Discussão: Y: The Last Man volumes 6 a 8

2 de dezembro de 2015

Chegou aquele momento maroto da semana, em que falamos de Y: The Last Man! Relembrando apenas que esta série de posts contém spoilers das edições 6 a 8, então se você não as leu ainda, sugiro que o faça antes de ler o resto do post!

Uma das coisas que me irritou um pouco com relação ao Yorick foi o fato de ele ter se irritado com a Dr. Mann e com a 355 quando ele as flagrou no ato. Achei bem injusto e egoísta da parte dele, considerando que ele teve um caso com praticamente toda mulher que ele encontrou no durante as viagens (e isso tudo porque ele estava doido de ansiedade para encontrar a namorada que estava na Austrália, e a quem ele jurava piamente ser fiel).

Um dilema interessante apresentado no volume 6 é o da questão do contrabando. A Dra. Mann descobre que o navio em que elas estão é um cargueiro transportando uma carga de ópio, e a espiã que elas encontraram tinha como objetivo capturar as piratas. Antes da descoberta, o Yorick acabou se envolvendo sexualmente com a capitã do navio, e aí entra a questão bacana da coisa toda: apoiar o exército australiano, que visa acabar com o tráfico de ópio ou fechar o olho mediante a situação como uma maneira de agradecimento pela tripulação ter ajudado na viagem até o Japão?

No volume 7, o que mais me chamou a atenção foi que finalmente entendemos o passado da agente 355, coisa que estive esperando há um tempão, visto que ela se tornou a minha personagem preferida da história: gostei das viradas que a vida dela proporcionou, de uma garota perfeitamente normal para uma delinquente juvenil para uma das agentes especiais mais competentes do Culper Ring.

E no volume 8, já em Yokogata, temos a introdução de mais uma personagem bem bacana chamada You, que é mais uma daquelas personagens cuja moralidade parece meio dúbia e você não sabe de que lado ela está até o momento final da história, em que ela mostra a que veio (bem, como praticamente todas as personagens que aparecem ao decorrer da série).

É interessante ver também de maneira mais aberta a humanidade da agente 355, depois que ela é forçada a cometer um ato atroz até mesmo para os padrões dela.

Também temos um pequeno relance do passado da Dra. Mann e da Alter. Eu esperava muito mais da Alisson, mas a história da Alter é bem interessante (embora também ache que faltou ALGO). Só achei uma pena que ambos os flashbacks (e o flashback da própria 355) acabaram se concentrando em um único momento da história. Todas elas são personagens bem interessantes, teria sido legal conhecê-las mais ao fundo ao decorrer de toda a série ao invés de um só momento amontoado em um só volume.

E com isso, nos aproximamos dos momentos finais da história. O que será que vai acontecer? O que causou toda a devastação que eliminou quase todos os seres do sexo masculino do planeta? Tudo isso e mais no próximo post!

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