No episódio de hoje, Melanie e Thiago falam sobre o primeiro livro do autor mais querido do momento!

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Elantris

  • Lucas Albuquerque

    Fala Thiago e Melanie!

    Acabei de ouvir o episódio! Parabéns! Ficou muito bom!

    Como tinha comentado, eu li Elantris ano passado, mas foi a edição antiga, e quando vi que vocês iriam usar a nova, corri para fazer o update… só que tudo foi por “água abaixo” por causa de Mistborn: Secret History! Resultado? Deixei Elantris e lado e li SoS, BoM e MSH numa porrada só!

    Enquanto ouvia o episódio de hoje, concordava com o que vocês disseram: Ter lido ou não a edição nova acabou não fazendo diferença nenhuma para esse episódio.

    Inclsive eu preciso confessar que algumas vezes acabei mudando minha nota (pra cima) depois de ouvir o podcast de vocês, principalmente por causa da reflexão que acabo fazendo de pequenos detalhes do livro.

    Isso me fez perceber que por mais que o livro seja uma experiência individual, quando compartilhamos é que ela se torna muito mais enriquecedora. Daí vem o valor dos grupos de discussões, dos podcasts de literatura e das conversas sobre o tema.

    No mais, acho que meus comentários precisariam de censura, por causa dos spoilers. Então eu deixo uma sugestão…aqui no blog poderiamos nos resumir a comentários sem spoilers, e no grupo do goodreads focariamos em comentários mais comprometedores…

    Abraços!

    • Vicente Aguiar

      Concordo, realmente ouvir e conversar sobre os livros enriquecem bem a obra.

    • Faaaala, Lucas!

      Pois é, eu vi no Goodreads que você também tá num Brandon Sanderson galore. Juro que eu me senti culpada (mas o sentimento durou só cinco segundos), mas aí lembrei que você ainda teve a sorte de não ter lido Words of Radiance (aliás, em que lugar WoR está na sua TBR? =p).

      Originalmente, queríamos ter falado bem mais da edição de aniversário, mas o episódio já estava gigantesco e, no final das contas, acabamos só tirando uma lasquinha dos extras da mesma. Mesmo assim, nada que não possa ser conferido separadamente no próprio site. Como eu e o Thiago meio que chegamos a um consenso com relação às cenas excluídas, então acabou não sobrando muito para discutir.

      Mas que bom que as discussões que expusemos no cast de hoje te ajudaram a ver a história por uma outra perspectiva! Esse foi até o motivo pelo qual resolvemos mudar a abordagem dos casts para o formato atual: sobra mais tempo para discutir sobre esses detalhes, e os livros do Brandon são ótimos justamente porque tem tanto assunto ótimo para discussão, sobretudo no que diz respeito a religião, escravidão e moralidade. Elantris foi um prato cheio para isso!

      Com relação a comentários e spoilers, como você costuma colapsar os comentários, a gente não liga muito. Até mesmo gostamos. Nós até podemos fazer tópicos exclusivos de spoilers para o Goodreads (e é aquela coisa, nossa casa é a sua casa! Se tiver alguma coisa para postar no grupo, sinta-se livre para fazê-lo!), mas não fazemos restrições porque algumas pessoas não usam o Goodreads e tal.

  • Kenichi Edilan

    Primeiro que preciso dizer que nunca fiquei esperando tanto um podcast quanto o desta semana, hoje quando cheguei do trabalho e vi que havia saído minha felicidade foi na mesma intensidade do Raoden quando finalmente descobriu o que houve com a magia de Elantris…..
    De 1 a 5 eu daria 4 para Elantris.
    Eu o li ano passado, logo após reler Mistborn: O Império Final, ainda não tinha lido o Poço da Ascensão. Tenho sentimentos conflitantes a respeito do livro porque demorei a lê-lo por achar arrastado demais. A ação começou bem tarde e eu esperava algo no estilo do primeiro Mistborn, a única coisa que me prendia era querer saber o que havia causado a queda de Elantris e o Príncipe Raoden se tornou meu personagem preferido. A cena da explosão de energia e Elantris voltando a ser o que era quase me fez chorar de emoção e eu pensei que valeu por toda parte arrastada do livro.
    Como sempre, o sistema de magia é primoroso e tem o selo Sanderson de qualidade. Com relação ao garoto que se apresentou como autista, eu esqueci o nome, eu gostei do personagem e desde o começo desconfiei que ele tinha algo a mais. Gostei também do conceito dos Seons e a pluralidade das culturas presentes no livro.
    Desde que terminei espero desesperadamente notícias sobre continuações e fiquei entusiasmado em saber que elas virão.
    Como sempre um ótimo cast, e o primeiro que pude ouvir a parte de spoilers, kkkkk
    Um Abração Thiago e Melanie!

  • Kenichi Edilan

    Primeiro que preciso dizer que nunca fiquei esperando tanto um podcast quanto o desta semana, hoje quando cheguei do trabalho e vi que havia saído minha felicidade foi na mesma intensidade do Raoden quando finalmente descobriu o que houve com a magia de Elantris…..

    De 1 a 5 eu daria 4 para Elantris.

    Eu o li ano passado, logo após reler Mistborn: O Império Final, ainda não tinha lido o Poço da Ascensão. Tenho sentimentos conflitantes a respeito do livro porque demorei a lê-lo por achar arrastado demais. A ação começou bem tarde e eu esperava algo no estilo do primeiro Mistborn, a única coisa que me prendia era querer saber o que havia causado a queda de Elantris e o Príncipe Raoden se tornou meu personagem preferido. A cena da explosão de energia e Elantris voltando a ser o que era quase me fez chorar de emoção e eu pensei que valeu por toda parte arrastada do livro.

    Como sempre, o sistema de magia é primoroso e tem o selo Sanderson de qualidade. Com relação ao garoto que se apresentou como autista, eu esqueci o nome, eu gostei do personagem e desde o começo desconfiei que ele tinha algo a mais. Gostei também do conceito dos Seons e a pluralidade das culturas presentes no livro.

    Desde que terminei espero desesperadamente notícias sobre continuações e fiquei entusiasmado em saber que elas virão.

    Como sempre um ótimo cast, e o primeiro que pude ouvir a parte de spoilers, kkkkk

    Um Abração Thiago e Melanie!

    P.S.: Eu não me importo de vocês fazerem episódios seguidos de Brandon Sanderson, por mim podem falar o resto do ano dele. Eu li apenas três livros do homem e me tornei fã, mas mais do que tudo me tornei fã do tipo de fantasia que ele faz, quebrando esteriótipos do gênero. Como um pretenso futuro escritor, conhecer o trabalho dele me inspirou e me fez mudar muito minha cabeça e minha forma de pensar para escrever.

    • Neste caso, que maneira ótima de começar a semana e que bom que pudemos falar de um livro que você tenha lido!

      Acho que a sua opinião com relação ao ritmo da história foi o que várias pessoas que leram outros livros antes pensaram, mas aí entram algumas questões que até discutimos meio rapidão no podcast: será que talvez esse andamento um pouco mais lento não tenha sido necessário para essa história em específico? É algo meio dilemático porque, comparativamente, The Way of Kings e até o próprio Mistborn: O Poço da Ascensão têm um ritmo um pouco mais lento porque o foco deles é muito mais na politicagem do que na ação. Quando fechei o livro, eu passei um bom tempo me perguntando se eu gostaria efetivamente que a velocidade do livro fosse maior, porque se isso tivesse acontecido, talvez muitos dos aspectos que discutimos acabaria passando batido.

      E não se preocupe, sem sombra de dúvidas faremos mais episódios dos livros do Sanderson! Mencionamos que o próximo vai ser Calamity, mas o que temos em mente é fazer ainda este ano um episódio sobre Warbreaker, um sobre a série Alcatraz e, possivelmente, um exclusivo sobre o último livro da primeira trilogia Mistborn. Se der tempo e se for de interesse da galera, talvez a gente faça um episódio sobre a série Wax & Wayne, mas vamos ver!

  • Vicente Aguiar

    Eaí pessoal.

    Não se preocupem muito achando o começo do podcast ruim, eu achei é muito bom, foi algo que me surpreendeu quando comecei a ouvir, que mesmo tendo poucos episódios a dinâmica era bem boa e o ritmo também. Além disso, vcs não falam pra dentro como vários podcasters iniciantes etc. Quero ler a série Reckoners, mas não vai dar tempo de ler até o cast, ainda não comprei e a pilha de livros já comprados é bem grande :/
    (Comentário rápido sobre o episodio anterior: entendo o problema do esquema de notas de vcs ser diferente do do mercado, mas gostei tanto que adotei pra usar também!)
    Ah, acho justíssimo um episódio só sobre o Sanderson, ele, além de ser um autor FODA, é uma ótima pessoa e o jeito que ele trata os fãs é um sonho molhado.
    Sobre Elantris ser inglês avançado: não li esse propriamente em inglês, mas tendo lido The Hope of Elantris e The Emperor’s Soul, não acho que seja avançado. Pelo menos pra mim, acho mais difícil ler livros do Stephen King e da Gillian Flynn, por exemplo, que usam muito mais adjetivos e expressões que pra quem é de fora dos EUA/língua inglesa fica mais difícil de entender.

    SPOILERS

    Sobre Elantris, agora:
    Li o livro em 2013 e lembro de ter gostado MUITO na época. Eu não lia tantos livros de fantasia e Elantris tinha sido a coisa mais diferente até então. Hoje em dia acho um dos mais fracos do Sanderson (o que tá bem acima da média geral), mas ainda assim acredito que nos pontos que o livro é forte, ele segue forte até hoje. Acho que ajuda o fato de esse ter sido meu primeiro contato com o autor.

    O modo como ele trata a religião é incrível, em todos os livros dele. O Sanderson consegue superar as expectativas. Acredito que o fato dele ser Mormon faz dele um escritor melhor ainda, por ser capaz de escrever livros com pontos de vista religiosos tão diferentes de uma forma tão boa.

    Quando vcs comentaram dos Seons dos Elantrianos que ficaram loucos depois da Shaod, me passou pela cabeça os Spren de Stormlight Archives. Quando os humanos quebraram o juramento, a Syl comenta em algumas passagens que os Spren ficaram vagando, loucos.

    PS: existem evidências (e vi agora que o Brandon confirmou: http://www.theoryland.com/intvmain.php?i=618#49) que o Galladon esteja em Roshar, releiam o interlúdio do Ishikk em Way of Kings. Ele é um dos caras que está procurando o Hoid (o outro, dos três, é o Demoux)
    PPS: o lago onde os elantrianos vão pra morrer é de um dos Shards de Sel, assim como o Well of Ascension de Mistborn.

    Abraços

    • Fala, Vicente!

      Acho que a nossa insegurança com relação aos primeiros episódios era justamente a falta de uma identidade. Hoje em dia acho que já conseguimos firmar nosso formato muito melhor, mas é até engraçado pensar: antes fazíamos episódios semanais. Não é à toa que era tão mais difícil encontrar livros sobre os quais falar… e assuntos diferentes também! Mas, enfim, todo mundo tem que começar de algum lugar, né?

      Quanto ao episódio exclusivo do Brandon, se vocês não estiverem muito de saco cheio dele até o final do ano, a gente vai tentar planejar alguma coisa mais legal a respeito. Ainda não temos o cacife para fazer uma entrevista com ele ao vivo, mas… quem sabe, né?

      Quanto à linguagem utilizada em Elantris, uma coisa que pesou bastante para mim na hora de avaliar o nível do inglês dele foi o primeiro capítulo do Hrathen: aquelas duas primeiras páginas que o apresentam como personagem foram BEM complicadas. É meio tenso para nós julgarmos o inglês dos livros que comentamos aqui no cast porque geralmente não nos baseamos em nossas habilidades (mesmo porque o Thiago mora nos Estados Unidos, ele tem uma facilidade BEM maior). Geralmente o que eu, Melanie, uso como critério é o seguinte: muita gente achou que Ready Player One tem um inglês avançado. Aí eu penso “este livro é mais fácil ou mais difícil de entender do que Ready Player One?”. Eu considero RPO relativamente fácil, mas se mais de uma pessoa reclamou da dificuldade do livro, acho justo fazer um pequeno nivelamento antes.

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      Engraçado que mesmo após ter lido livros fantásticos do Sanderson, pra mim os mais fracos que ele escreveu ainda são The Rithmatist, os dois livros da série Legion e The Alloy of Law. Eu diria que Elantris ainda está numa colocação relativamente boa na minha lista.

      Caramba, essas observações!! Você já leu o Mistborn: Secret History, né?

      MEU DEUS, OS PROBLEMAS ESCALARAM A UM NÍVEL UNIVERSAL. LITERALMENTE.

      • Vicente Aguiar

        Olha, o Brandon é tão gente boa que é capaz de vcs conseguirem, nem que seja curta. O problema maior dele deve ser falta de tempo mesmo, o que, considerando a quantidade de livro que ele publica, é de se esperar.
        Ah sim, não tinha me tocado que vcs usam o RPO como base. Ainda não li, cheguei a comprar na bienal até, mas em PT.

        Caraca, vc me lembrou de Legion. Eu estava lembrando só dos Mistborn e livros do Cosmere no geral, mas realmente eu só li o primeiro Legion e achei bem fraquinho, bem bobo até. E realmente, The Alloy of Law nao é tudo isso, perde mesmo pra Elantris. Pelo menos ele desenvolveu bastante em SoS e BoM (que vc nao gostou também né :p )
        Sim, já li e fiquei maluco, já reli The Final Empire mas depois de ter lido SH, preciso muito reler Well of Ascension e The Hero of Ages. Bom que é uma novella então da pra ler as passagens importantes na trilogia e procurar em Secret History. Brandon Sanderson é foda.

        • A gente, vírgula, eu, né? =p Coitado do Thiago, eu meio que impus isso na hora de avaliar a complexidade do livro, mas isso é uma das coisas que nos deixa com uma pulga atrás da orelha na hora de avaliar. Se fosse para avaliar a dificuldade com base no que nós sabemos, muitos dos livros que pusemos como “avançados” seriam intermediários. Eu propus colocar uma folga maior porque não é todo mundo que tem facilidade de ler livros em inglês. Inclusive, acompanhando alguns booktubers brasileiros, vejo que vários tiveram um pouco de dificuldade com livros que achamos relativamente fáceis. Achamos justo dar uma nivelada tendo-os como base.

          Eu não ODIEI Bands of Mourning, mas uma coisa que eu falei bastante para o Thiago em off foi que as quatro estrelas que eu dei para o livro foram as quatro estrelas mais baixas da segunda era de Mistborn, e foram mais pela ótima iniciativa de colocar um personagem LGBT no livro… e Wayne, é claro. O Wayne, pra mim, é quem está segurando a segunda era pra mim.
          Tá, não vou ser injusta, a Marasi e a Steris também estão maravilhosas. A Marasi mudou MUITO de The Alloy of Law para o estado atual da história, e a Steris é uma daquelas personagens muito bacanas que sempre comentamos, que não luta, mas a inteligência dela torna força bruta completamente desnecessária. É estranho até pensar que o Wax, que é o protagonista da série, é quem está arrastando a história. Eu até gostava dele no comecinho de The Alloy of Law, ainda hoje gosto muito das interações dele com todos os outros personagens, mas pra mim ele meio que se tornou um “personagem muleta”. Eu realmente espero que ele melhore no próximo livro!

          • Vicente Aguiar

            Ah sim, mas tendo um livro como base já faz mais sentido. Comecei a ler Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes) mas desisti logo no primeiro capítulo, entendi uns 50% só.

            Olha, eu acho que Bands of Mourning tem várias coisas fracas, por exemplo: não entendi os Kandras pedirem pro Wax recuperar o spike do outro Kandra??? e achei meio bizarro o rumo que a história tomou de ter outros povos muito mais avançados e com navios voadores etc MAS gostei muito da leitura e é Mistborn. Btw, me lembra desse personagem LGBT que eu juro que não lembro?!

  • Timóteo Rezende Potin

    E aí Agentes da C.O.S.M.E.R.E. (fica a sugestão do novo nome! O Brandon merece a homenagem)

    Conheci o Podcast a algumas semanas e já ouvi quase todos os episódios e acho que vocês podem ficar mais tranquilos quanto aos primeiros episódios de vocês. Acho que, dado que vocês ainda estavam aprendendo a fazer e tudo mais, os primeiros episódios saíram bem bons. Óbvio que dá pra ver o quanto vocês evoluíram tecnicamente, mas comparando com o início de outros podcasts da “podosfera” brasileira, o de vocês foi ótimo.

    Parabéns por mais esse episódio excelente. Também dou 4/5 pra Elantris, só que o curioso é que é quase pelos motivos opostos aos de vocês. Antes de mais nada, discordo que Elantris não é um livro bom pra começar a ler BS. Acho que, na verdade, é O MELHOR livro pra começar. Primeiro que você não vem com um background de saber do que o Sanderson é capaz. Vejo muita gente que marca muito esse livro como “o mais fraco do Brandon”, o que, de fato pode ser verdade, mas se acho que não conhece o autor você pega o livro meio que sem preconceitos. Outro motivo que me fez começar por Elantris foi o fato dele ser o primeiro livro da Cosmere. Quando eu comecei a ler os livros do Sanderson eu já tinha a ideia da Cosmere (na verdade, foi esse conceito que me fez ter curiosidade de ler) e eu já parti na jornada meio que ignorando o fato de que os livros eram séries separadas (eu estou lendo tudo como se fosse uma grande série só) e por isso eu acho que começar do primeiro (por enquanto, Elantris é o primeiro tanto em cronologia quanto em publicação, apesar de que deve perder o título de primeiro na cronologia da Cosmere quando o Sanderson publicar a série do Hoid). Além disso, Elantris é o típico caso de que você pode mandar alguém ler e no final falar “E aí? Gostou? Se sim, boa notícia: Só melhora. Não gostou? Tente Mistborn então!”.

    Spoilers de Elantris e eventualmente de Mistborn!!

    Sobre Elantris em si, discordei na parte que vocês comentaram que acharam a mudança de alinhamento do Hrathen abrupta. Pelo menos eu não me lembro de ter achado isso (faz alguns meses que li o livro, mas eu me lembro que no decorrer da leitura eu já tinha pegado essa “veia cinza” do personagem e já tinha pensado “hummm… esse cara tem um background aqui que acho que dá pra esperar que ele se revolte…”). Sobre os personagens, de longe meus favoritos foram Hrathen e Galladon. Achei o Raoden e a Sarene simplesmente ok, com uma leve vantagem pra Sarene pq os capitulos do Raoden as vezes ficavam muito chatos.

    Outro ponto que eu discordo de vocês é na parte do Sanderson saber escrever romances. Ainda não li todos os livros dele (estou lendo todos da Cosmere na ordem de lançamento e ainda estou em Warbreaker), mas, pelo menos pro meu gosto, tanto em Elantris quanto em Mistborn os romances funcionam muito mal. Não suportava os capítulos da Vin e do Elend juntos em Mistborn, bem como não gostei muito das partes que tinha a Sarene com o Raoden em Elantris. No final do livro, na parte do casamento, parece rolar uma boa química entre os dois, mas do resto, não me desceu. Bem como não me desceu o relacionamento da Vin com Elend em momento nenhum (acho bizarro com eu consegui gostar mais do Poço da Ascensão do que do Império Final, mesmo odiando os capitulos dos dois juntos), apesar de melhor um pouco depois que eles se casam. E por incrível que possa parecer, eu não desgosto de romances em livros, inclusive, uma das coisas que faz meu livro favorito até o momento, Pilares da Terra, ostentar esse posto é por causa da forma como Ken Follet consegue construir os romances dentro da história.

    Mas enfim, acho que é uma questão de gostos diferentes.

    Só uma ultima curiosidade, vocês comentaram sobre a sequência de Elantris. Não me lembro agora onde eu li (talvez em um post de respostas aos fãs do próprio Sanderson, mas não tenho certeza), mas parece que os personagens principais da sequência não seriam Raoden e Sarene mas sim aqueles primos da Sarene. Mas independente de quem seja o protagonista, in Sanderson we trust!

    Mais uma vez, parabéns pelo excelente trabalho no Cast!
    Abraço!

    • Fala, Timóteo!

      Cara, pior que a gente já ganhou tanto apelido por causa dos livros do Sanderson que já perdemos a conta (acho que o meu preferido até agora é “brandetes”). Daqui a pouco a gente acaba rebatizando MESMO o podcast!

      Quanto ao lance de começar a ler os livros dele por Elantris, uma das razões pelas quais eu me sinto relutante em recomendá-lo como primeira leitura não é nem o estilo de escrita que não era tão maduro assim, mas o fluxo da história em si. Acho que uma das características que meio que se tornaram a marca registrada dele é esse “mostre, não conte” super polido que ele tem e que é bem claro em Words of Radiance e na série The Reckoners. A gente GERALMENTE recomenda os livros dele na ordem em que começamos a ler (seria The Reckoners, Mistborn, The Way of Kings e Elantris). É aquilo que ressaltamos diversas vezes no cast: não é que Elantris seja ruim, mas acho legal começar a ler obras de um autor por um trabalho que seja relativamente recente para mostrar a que pé andam as obras dele. A partir do momento em que você confia nas habilidades e nos plots que ele cria, todos os outros livros acabam se tornando em algo muito mais palatável.

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      Com relação ao Hrathen, é aquilo que eu comentei com o Thiago: eu talvez esteja muito bitolada com o Sanderson de hoje, então enquanto fui lendo o livro e notando a construção do Hrathen, eu não consegui deixar de pensar “puxa, o Brandon de hoje teria sido muito mais sutil e gradual com a construção desse personagem”. As mudanças e reflexões dele não eram algo tão gradativo assim. Quando ele fala com aquele monge, eu imaginava que ia haver uma quantidade muito maior de reflexões e questionamentos por parte do próprio Hrather acerca daquelas questões, espalhadas talvez de um jeito um pouco mais uniforme.

      Fiquei bem curiosa com o que não funcionou para você com relação aos relacionamentos dos livros do Brandon. Uma coisa que eu gosto MUITO com Vin/Elend e Sarene/Raoden é um relacionamento mais “subjetivo”. Em Mistborn, os dois se sentem atraídos por serem macabros, o que é uma coisa relativamente engraçada. Já Sarene e Raoden meio que se sentem atraídos porque os dois são meio deslocados com relação ao que a sociedade espera deles. Em ambos os casos, são situações com as quais eu consigo me identificar muito facilmente, coisa que eu jamais tinha conseguido fazer com outros romances, como acontece em O Nome do Vento ou… sei lá, diga-me o nome de um romance popular em um livro de fantasia. Torre Negra, talvez? Mas eu tenho que dizer: muito do que eu gostei dessas formas de romance têm a ver com meu gosto pessoal e minha vontade imensa de ver um romance que não seja tudo que eu já vi em distopias YA.

      Eu vou achar BEM interessante se os protagonistas não forem mais Raoden e Sarene. Galladon seria um protagonista formidável, por exemplo! Mas eu tenho que admitir que eu vou sentir muitas saudades desses dois se eu não puder acompanhar a história sob o ponto de vista deles. Bem, como você falou, resta confiar e esperar pelo melhor. Arautos do Brandon Sanderson aleluia amém! o/

      • Timóteo Rezende Potin

        Acho que no caso da Vin com o Elend, meu principal problema com eles foi que desde o primeiro livro eu simplesmente não consegui entender como uma pessoa com a personalidade e passado da Vin poderia se interessar por alguém como o Elend de O Império Final. Tipo, no primeiro livro ele é aquele garoto idealista, ingênuo mas, acima disso tudo, é um babaca que por uma boa parte do livro só dava atenção (se é que dá pra chamar de atenção sentar na mesma mesa e ler) pra ela pra irritar os outros. Na minha visão, o Elend se apaixonar eventualmente pela Vin faria total sentido, mas eu não achei que havia muitos motivos para a Vin se apaixonar por ele tb. Talvez se essa parte da história fosse contada pelo ponto de vista do Elend eu conseguiria me conectar melhor.

        Sobre o Raoden e a Sarene, eu acho que o problema foi mais da inexperiência do Sanderson do que dos personagens em si. Eu fiquei com a impressão em Elantris que os personagens (principalmente o Raoden e a Sarene) ficavam variando a inteligência conforme o Sanderson ia necessitando pra escrever a história e isso acabou me incomodando um pouco. Algumas vezes eu pensava “Pera aí, a Sarene de 50 páginas atrás não teria feito isso aqui!”. E isso acabou atrapalhando a química dos dois quando se encontraram em Elantris. Acho que na parte que a Sarene resolve dar comida pra galera de Elantris o que o Raoden que foi construído até aquele momento deveria ter feito é ter chegado lá e falado “Hein, moça, uma palavrinha em particular aqui… É o seguinte, eu sou o Raoden, seu marido e eu virei um Elantrino. Me pergunta qualquer coisa que vc me falou quando a gente conversava via whatsapp que eu te respondo. E aqui, não fica dando comida pra essa galera não que isso a longo prazo é pior pra gente por n motivos…”. Mas isso não teria gerado o conflito que o Sanderson precisava na história, e aí faltou um pouco de tato pra ele corrigir esse problema na minha opinião.

        • Sabe que o que você mencionou com relação ao que a Vin pensava do Elend também foi algo que me incomodou muito no começo? Aliás, eu diria que me incomodou durante praticamente todo o tempo em que ela foi a Lady Valette.

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          Eu devo dizer que senti um certo repúdio pela própria figura do Elend e por tudo o que ele representava no começo. Eu não achava que ele merecia a Vin e até cheguei a estranhar o fato de a Vin se sentir atraída por aquele cara que, sejamos bem honestos, foi um tremendo babaca com ele durante grande parte do primeiro livro. Conforme eu fui lendo o livro, eu acho que o Elend acabou me conquistando por mostrar mais nuances da própria personalidade. No final das contas, eu senti que ele acabou mostrando muito mais ser um cara que não sabe como demonstrar afeto do que um babaca mesmo. E foi com essas pequenas sutilezas de personalidade que eu acabei gostando dele e entendendo como a Vin acabou gostando dele. Acho que tudo culminou naquele momento de outro que ele vai salvar a Vin e acaba descobrindo que ela não precisava ser salva. Acho que a partir daí o romance deles começa a se tornar algo bem bonitinho, e algo que eu gostei MUITO no segundo livro. Talvez sejam esses pequenos detalhes que tenham me encantado: o fato de que a Vin não aceita se casar com o Elend até o momento em que ELA propõe o casamento (que acabou sendo algo bem parecido com o que a Sarene fez com o Raoden), ou o fato de, apesar de gostar muito da Vin, o Elend não consegue deixar de sentir medo dela e o dilema dela ao redor disso (“puxa vida, o homem que eu amo tem medo de mim”). Depois de ler tantos outros livros que retratam relacionamentos de um jeito bem clichê de livro de fantasia clássica, o romance deles (e a evolução do mesmo) pra mim acabou sendo algo extremamente “refreshing”, sabe?

          E sim, eu também senti um pouco desse peso do ajuste de inteligência dos personagens em Elantris para que ficasse conveniente com o plot! Inclusive, exatamente isso que você propôs foi algo que eu fiquei me perguntando o tempo todo. Considerando que a Sarene e o Raoden já tinham se falado antes, mesmo sendo apenas por Seons, eu acredito que a Sarene seria inteligente o suficiente para acreditar no Raoden a partir do momento em que ele revelasse a identidade dele. Mas ao mesmo tempo temos aquela questão que o Raoden se propôs: o de conseguir resolver todos os problemas de Elantris sem que ninguém soubesse que ele era o príncipe de Arelon. Afinal de contas, ele queria resolver tudo sem ter o peso do nome influenciando a decisão alheia, mesmo que isso significasse enganar a própria esposa. Inclusive, isso é um dilema com o qual ele fica bem angustiado, sobretudo quando a Sarene “vira uma elantriana” e os dois têm a possibilidade de passar mais tempo juntos. Vamos dizer assim… eu me deixei ser enganada. As motivações dos personagens foram relativamente fracas, concordo, mas pensei “OK, é o primeiro livro publicado pelo Brandon Sanderson, então vou dar uma trégua. Vai, Brandon, finge que eu acredito nos teus motivos e me conta a tua história”. A partir daí, consegui relevar muitas outras coisas, como o fato do próprio Hrathen parecer não ter gasto muito tempo pensando naquilo que o monge tinha dito sobre as motivações e a fé dele ou do Dilaf só ter aquela justificativa em um momento da história. Elantris foi um daqueles poucos livros em que eu levantei a minha suspensão de descrença e li pronta para reconhecer e ignorar os problemas que eu tinha certeza que encontraria. =p

        • Vicente Aguiar

          Concordo com Elantris ser o melhor livro pra começar no Cosmere e que é estranho a Vin gostar do Elend. Reli mês passado Mistborn e continuo pensando nisso.

  • Lucas Albuquerque

    WOW! tou gostando de ver! muita gente participando, discordando e criando um clima muito bom para discussão! Estou louco pra começarmos a criar nossas teorias da Cosmere…galera! leiam o resto dos livros logo pra podermos discutir!

    Abraços!

    Lucas

  • Timóteo Rezende Potin

    Uma curiosidade: Vcs leram o livro ou escutaram o audiobook? Achei muito engraçado quando vocês começaram a pronunciar as palavras que usam os aons. Quando eu leio um livro que aparecem palavras em linguas que não existem, eu tenho a mania de tentar pegar o feeling do livro pra pronunciar essas palavras. No caso de Elantris foi quase automático eu ler “Reod” e o som que eu imaginei foi “Reód” (separando bem as silabas, soando quase Re-Ód) e a partir daí eu segui mais ou menos essa lógica pra tudo. “Shaód”, “Teód”, “Raôden”.

    • Eu li o livro, o Thiago escutou o audiobook, por isso que cada um está falando os nomes de um jeito completamente diferente do outro! Eu tenho uma tendência a ler os nomes com o que eu imagino que seria a pronúncia deles em inglês. Como pode ter sido possível perceber neste episódio, nem sempre eu acerto!

      Outra coisa que eu costumo fazer quando tenho essas dúvidas é pesquisar na Wikia da página ou até mesmo procurar entrevistas com o autor para ver como o nome é pronunciado, mas no caso de Elantris eu fui com a maneira como eu imaginava mesmo. Pura preguiça da minha parte! =p

  • Rá! Um livro de Sanderson que li antes de vocês! 😛

    Eu também dei quatro estrelas para o Elantris, gostei bastante da trama principalmente do final que é muito bem pensado, tem seus problemas? Sim, mas é o primeiro livro e épico do cara, gostei muito da Sarene as atitudes dela, novamente fugindo da ideia de uma princesa em perigo.

    O ponto fraco que achei talvez seja porque li a primeira edição, onde tem momentos que a geografia parece ser gigante e daqui à pouco não é tão gigante assim. No mais é um livro bastante sólido e indico para todos que gostam de fantasia, sem dúvida.

    • Seu bobo! u__u

      O mais engraçado é que eu tinha recomendado o livro pra você porque na época eu achava que Elantris era stand-alone. Aí eu pego e falo no episódio de hoje que ele provavelmente vai ser o primeiro de uma série de livros. Juro que não quis fazer pegadinha do Malandro. =p

  • Isa Prospero

    Super apoio episódio sobre a vida do Brandon. VAMOS TIETAR SEM LIMITES.
    Vcs ouvem o Writing Excuses, aliás? Podia rolar um cast comentando o cast (cast-ception!).

    Elantris foi um dos primeiros do Brandon que li (depois de Mistborn, fui lendo os livros na ordem). Acho que é o meu menos preferido (por tudo isso que vcs apontaram), e ainda assim gostei bastante. Adoro Sarene e Raoden e o relacionamento deles. Raoden me lembra um pouco de Kaladin (ou o contrário, no caso): ambos chegam numa situação fodida, estão totalmente fodidos, e encontram forças de alguma forma para tentar mudar aquilo e melhorar a vida dos outros. Seus lindos <3

    Mas, realmente, o Brandon foi ficando tãaaao melhor que as falhas desse livro devem ficar bem nítidas quando vc lê depois de Stormlight, por exemplo. Culpa dele por se tornar sensacional 😛

    • A gente sempre fica fuçando o Twitter do Brandon e tudo o mais, mas considerando o pessoal que costuma comentar aqui no AdL, eu sempre fico com a impressão de que vocês têm muito mais informação do que eu e o Thiago somos capazes de conseguir!
      De qualquer forma, sim, ouvimos o Writing Excuses (e, por algum motivo, eu adoro a Mary Robinette). Inclusive uma das nossas idéias era justamente comentar sobre ele, mas temos alguns planos na manga, então isso vai vir mais tarde!

      Eu fiquei meio que adiando Elantris justamente porque estava com medo de não gostar do livro por já ter lido outros, mas até mesmo para um primeiro livro ele é bom demais. Mas aaaaah, Raoden, príncipe do meu coração. Eu juro que até agora estou MUITO conflitada tentando decidir se gosto mais dele ou do Elend (porque o Kaladin ninguém tira do pódio). Mas tô esperando personagens LGBT protagonizando histórias, senhor Sanderson. CADÊ??

      • Isa Prospero

        Eu amo a voz da Mary e do Dan. São tão boas, rs. Super ouviria livros narrados por eles.

        E nossa, se ele tivesse um protagonista lgbt eu ia ficar tãaaao feliz. Mas me parece improvável 🙁

  • Gabriel Augusto

    Depois de ouvir o podcast sou obrigado a ressuscitar este post. Escolhi este livro para começar a ler as obras do sanderson pois sempre acho que a ordem de escrita ou publicação a melhor para se seguir, e não podia ter feito escolha melhor amei esse livro e inclusive depois do cast fiquei com ainda mais vontade de reler, gostei mais até do que mistborn no qual o hype muito grande pode ter atrapalhado a leitura (inclusive acho esse um assunto interessante para debaterem), mas tenho que concordar que o final de poço da ascensão transcende os limites da fodelidade.

    O personagem que mais curte foi de longe o Hrathen, e não achei que ele teve uma mudança abrupta, senti mais como se ele quisesse muito acreditar no shu derethi mais do que ele realmente acreditava que era certo, sem contar que desde o inicio percebi que ele gostava da sarene. Mas assim como o Thiago curto mais o worldbuiding do que os personagens e teve algumas coisas no mundo de elantris que curti muito e algumas me deixaram intrigados como a salinha que encontram que é uma especie de santuário para os elantrinos, mostra que mesmo pessoas ditas como Deuses tem seus próprios Deuses e fiquei curioso de saber quem seriam eles, e tambem a piscina que os os elantrinos utilizam quando querem morrer (estranho isso) quero muito saber o que é aquilo, dei uma olhada nos foruns e vi que o pessoal chama de shard pool.

    Outra coisa que curti e que me ajudou a ter uma imersão ainda maior foi os termos criados no livro, teve um colega meu que leu ele assim que terminei e emprestei e gente conversava usando palavras como sule, idos domi, doloken. A sacada de usar aons nos nomes para mim foi genial e definem bem alguns personagens, como a sarene, aon ene que significa sagacidade, inteligência e esperteza, e eu nunca vi antes alguém representar tão bem a frase: “Faz de bobo para viver”.

    Só achei um pouco estranho o thiago ter curtido a cena em que o Raoden sai correndo riscando o chão para corrigir o grande aon, mas achei que isso foi um pouco Deus ex Machina, não por ele ter percebido aquilo naquele momento, o que achei até correto sendo que ele estava livre das dores naquela piscina, mas o fato de ele estar tendo que ser carregado e do nada sair correndo como uma criança me incomodou. Apesar disso acho um otimo livro dei 5 estrelas e foi uma das melhores leituras do ano passado.

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