “causos”, das aventuras que “vivi”. Então vou só resumir: Comecei a jogar RPG em 1994, e depois de 15 anos passei por vários sistemas, dosm ais clássicos aos mais bizarros. Foram incontáveis horas que eu e meu grupo passamos imersos em uma mistura de grandes feitos, grandes cagadas, mas muita diversão!

    Enfim, existem diversos formatos de hitórias por aí, e cabe à você decidir quais farão parte da sua vida. O importante é não parar de consumir!

    Ah! Acho que uma das mais famosas histórias de RPG é a série de livros Dragonlance, que originalmente foi concebida como resultado de sessões de jogo e inspiraram diversos livros (novels) e sistemas de jogos.

    Por fim, fica aqui uma recomendação: Se tiverem accesso, procurem o livro Mage: the Ascension. Mesmo se não forem jogar, leiam o livro: a criação do mundo é fantástico, e o sistema de magia, apesar de ter suas falhas, é baseado em conceitos riquíssimos.

    Abraços!

    Lucas

  • Felipe Proto

    And here we go!

    Estou pulando toda a discussão de Kindle por que gosto do Kobo 😛

    Sobre formas alternativas de contar histórias:
    1)RPG’s são histórias fantásticas. Mesmo com o jog em si sendo a criação de uma, o mestre sempre vai voltar na próxima sessão com algo planejado, e meio que “pedir o final” para os jogadores.

    1.5) Eu tive a minha fase gotica-adolescente-olha-como-eu-sou-alternativo e joguei muito Vampiro: a Máscara e outras coisas do universo, mas sugiro o muito-subavaliado Vampiros do Oriente, que, para mim, é um dos melhores canvas onde se criar uma história interessante;

    2) Eu gosto muito de ARGs, ou Alternate Reality Games. Apesar de ter “game” no nome, eles são essencialmente puzzles gigantescos que alguém (geralmente um grupo de alguéns) colocou lá para ser resolvido e conta uma história ao final.

    3) existem jogos como “dear Esther” ou “Her Story” que são muito mais histórias implicadas (nem tão implicada no caso de Her Story”) do que jogos propriamente ditos, como são RPGs ou Bioshock Infinite

    4) Algumas scape rooms contam histórias MUITO interessantes 🙂

    5) Existe um conceito de teatro que rola em lugares amplos, como um prédio inteiro. Você pode ficar junto com o grupo, na “rota principal” ou vagar pelo prédio e ver pedaços secundários da história rolando.

    É isso. Não comento sempre, mas ouço todos! Keep up the good work!

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