Neste episódio, Melanie e Thiago conversam sobre alguns sistemas de magias da literatura.

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  • Vicente Aguiar

    Fala pessoal!

    Sobre o que vocês comentaram no começo do episódio sobre o que estão lendo e etc:

    1- SIM POR FAVOR FAÇAM UM EPISÓDIO INTEIRO SOBRE THE HERO OF AGES. O livro merece e tem bastante coisa pra discutir.

    2- Só uma pequena correção: a trilogia atual de Mistborn (Alloy of Law e Shadows of Self até agora) não é a segunda trilogia da trilogia das trilogias de Mistborn. A próxima (do meio) vai se passar numa época equivalente aos anos 80 do nosso mundo e vai ser sobre um Serial Killer Mistborn. E a terceira trilogia, como comentado, será uma Space Opera.

    Agora sim, comentários sobre o tema do programa:

    Se não me engano, o Sanderson segue e comenta sobre as suas 3 leis desde que publicou seu primeiro livro, Elantris. Desde sempre ele é um autor que é extremamente inteligente e metódico pra criar seus mundos e sistemas de magia, além de criativo, considerando a quantidade e a variedade de sistemas incríveis que ele criou.
    Apesar de não ser literatura, concordo com a Melanie e gosto muito do sistema de Avatar. A Toph é uma das minhas personagens favoritas de todos os tempos e a descoberta dela da dobra de metal fez todo sentido, considerando como ela já dobrava terra.

    Meu sistema de magia preferido atualmente é o de MIstborn, sem dúvidas. Apesar de eu ser novo, quando estava lendo Mistborn me senti como quando tinha 10-11 anos e lia Harry Potter, querendo viver naquele mundo e ir pra Hogwarts.

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    SPOILERS DE MISTBORN

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    Acho a criação da Allomancy e da Feruchemy uma aula de como criar sistema de magia. Sanderson conseguiu criar um personagem que tem ambos os poderes e ainda assim não é indestrutível e, apesar de ser basicamente imortal, ele ainda tem fraquezas, como a de precisar ficar algumas horas por dia recuperando idade e ainda assim ter pouco tempo pra poder se expor e até mesmo lutar contra alguém. (Mas também quando fez, destruiu o Kelsier com uma facilidade incrível, na hora não acreditei que tinha sido tão fácil)

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    FIM DOS SPOILERS DE MISTBORN

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    Não posso deixar de comentar também sobre a “magia” de Crônicas de Artur. É uma das minhas trilogias/séries preferidas e o Cornwell conseguiu misturar fantasia com ficção histórica de uma maneira ridiculamente boa. O que é engraçado pois em nenhum outro livro dele que eu já tenha lido ele tenta misturar esses elementos, é basicamente ficção histórica mesmo.
    Ah, me extendendo mais um pouco, acho válido mencionar a magia de Percy Jackson, pelo menos a dos semideuses. Acho bastante interessante e criativo a ligação que as magias têm com os deuses.

    Acho que era isso, abraço!

  • Felipe da Silva Sores

    Vocês deveria ler O nome do vento, ele se encaixa perfeitamente nessas normas de magia, e não é do Brandon Sanderson xD. Eu gostaria MUITO de escutar vocês falando sobre ele, não que o meu desejo valha algo, mas eu realmente gostaria ^^ achei muito legal também o jeito que vocês se expressão e abordam o assunto.Parabéns ganharam mais um ouvinte õ/!

    • Grande Felipe, olha só que coisa… eu e a Mel estamos lendo “O Nome do Vento” e estamos muito empolgados com a história do Kvothe 😉 aguarde que logo logo vamos falar sobre ele! Um abraço!

  • Paulo Sena

    Episódio excelente! Cheguei até por recomendação do Cabulosocast e já amei o cast, já tô até no fim da maratona. Acho interessante apontar um sistema de magia que também segue regras e que é extremamente interessante. Falo do anime Fullmetal Alchemist, onde os personagens se utilizam de alquimia em suas vidas. O conceito da alquimia é todo baseado em trocas equivalentes, onde para se obter algo novo o indivíduo deve pagar com algo de valor igual.
    Como já disse foi um ótimo episódio e espero que vocês continuem apresentando esse trabalho de alta qualidade. Podem contar com mais um ouvinte assíduo do cast!

    • Cara, Fullmetal Alchemist é ótimo. Excelente lembrança!

  • Felipe Proto

    Eu AMO sistemas de magia. Principalmente como isso muda a maneira como ela é utilizada e entendida dentro do cenário.

    —SPOILERS (PEQUENOS) DE HARRY POTTER
    Sobre a limitação de magia de HP: ela existe e não existe. Mais para frente nos livros os personagens aprendem a fazer magia sem vocalização, e existem diversos momentos em que magia é feita de maneira intuitiva, sem o uso das ferramentas/limitações que deveriam existir o tempo todo.
    —FIM DOS SPOILERS

    A Magia de Gaiman é, para mim, não-magia. É “alteração da regra do mundo”. A melhor apresentação disso, para mim, são as plantas ou o carro do Crowley em Belas Maldições. Não tem um ritual, algo específico que tem que ser feito, ou um fluxo de energias para ser controlado: é THY WILL BE DONE. E ponto.
    Ao mesmo tempo, temos “coisas mágicas”; são regras de mundo que simplesmente funcionam daquela maneira e não temos uma explicação para como elas foram feitas; se são poderes de alguém ou de algum artefato, ou se o resto do mundo é que entendeu isso errado, só. Exemplos incluem essencialmente qualquer coisa que acontece em Lugar Nenhum e Coraline.
    E, só para dizer que ciência e magia são a mesma coisa, esse funcionamento de “regras bizarras que aprendemos com o tempo” é bem claro também em O Guia do Mochileiro das Galáxias. Me pergunto o quanto isso está relacionado ao humor inglês…

    Outra coisa que eu gosto muito é comparar a maneira como a magia é “medida” e usada dentro do universo a magia ocidental é essencialmente medida em conhecimento e precisão: quanto mais velho você é, mais aprende rituais, “truques”, concentração, acurácia. Então, magos jovens podem ter poder bruto, mas normalmente é descontrolado, ou pouco efetivo. Citando Dresden Files, Star Wars, Harry Potter… E magos mais antigos serão necessariamente mais poderosos (a não ser que tenham “abandonado” a magia). Mas a magia é sempre limitada a um certo leque de efeitos, que deve ser combinado/abusado/extrapolado para gerar coisas novas.
    Enquanto isso, na magia oriental, parece que temos aqueles seres que podem fazer magia, e podem fazer quase qualquer coisa com isso, limitando-se ao “o quanto esses personagens são ligados com a magia”; exemplos incluem os Djins de As Mil e uma Noites, a bruxa de A Viagem de Chihiro, personagens magos de Sakura Card Captors e aquela coisa preta de Princesa Mononoke. Não são raros os momentos em que a frase “ele é mais poderoso do que eu!” é citado.

    Meu sistema de magia favorito é, sem dúvida, o da trilogia The Kingkiller Chronicles. Dá para ver a evolução dos estudos, a direção que as coisas tomam, a ciência se formando ao redor daqueles poderes e das capacidades de algumas pessoas, e como isso influencia a economia.

    Catação de pelo em ovo:
    -Heroes tem 4 temporadas, não três. Mas para mim sempre vai ter só uma.
    -O nome do primeiro livro de Dresden Files é Stormfront ou Storm Front (se você gosta da teoria que todos os livros têm nomes de duas palavras, exceto “Changes”)

    • Porram, Proto, eu ainda vou te convencer a ler The Stormlight Archive!

      Bom, vamos para a parede de texto, porque eu sou evidentemente incapaz de me expressar de maneira resumida quando não tô afim:

      Quanto ao sistema de magia de Harry Potter, eu até cheguei a pensar naqueles livros finais, sobretudo O Enigma do Príncipe, em que acontece exatamente aquilo que você falou, mas acho que até nesse caso existe uma limitação: independente do mago vocalizar ou não a magia, ainda assim existe a limitação física para a execução da mesma, que seria a varinha. Até mesmo para o todo-poderoso vilão, a magia só pode ser executada quando ele está segurando a varinha. Ou seja, ainda existe aquele item que une a parte fantástica da história com o mundo físico. O que TALVEZ ainda pudesse “quebrar” esse sistema seria a cicatriz na testa do protagonista, que une a mente dele com a do Voldermort, mas até mesmo nesses aspectos eu entendo que precisa existir um elemento físico que liga o mundo fantástico ao mundo real. Não sei se o que eu escrevi aqui fez muito sentido.

      Quanto aos mundos de Gaiman, o que você disse é algo bastante interessante, porque o que ele faz nas obras deles é, de fato, uma alteração nas regras físicas que regem ao mundo, mas ao mesmo tempo ainda existem regras que precisam ser obedecidas pelos personagens. A partir dessa lógica, surge outra questão: até onde quebrar as regras, seja do mundo como o conhecemos, seja desse “mundo alternativos”, não pode ser considerado um tipo de magia? Afinal de contas, em ambos os universos um protagonista pode estar seguindo as regras de um mundo mas, em outro mundo, ele as está quebrando… sem parar de seguir as regras daquele!

      E agora que você mencionou The Kingkiller Chronicles (e é até por isso que eu te encho tanto para ler Mistborn e The Stormlight Archive), acho que ele é o exemplo mais interessante e “justo” de hard magic. Achei em legal a maneira com o Rothfuss teve um cuidado todo especial com o sistema de equivalência física, que fica bem evidente quando o Kvothe quase morre tentando chamar o nome do vento logo no começo do livro. E o exemplo é bom justamente porque a magia nesse livro é algo que é importante, é relativamente dormente, visto que ela tem um custo relativamente alto, mas ao mesmo tempo é algo essencial quando chegamos perto do final do livro… mas isso vai ser um assunto para o próximo podcast! 😀

      Falando nisso, tô te devendo ler o resro de Dresden Files, né? Eu fiquei meio de cara com o Jim Butcher depois the The Aeronaut’s Windlass, mas pretendo ler o resto e comentar com você conforme for lendo!

  • Heverton Daniel

    Vocês são dmais! Não tem como melhorar oq já é excelente! Tbm não gosto de gato e o Thiago falou bem, se fosse cachorro ai sim seríamos apedrejados.
    Morro de rir com o “Caraca vey” do Thiago quando a Melaine dá uma nota muito baixa pra algum livro ou muito alta kkkk
    Um Sistema de Magia que gostei bastante e achei bem curioso foi dos livros da Saga do Assassino da Hobb.

  • João Farias

    Sobre a regra 2, sobre limitações. O sistema de magia do mangá Hunter x Hunter tem bastante disso. As capacidades da habilidade são definidas pelas limitações, quanto mais poderoso você quer que sua habilidade seja, mais limitações você tem que impor nele.

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