Review – The World of Thedas vol. 1

21 de outubro de 2015

Para começo de conversa, acho que antes de mais nada eu devo um belo pedido de desculpas a todos que estiveram esperando por reviews deste livro (todos os dois). Eu concluí a leitura deste livro na Maratona Literária de Inverno (lembram-se dela? Ééé, meus amigos), mas desde então não tinha idéia de como começar a escrever a respeito dele. No entanto, sinto que isso eventualmente tinha que ser feito. Portanto, eis-me aqui.

Para ser bem sincera, meu hype por Dragon Age diminuiu um pouco de uns tempos pra cá (e isso pode ou não estar relacionado com o fato de eu ter gasto quase 160 horas jogando Dragon Age: Inquisition). Mesmo assim, o universo criado por David Gaider (e todas as outras pessoas envolvidas no processo de criação do mundo de Thedas) continua sendo maravilhosamente vasto e cheio de detalhes interessantes.

Antes de começar a falar sobre o mundo de Thedas, vamos falar um pouco sobre o livro. Publicado pela Dark Horse comics e, infelizmente, sem confirmação ou data de publicação para a versão brasileira, o livro tem  184 páginas, praticamente o mesmo tamanho do artbook de Dragon Age: Inquisition (cujo review já fiz). Não muito prático de manusear, mas também não vejo o livro funcionando em outro formato, visto que ele tem uma quantidade bem grande de imagens.

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Agora falando sobre o conteúdo em si, quem já está familiarizado com o lore do universo Dragon Age vai se sentir em casa com este livro. Logo de cara, ao abrir o livro, você tem o mapa-mundi com as principais localidades que já apareceram ou foram mencionadas nos três jogos, de Ferelden a Par Vollen. A quantidade de imagens no livro é abundante e não, você não vai ver concept arts dos jogos neste livro. A prosa do livro foi escrita praticamente no formato de um livro didático, o que acabou sendo uma escolha bastante interessante.

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Por ser um universo tão rico e cheio de detalhes, é claro que não podíamos ter apenas ilustrações bonitinhas e um monte de coisa escrita: a maneira como a diagramação do livro foi feita lembra muito as finadas enciclopédias Barsa (caramba, agora eu me senti muito velha). Inclusive, uma característica bem bacana do livro é o fato de ele incluir no rodapé a linha do tempo das principais ocorrências de Thedas, desde a Ancient Era até a Dragon Age, passando por todas as eras (Divine, Glory, Towers, Black, Exalted, Steel, Storm e Blessed – e para quem não tem tanta familiaridade com o universo Dragon Age e reclama que o jogo tem de tudo, menos dragões, um pequeno esclarecimento: cada intervalo de eras é nomeado de acordo com a característica principal daquela época. O jogo é denominado Dragon Age porque a principal característica da época em que se passa a história é o reaparecimento dos dragões, criaturas que até então se acreditava estarem extintas).

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Eu devo ler este livro se não tiver jogado nenhum dos jogos?

Hm… se você se interessa pelo universo do jogo mais do que pelo jogo em si, eu diria que é interessante, embora eu ainda acredite que o apelo do livro seja para quem gosta de ambos. Para ser sincera, não achei esse livro particulamente BOM. Ele tem algumas sacadas legais que mostram como foi feita a construção do universo, fala um pouco das principais batalhas e fatos que levaram o mundo à atual situação, com os elfos sendo essencialmente uma raça de escravos, magos podendo ser rechaçados ou admirados de acordo com a região do mundo, etc. Ele fala bastante das diferentes raças do jogo e suas principais características, além de incluir algumas algumas poesias em Elvhen, a língua falada pelos elfos Dalish.

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Uma coisa que me deixa infeliz é que ele não inclui muito em Tevene (a língua utilizada pelos residentes de Tevinter), que é uma língua cuja sonoridade é fantástica, mas como isso acabou sendo uma limitação do próprio jogo, também não posso reclamar muito…

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De resto, temos MUITA informação sobre a geografia das diversas localidades que nos foram apresentadas nos três jogos, todos eles com várias ilustrações belíssimas. Também há uma quantidade imensa de informação técnica, incluindo a maneira como é feita a divisão de meses do ano e a distribuição de feriados.

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E, para quem gosta, também foi incluído um pequeno bestiário e uma lista com imagens e descrição dos animais que se pode encontrar em Thedas.

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Em termos gerais, é um livro bacana para quem gosta do setting de Dragon Age. O livro em si não é tão divertido de se ler, mas para quem gosta de ver como se dá o processo de construção de mundos e qual é a profundidade da história de Thedas, este é um prato cheio.

Lembrando apenas que no mesmo book haul em que eu adquiri este livro, eu mostrei também o segundo volume do livro The World of Thedas! Assim que eu concluir a leitura do mesmo, é bem possível que eu poste um review por aqui. Fãs de plantão, fiquem ligados!

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